As portas que Deus fecha por amor a nós
Muitas vezes, as barreiras que enfrentamos nos conduzem a experiências mais profundas com o Criador
Você já sentiu que, por mais que tentasse, a sua vida insistia em seguir pelo caminho oposto aos seus desejos? É comum nos sentirmos injustiçados diante de portas fechadas. No entanto, muitas vezes o silêncio e as barreiras divinas são ferramentas para despertar a nossa fé.
A Bíblia relata a história de Elcana, um levita que vivia uma vida secular, longe do serviço do Tabernáculo, focado apenas em seus negócios. Ele tinha duas esposas, Penina e Ana. Enquanto Penina exibia muitos filhos e filhas, a Bíblia diz que o Senhor havia fechado a madre de Ana.
Todos os anos, a família subia até Siló para adorar e sacrificar ao Senhor (1 Samuel 1:3). Ali, no Tabernáculo, os sacerdotes eram Hofni e Fineias, homens corrompidos que não temiam a Deus. Mesmo sabendo disso, Elcana se limitava a cumprir uma rotina fria. Diante dos problemas de casa, ele agia de forma humana e sentimental.
Para compensar a falta de filhos de Ana, Elcana lhe dava uma parte excelente dos sacrifícios. Essa preferência gerava uma profunda inveja em Penina, que passou a ser uma competidora cruel de Ana. A Bíblia diz que Penina “excessivamente a provocava, para a irritar” (1 Samuel 1:6). Diante disso, de ano em ano, Ana chorava e não comia.
O marido tentava consolá-la dizendo: “Ana, por que choras? E por que não comes? E por que está mal o teu coração? Não te sou eu melhor do que dez filhos?” (1 Samuel 1:8). Mas ele cobrava um amor que ele mesmo não oferecia plenamente, pois havia se casado com outra mulher. Sem o apoio espiritual do marido e sem ninguém para orientá-la, Ana vivia isolada em sua dor.
Atitude de Fé
Deus permitiu que Ana chegasse a esse ponto extremo de amargura para que ela saísse da dependência humana. Certo dia, após comerem e beberem em Siló, Ana decidiu agir de modo diferente. Ela se levantou, foi ao Tabernáculo e, “com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente” (1 Samuel 1:10). Ela fez um voto, prometendo que, se ganhasse um filho homem, o entregaria ao Senhor.
Ana parou de olhar para a provocação de Penina e resolveu seu problema direto no Altar. Ela usou a fé, mudou de postura e gerou Samuel, trazendo a sua linhagem de volta para o serviço de Deus. A amargura não serve para nos afastar de Deus, mas para nos levar a reagir e nos aproximar do Criador. Isso permitiu que Ana tivesse uma experiência com Deus. Saiba mais sobre este tema assistindo à série Mulheres da Bíblia no UNIVER Vídeo. Acesse univervideo.com e busque pela Temporada 16 (T16), episódio 1.
Saiba mais
Leia as demais matérias dessa e de outras edições da Folha Universal, clicando aqui. Confira também os seus conteúdos no perfil @folhauniversal no Instagram.
Folha Universal, informações para a vida!
English
Espanhol
Italiano
Haiti
Francês
Russo