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Notícias | 6 de novembro de 2019 - 12:45


As ações do governo chinês para impedir a propagação do Evangelho

Da retirada da palavra “Deus” de livros à criação de um disque-denúncia, ações têm sido realizadas a fim de que as pessoas não conheçam à Palavra. Saiba mais

As ações do governo chinês para impedir a propagação do Evangelho

Quando o Senhor Jesus deu ordem aos Seus discípulos para que fossem por todo o mundo e pregassem o Evangelho a toda criatura, Ele também os alertou de todos os entraves que encontrariam para o cumprimento desta missão.

Mais de dois mil anos se passaram, e se a ordem de pregar, dada pelo Mestre, é a mesma, as dificuldades também se perpetuam até o dia de hoje.

Em países, como a China, que este ano tem ocupado a 27ª posição no ranking mundial de perseguição aos cristãos, o governo impede o evangelismo público e as igrejas devem ser supervisionadas por agências governamentais.

Recentemente, de acordo com a agência de notícias Asia News, foram retiradas de livros das escolas primárias no país palavras como “Deus”, “Bíblia” e “Cristo”. A censura ocorre também em outros níveis escolares, como nas universidades.

O intuito é esconder qualquer menção religiosa e com isso reduzir o número de pessoas que aderem, em particular, ao cristianismo.

Outra ação elaborada por autoridades, desta vez de Xangai, cidade chinesa da província de Hebei, foi a criação de uma espécie de “disque-denúncia” na qual os cidadãos devem denunciar quaisquer atividades religiosas que não estejam “de acordo com os regulamentos nacionais do Partido Comunista Chinês”.

A pressão sobre os cristãos na China tem sido intensificada, principalmente, após ter sido iniciada, em 2018, a revisão dos regulamentos sobre religião.

Mas o que estaria por trás de tanta resistência?

Crescendo em meio às perseguições

Quem ouve falar de perseguições como essas, imagina um número reduzido de cristãos no país. No entanto, mesmo em meio à intensa perseguição, a nação mais populosa do mundo vive um crescimento do cristianismo.

No período da Revolução Cultural, por exemplo, entre as décadas de 60 e 70, em que, para fugir da perseguição, as igrejas usavam instalações subterrâneas, ainda assim, de acordo com as estatísticas, houve um crescimento de 15% no número de cristãos.

Segundo estudiosos, todo o esforço contra a propagação do cristianismo é devido ao medo por parte do governo de que a China torne-se o maior país cristão do mundo.

O pesquisador e especialista em sociologia Fenggang Yang, autor da obra “Religião na China: Sobrevivência e Reavivamento Sob o Regime Comunista”, mostra que, até 2030 a China poderá ter 224 milhões de cristãos.

O pesquisador revela que, intencionalmente, subestimam o número de cristãos, porque este crescimento reflete de maneira negativa no governo de regime comunista.

De acordo com o Financial Times – jornal diário internacional de língua inglesa, com ênfase em economia e negócios – na China, atualmente, existem cerca de 100 milhões de cristãos.

Fale de Jesus

A perseguição é inevitável, mas a propagação do Evangelho também. É preciso ter em mente que, ainda que toda missão encontre dificuldades para a sua execução, isso não significa que ela é impossível de ser realizada.

O Bispo Macedo em suas anotações de fé ressalta que “o Senhor Jesus deixou claro que quem está por trás das perseguições é o próprio diabo, cujo objetivo é fazer com que as pessoas desanimem e abandonem a fé”.

O Senhor Jesus deixou orientações claras de como deveríamos reagir diante das dificuldades ao levar a Sua Palavra. Essas instruções estão no Evangelho de Mateus, no capítulo 10 do versículo 11 até o 42.

Mesmo diante das dificuldades e dos perigos, o que Deus espera é que cumpramos a missão. Afinal, como as pessoas poderão invocar o nome do Senhor Jesus, se antes, não crerem? E como poderão crer se nunca ouviram falar dEle?  (Romanos 10:14-15).

O apóstolo Paulo, é um exemplo de quem, apesar das inúmeras dificuldades, não considerou mais valiosa a sua própria vida, mas tinha por certo cumprir a ordem de pregar o Evangelho (Atos 20.24).

O Bispo explica “que Paulo não se importava com as renúncias que teria de fazer. Pelo contrário, ele mantinha continuamente o propósito de alcançar os perdidos por meio do Evangelho, nem que para isso precisasse deixar seus costumes para se ajustar à cultura dos locais por onde passava, mas sem corromper sua fé”.

Mais do que um pedido, levar o Evangelho a todas as pessoas é uma ordem Divina. Cumpra-a.

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Qual foi a última vez que você falou do Senhor Jesus para alguém?


As ações do governo chinês para impedir a propagação do Evangelho
  • Núbia Onara / Foto: Getty Images 


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