ABADS: o futuro depende da sua ajuda

Histórias reais mostram como a solidariedade transforma a vida de centenas de famílias

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Em setembro, a Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social (ABADS) completa 74 anos. A instituição surgiu como a antiga Sociedade Pestalozzi de São Paulo e, durante muitos anos, fez parte de uma federação de Pestalozzis. Há cerca de 15 anos, porém, desvinculou-se da federação.

Sem fins lucrativos, a ABADS oferece atendimento gratuito a pessoas com deficiência intelectual e Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Atualmente, atua nas áreas de Educação, Saúde, Assistência Social e Emprego Apoiado, sempre com foco na independência, autonomia e inclusão escolar e social.

Na área da Saúde, o Centro de Diagnóstico e Tratamento disponibiliza atendimento multidisciplinar em especialidades como neuropediatria, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicopedagogia e psicologia. O trabalho busca estimular o desenvolvimento cognitivo, o autocuidado, a linguagem, a interação social e a autonomia.

Já a Escola de Educação Especial atende alunos de 6 a 29 anos, do 1º ao 5º ano, com ensino estruturado, comunicação alternativa, princípios da

Análise do Comportamento Aplicada e oficinas pedagógicas.

Na Assistência Social, considerada a porta de entrada da instituição, as famílias recebem acolhimento, escuta, orientações, encaminhamentos e apoio para a garantia de direitos.

O programa de Emprego Apoiado, por sua vez, prepara pessoas com deficiência para o mercado de trabalho e também auxilia empresas interessadas em promover uma inclusão real, respeitosa e acessível. A metodologia identifica potencialidades, adapta tarefas e cria pontes entre o jovem, a família e a empresa.

Para a presidente da ABADS, Rose Amorim, o trabalho vai além do atendimento ao aluno ou paciente. “A nossa missão também é cuidar, tratar, orientar, ensinar e acolher a família”, afirma. Segundo ela, muitas mães chegam à instituição exaustas, emocionalmente fragilizadas e invisibilizadas. Por isso, o olhar da ABADS se estende a todos: crianças, jovens, adultos e seus responsáveis. Além disso, o atendimento é personalizado. “Entendemos que as pessoas não têm apenas um número de matrícula: elas têm nome e sobrenome”, destaca.

A trajetória de Caio Gambim até a ABADS

“Aquela imagem eu nunca vou tirar da minha cabeça. Ver o Caio sentado na cadeira foi o meu primeiro presente”, relata a mãe, Rosana Gambim. A cena aconteceu em maio de 2015, na primeira semana de Caio Gambim na ABADS. Ele tinha 7 anos e chegava à instituição depois de uma longa caminhada marcada por dúvidas, exames, ausência de diagnóstico, dificuldades na escola e uma rotina familiar cada vez mais limitada. Para Rosana, aquele não era apenas o início de um novo atendimento. Era a primeira vez, em muito tempo, que alguém parecia enxergar seu filho de verdade.

Antes de encontrar a ABADS, Rosana via o filho se afastar, pouco a pouco, de tudo o que parecia simples para outras crianças. Nos primeiros anos, Caio não demonstrava sinais evidentes de autismo. A única preocupação era o atraso na fala, que a mãe acreditava que se desenvolveria no tempo dele.

Aos 4 anos, porém, quando ingressou na escola, Caio não interagia com os colegas, escondia-se embaixo da mesa e brincava de maneira diferente. A escola orientou a família a procurar uma fonoaudióloga e uma psicóloga. Logo nas primeiras sessões, as terapeutas disseram que ele apresentava indícios de autismo. O ano era 2012, uma época em que pouco se falava sobre o tema.

O começo de uma longa jornada

A partir dali, começou uma longa busca por respostas: neuropediatra, psiquiatra, exames de audição, cabeça, coração e diversas avaliações. Os exames davam resultados normais, mas a mãe sabia que havia algo acontecendo. Enquanto isso, a escola cobrava um diagnóstico que ela ainda não tinha. Sem laudo, Caio precisava “seguir a cartilha” como os demais alunos. Só que ele não conseguia.

A rotina familiar também foi se fechando. Caio se incomodava com barulhos, mudanças e ambientes diferentes. Sair de casa se tornou difícil. Ele já estava grande para ser carregado no colo e não cabia mais em carrinho. O irmão mais velho também sentia os impactos. A família chegou a fazer terapia para aprender a lidar com a situação, mas faltava um caminho. “Enquanto o Caio não entrasse em um lugar onde pudessem olhar para ele com mais atenção, não daria certo”, diz Rosana.

O primeiro presente

A ABADS foi indicação do terapeuta. Rosana não conhecia a instituição, mas decidiu tentar. Depois do acolhimento e do encaminhamento da Secretaria da Educação, a vaga surgiu meses depois. Caio chegou pequeno para a idade, com seletividade alimentar, dificuldades sensoriais, incômodo com barulhos e muitas limitações na rotina.

Na primeira semana, a adaptação foi gradual. A mãe contou à equipe que nunca tinha visto o filho participar de atividades escolares ou de apresentações. Ao mesmo tempo, começou a conhecer famílias que enfrentavam desafios parecidos – ou ainda mais complexos. Ali, pela primeira vez, ela se sentiu compreendida.

Então veio a cena que ela nunca esqueceu. A professora a chamou e mostrou Caio sentado na cadeira. “Eu não acreditava que tinham conseguido”, lembra. Poucos dias depois, ele participou de uma apresentação com outras crianças. Para muitos, poderia parecer pouco, mas, para ela, foi extraordinário.

A evolução de Caio

A evolução veio aos poucos. Nas reuniões, Rosana via atividades feitas por ele, registros em fotos e vídeos e o cuidado da equipe. Entendeu que o desenvolvimento precisava envolver família, escola e terapias falando a mesma língua. O que era trabalhado na ABADS, ela reforçava em casa. O que surgia nas terapias era compartilhado com a escola.

Crescimento e Autonomia

Com o tempo, Caio, que hoje tem 18 anos, foi alfabetizado e passou a participar de oficinas como musicoterapia, informática, educação física, psicomotricidade, dança, artes e atividades voltadas à autonomia. Hoje, ele toma banho sozinho, se troca, come sem ajuda, arruma a cama do jeito dele e participa mais da vida familiar.

Ainda existem desafios, mas a família aprendeu a trocar imposição por orientação, cobrança por paciência e medo por continuidade. “A ABADS não acolheu apenas o Caio. Acolheu toda a nossa família”, resume Rosana.

Terapia clínica

Adriane Martins, assistente administrativa de 38 anos, conheceu a ABADS pela internet. Ela é mãe de Matheus, de 9 anos, atendido pela instituição há seis anos. Ele chegou à ABADS com diagnóstico de hipotonia (fraqueza no tônus muscular), malformação cerebral e autismo nível 3 de suporte.

O atendimento em terapia clínica trouxe uma transformação que parecia impossível. Hoje, Matheus apresenta evolução motora, com mais postura, resistência e segurança para dar seus passos. “Cada passo é uma vitória. A ABADS foi um divisor de águas na vida do Matheus”, afirma Adriane.

Grupo Interdisciplinar Família e Autista – GIFA

Para Dayane Christina dos Santos, de 33 anos, o atendimento no GIFA trouxe para sua filha, Ana Júlia, de 7 anos, uma mudança que antes parecia distante. Antes, ela enfrentava crises frequentes, isolamento, seletividade alimentar e dificuldades na rotina.

Hoje, após dois anos de acompanhamento, Ana Júlia está mais adaptada à escola, aceita novos alimentos, participa mais das atividades em casa e demonstra avanços importantes no dia a dia. “Hoje eu vejo um futuro brilhante para ela”, destaca Dayane.

Programa Emprego Apoiado

Carlos ingressou em uma loja de departamentos, abrindo mão do benefício do governo para assumir a nova oportunidade

Carlos Henrique, de 32 anos, tem deficiência intelectual leve. Em 2008, ele ingressou no programa e trabalhou por anos em uma rede de supermercados. Após deixar o emprego, em 2014, passou a receber um benefício do governo, visto pela mãe como uma garantia de segurança para o filho. Ainda assim, Carlos sempre desejou voltar ao mercado de trabalho. Em 2023, retomou os atendimentos com a consultora de Emprego Apoiado da ABADS, que analisou seu perfil e identificou aptidão para a área do comércio. Assim, ele ingressou em uma loja de departamentos. Hoje, Carlos vai sozinho ao trabalho, conta com o apoio dos colegas, ajuda a mãe nas despesas de casa e já foi destaque como funcionário do mês.

Faça parte dessa transformação

Benefícios para empresas parceiras 

• Incentivos fiscais previstos em lei
Empresas tributadas pelo Lucro Real podem deduzir valores investidos em projetos incentivados da ABADS.

• Sua marca associada à transformação social
Ao apoiar a ABADS, sua empresa fortalece ações de inclusão, responsabilidade social e impacto positivo na comunidade.

• Investimento com propósito
Sua contribuição ajuda diretamente na continuidade dos atendimentos e projetos voltados às pessoas com deficiência e suas famílias.

Benefícios para pessoas físicas

Quem faz a declaração completa do Imposto de Renda também pode destinar parte do imposto devido para projetos incentivados da instituição.

Como fazer sua doação?

Por meio de PIX:

Chaves:

Email: doe@abads.org.br
CNPJ: 60.805.975/0001-19

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Colaborador

Núbia Onara / Fotos: Demetrio Koch