A Universal e os seus “sacos de dinheiro”

Há 36 anos, imagens alimentaram uma das fake news mais famosas contra a Universal em uma distorção que marcou a memória de muitos brasileiros

Imagem de capa - A Universal e os seus “sacos de dinheiro”

A fake news

Em abril de 1992, em horário nobre, a TV Globo exibiu uma reportagem que marcou o imaginário popular. As imagens mostravam homens vestidos com calça, camisa social e gravata, carregando grandes sacos nas costas durante um evento da Igreja Universal no Estádio do Maracanã.

A emissora afirmou que aqueles sacos continham dinheiro arrecadado da multidão presente e insinuou que os valores haviam sido obtidos de forma enganosa, explorando a fé dos participantes. A cena passou a ser usada como uma das principais narrativas para desacreditar a Igreja perante a opinião pública.

A realidade, porém, era outra

As imagens exibidas pela Globo eram de abril de 1987 e tinham sido feitas durante o Duelo dos Deuses, evento realizado na Sexta-feira da Paixão que reuniu cerca de 200 mil pessoas no Maracanã (RJ), então o maior estádio do mundo. A expressiva participação chamou a atenção porque a Igreja Universal completava apenas dez anos de existência e vivia um crescimento acelerado.

Como acontece tradicionalmente em suas reuniões, os participantes foram orientados a escrever seus pedidos de oração e levar fotografias de familiares e pessoas enfermas que não puderam comparecer ao evento. Era uma forma de apresentar diante de Deus aqueles que, por limitações físicas ou até resistência em frequentar uma igreja, não estavam presentes.

O resultado foi uma enorme quantidade de papéis e fotografias. Todo esse material precisava ser levado até o altar montado no centro do estádio, onde os pastores fariam a oração de intercessão. Diante de centenas de milhares de pedidos, transportá-los individualmente seria inviável. A solução mais prática foi reuni-los em grandes sacos, facilitando o deslocamento pelos obreiros voluntários até o altar.

Foi justamente essa imagem que, cinco anos depois, a reportagem da Globo utilizou para sugerir que os sacos continham dinheiro. Sem apresentar qualquer prova, a emissora transformou uma cena de organização logística em uma insinuação de arrecadação ilícita.

As imagens exibidas pela Globo tinham sido feitas em abril de 1987, durante um evento da Universal que reuniu cerca de 200 mil pessoas no Maracanã (RJ). Os sacos continham pedidos de oração e fotografias levadas pelos participantes.

Para ela, a Universal era igreja de “zé-povinho”

Celeste Vieira, de 48 anos, empresária, acreditou por anos que a Universal manipulava pessoas e explorava a fé. O que ela não imaginava era que a notícia falsa que repetia seria confrontada no lugar que mais rejeitava.

Uma safadeza

Foi passada para mim a visão de que a Universal roubava e fazia lavagem cerebral nas pessoas. Por causa da mídia, passei a ver com maus olhos o Bispo Macedo, a Universal e os pastores. Via reportagens sobre “malas de dinheiro” e espalhava para os outros como um vírus.
Eu dizia: “É muita safadeza! Estão roubando as pessoas e o povo ainda acredita neles! É a igreja do zé-povinho”. Achava que as pessoas eram manipuladas, sem estudo e sem cultura.

O vazio por trás da revolta

Minha vida começava na quarta-feira e terminava no domingo, em baladas, tentando me preencher. Eu tinha um vazio enorme e vontade de me matar. Achei que a solução seria me casar, mas meu marido tinha vício, e o sofrimento ficou maior. Em casa, eu quebrava objetos e chorava sozinha.

Uma saída onde eu menos esperava

Um dia, vi um programa na TV com o Bispo Adilson Silva, e o que ele dizia parecia relatar a minha vida. Também passou o testemunho de uma moça transformada. Quando veio o convite para a reunião de domingo e vi que era na Universal, foi um choque. Mas a dor falou mais alto e eu fui.

Entrei para provar

Eu queria provar se aquilo era verdade: “Se aquela mulher não foi comprada e se esse bispo falou a verdade, algo tem que acontecer na minha vida”. Foi uma reunião sem igual. Ali, o vazio e a angústia já não estavam mais em mim. Olhei ao redor e não vi o “povinho” que imaginava. Vi pessoas inteligentes. Também vi que ninguém era obrigado a dar nada.

A verdade que eu rejeitava

Comecei a dar crédito ao que ouvia. Aprendi o sentido de “dar”. Eu dei: entreguei-me ao Senhor Jesus. Acreditei na Palavra, porque era Deus falando comigo. Quando obedeci, minha vida se transformou.
Hoje sou empresária e trabalho com meu marido, que antes eu não suportava. Ele é meu melhor amigo. Não sou mais vazia. Fui preenchida pelo Espírito Santo, e hoje toda a minha família está na Universal.

Eu Quem estava enganada

Entendi que a burra da história não era o “povinho”. A burra era eu, que acreditava em falsas notícias. Peço perdão ao Bispo Macedo por espalhar aquela sujeira.
E a quem tem preconceito, eu peço: tire o preconceito e venha à Universal porque vale a pena.

Acompanhe as próximas reportagens e conheça histórias de pessoas que perderam anos de suas vidas presas a um preconceito promovido por fake news.

Saiba mais

Leia as demais matérias dessa e de outras edições da Folha Universal, clicando aqui. Confira também os seus conteúdos no perfil @folhauniversal no Instagram.

Folha Universal, informações para a vida!

imagem do author
Colaborador

Núbia Onara / Imagens: Arte sobre foto getty images e reprodução/ Cedida / Arquivo pessoal