Refeições em família: um presente para os filhos

Pesquisa revela que comer junto às crianças combate diversos males, inclusive a dependência química


Por Andre Batista / Imagem: iStock

Um projeto da Universidade de Harvard (EUA) se propôs a analisar 15 anos de pesquisas realizadas sobre refeições em família. De acordo com os pesquisadores, os benefícios se estendem desde criar vínculos de amizade até a prevenção de obesidade na idade adulta.

“Muitos fatores estão por trás disso, mas em grande parte esses benefícios se devem aos laços criados durante as refeições”, explicou a diretora-executiva do projeto Lynn Barendsen à BBC News.

De acordo com ela, esse “é um momento de criar tradições familiares, de aproveitar a companhia um do outro e de simplesmente estar juntos.”

Um dos benefícios destacados é a alimentação mais saudável. Tanto as crianças quanto os pais tendem a ingerir mais frutas, legumes e verduras quando fazem refeições em família. Com isso, doenças como a obesidade são evitadas. Evidentemente, os bons hábitos alimentares tendem a se manter até a idade adulta.

Refeições em família também auxiliam nas notas

Barendsen recomenda que, durante as refeições, as famílias abordem tópicos leves de conversação. Nesses momentos é bom evitar cobranças, como as notas da escola. Em contrapartida, dialogar sobre interesses de cada um ampliará o vocabulário e o raciocínio das crianças.

Em consequência, as notas escolares melhoram, assim como a capacidade de leitura e de tomar decisões.

“Se a conversa for algo leve, vai estimulá-los a expressar seus pontos de vista, aprender a respeitar opiniões alheias e a desenvolver mais vocabulário até mesmo do que se os pais estivessem lendo com eles”, afirma a pesquisadora.

Quando família está ausente, o mal se torna presente

Em seu blog pessoal, o escritor Renato Cardoso, autor do livro “Casamento Blindado 2.0”, ressalta que “uma das grandes vítimas da vida agitada que vivemos hoje é a família”.

Isso porque cada membro da família se dedica a suas próprias atividades, desprezando o convívio. “Normalmente, o que acontece é que tentamos encaixá-la entre ou durante as outras atividades. Ou seja, atenção parcial e dividida”, explica ele.

O estudo de Harvard comprova esse fato demonstrando que crianças e adolescentes que não participam de refeições em família têm maior propensão ao experimento de drogas e, consequentemente, à dependência química.

Depressão também é um mal que se estabelece quando as refeições em família são escassas. Isso porque, quando o jovem tem grande convivência com os pais, cria vínculos de amizade e confiança, permitindo que se expressem sobre seus problemas. Sentindo que têm ajuda para superar obstáculos, os jovens não se deixam abater.

“Com a rotina que as famílias levam, não é de se espantar que os problemas de casamento, pais e filhos, irmãos e irmãs vão se instalando dentro dos lares. Quando menos percebemos, estamos vivendo como estranhos em casa. Há falta de sincronia. Um não sabe muito sobre o outro. O marido está desconectado da esposa. Os pais não sabem o que se passa com os filhos. E a casa vira um hotel”, afirma Renato.

Assim, ele orienta que, com urgência, se faça tempo para a família. Em uma semana cada pessoa tem 21 refeições principais. Se em algumas delas as pessoas estiverem juntas e dedicando atenção um ao outro, as famílias se fortalecerão.

“É um investimento que trará muito retorno. Experimente”, conclui o escritor.

Saiba mais sobre o assunto clicando aqui e lendo a opinião completa de Renato Cardoso.

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