Como combater a obesidade?

Excesso de peso já atinge mais da metade da população brasileira, segundo o Ministério da Saúde. Saiba como prevenir e tratar o problema


Por Rê Campbell / Fotos: Demetrio Koch

A obesidade atinge um número cada vez maior de brasileiros. Hoje, 18,9% da população é obesa e 54% tem sobrepeso. A obesidade entre os jovens aumentou 110% de 2007 a 2017, índice que foi quase o dobro da média nas demais faixas etárias (60%). As informações são da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada pelo Ministério da Saúde.

Por que os brasileiros estão engordando? O médico e psicólogo Roberto Debski dá algumas pistas: “as pessoas estão comendo mal, trocando alimentos naturais por produtos industrializados. Outro problema é a falta de atividade física, a vida sedentária, a ansiedade, o estresse e a redução das horas de sono”.

O cardiologista Daniel Petlik alerta que a obesidade pode levar ao desenvolvimento de várias doenças. “O excesso de peso pode aumentar o risco de hipertensão, diabetes, infarto e vários tipos de câncer, como de mama, endométrio e intestino. A obesidade é uma doença crônica.”

A obesidade está relacionada a processos inflamatórios, como explica a nutricionista esportiva e body designer Natasha Barros. “Uma pessoa com sobrepeso produz substância

s inflamatórias no corpo. A gordura inflama o corpo e dificulta o metabolismo. É como se o corpo quisesse ficar cada vez mais obeso.”

Vencer a obesidade
A empresária Alessandra Santos Conceição, de 37 anos (foto a dir.), foi diagnosticada com obesidade no início do ano. “Eu não tinha horário certo para fazer as refeições, pois ficava sentada o dia todo na frente do computador.” Ela só se preocupou com o excesso de peso depois de passar em consulta com um dentista. “Quando o dentista aplicou uma anestesia, minha pressão subiu muito. Ele me orientou a buscar um médico. Fiz exames completos e descobri que estava com gordura no fígado.”

Alessandra passou por consultas com médicos e nutricionistas e mudou os hábitos. Ela começou a comer mais frutas, legumes, verduras e cereais integrais. A empresária ainda abandonou produtos industrializados, como salgadinhos, refrigerante e fast-food. “É preciso determinação. Hoje, tenho horário para cada refeição. Comecei a fazer atividade física todos os dias e minha primeira aula começa às 6h30.”

O esforço já traz resultados. A pressão arterial dela se normalizou. Entre março e outubro, Alessandra saiu dos 102 quilos para 87 quilos. “Não tenho mais dores de cabeça, enjoo nem pressão alta. Estou mais disposta e a autoestima aumentou.” Alessandra acrescenta que busca apoio na academia, na família e nos grupos que frequenta para não perder o foco. “Os educadores físicos da academia sempre acompanham minha evolução. O Godllywood (grupo de mulheres da Universal) também me ajudou bastante com o incentivo à alimentação saudável.”

Como?
Para combater a obesidade, é importante fazer um planejamento que inclua alimentação adequada e atividade física. “Quem está acima do peso deve passar por acompanhamento com vários especialistas para cuidar do corpo e da mente. Em muitos casos, é necessário trabalhar o emocional para controlar a ansiedade”, recomenda o médico e psicólogo Roberto Debski.

A nutricionista especialista em nutrição esportiva Andréa Marim destaca que os brasileiros precisam planejar a alimentação. “A primeira dica é deixar a preguiça de lado e reservar um tempo para fazer as compras e preparar alimentos naturais. Cada pessoa precisa pensar no que vai comer e oferecer às crianças.”
Ela ainda aponta alguns vilões para a saúde: “alimentos industrializados têm altos níveis de gordura, açúcar e sódio.

Já o refrigerante é caloria vazia, não tem nada de nutriente, é totalmente artificial, é química pura. A tapioca tem tanto carboidrato quanto o pão, ou seja, se o objetivo for emagrecer, é um engano.”

Daniel Petlik diz que é necessário repensar todo o estilo de vida. “Hoje a medicina de estilo de vida tem como foco o gerenciamento do estresse, a melhora no sono, a alimentação saudável e a prática de atividade física. Tudo está interligado.”

Ele lembra que para sair do sedentarismo é preciso praticar 30 minutos de atividade física de intensidade moderada ao menos cinco vezes na semana.

Natasha Barros sugere controlar o consumo de alimentos inflamatórios, como açúcar e gorduras. “O mais importante é desinflamar o corpo para que ele se reequilibre. É importante consumir frutas, legumes, verduras, cereais e outros alimentos anti-inflamatórios. O consumo de água também deve ser maior. Além disso, é fundamental aumentar o gasto de calorias com a prática de exercícios.”

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