Fake News nas redes sociais fazem homens serem incendiados vivos


Por Andre Batista / Imagem: iStock

Fake News nas redes sociais fizeram homens serem incendiados vivos. Os canais para que a mentira se espalhasse foram o Facebook e WhatsApp. O caso aconteceu em Acatlán, pequena cidade do México. As vítimas, tio e sobrinho, foram espancadas em frente à uma delegacia e incendiadas por cidadãos revoltados.

O caso teve início quando espalharam boatos via WhatsApp de que haveriam sequestradores de crianças na região. As fake news diziam também que os criminosos roubavam órgãos e matavam as vítimas.

De maneira ainda desconhecida, Ricardo Flores (21) e seu tio Alberto Flores (43) foram acusados de serem os sequestradores. Algumas pessoas os abordaram nas ruas e eles negaram o envolvimento com qualquer crime. A polícia precisou ser chamada e levou os dois sob acusação de perturbação da paz pública.

Com efeito, ao chegarem à delegacia a paz se foi da cidade, pois, uma multidão se formou na porta. Embora os policiais repetiram várias vezes que aqueles homens não eram criminosos, as pessoas não foram embora. De nada adiantou. Ao contrário, um homem fez uma live no Facebook chamando a população para o linchamento dos detidos. Enquanto isso, outro homem recolheu dinheiro entre o povo para comprar gasolina.

Quando os portões da delegacia foram abertos, antes que conseguissem escapar, ambos foram arrastados para a calçada e linchados. Quando não podiam mais se defender, foram cobertos com gasolina e queimados vivos. Tudo foi transmitido ao vivo pelo Facebook.

Na verdade, Alberto era estudante e seu tio agricultor. Nenhum dos dois tinha histórico de crimes. A justiça local informa que não houve registros de sequestros de crianças ou homicídios na região.

Incendiados vivos e linchados por culpa de fake news em todo o mundo

No dia 16 de outubro, no Equador, dois homens e uma mulher foram presos sob suspeita de roubarem 200 dólares. Ao serem soltos, a população linchou os três até a morte. Isso porque boatos no WhatsApp diziam que eles sequestravam crianças.

No dia 26 de outubro, outro homem foi assassinado da mesma maneira, pelo mesmo motivo.

No dia 30 de agosto, um dia após Ricardo e Alberto serem incendiados, um grupo de sete pintores foi encurralado e espancado pela população que os acusava de sequestrar crianças. Essas vítimas foram salvas pela polícia.

Nenhuma dessas pessoas era culpada do crime pelo qual morreram.

Todos os dias diversos casos de pessoas atacadas por culpa de fake news se tornam conhecidos. E você, como age ao receber notícias nas redes sociais?

Pessoas sensatas não julgam com pressa

O Brasil também já registrou casos de homicídios motivados por mentiras nas redes sociais. Assim sendo, é muito importante não acreditar em tudo o que lê na internet.

O escritor Renato Cardoso, em seu blog, explica que “toda história tem um outro lado. Somente pessoas ingênuas, insensatas ou impulsivas acreditam na primeira coisa que ouvem. Formam uma opinião completa com apenas a metade dos fatos”.

Com efeito, o escritor afirma que “pessoas que usam sua inteligência mais plenamente procuram compreender e não são rápidas para julgar. Rotular alguém por uma coisa que ouviu sobre ele, nunca figura em suas mentes. Elas não acreditam em rumores, principalmente nesta era de fake news, grupos de interesse e juízes graduados em redes sociais”.

Ou seja: antes de repassar qualquer informação recebida pelas redes sociais, verifique se ela é verdadeira. Antes de acreditar no que lhe dizem, pesquise.

Pessoas sensatas, “procuram conhecer o máximo possível sobre este alguém — sua história, suas escolhas e motivações. E se isso não for possível, suspendem seu juízo e aguardam o tempo mostrar”.

Não colabore para o sofrimento de inocentes. Clique aqui e leia a opinião completa de Renato Cardoso sobre o assunto.

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