Entendendo os movimentos sociais baseados em raça e identidade de grupo

Ações como “Vidas negras importam” escondem um origem marxista. Saiba mais

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Todos os anos, novos movimentos nascem ao redor do mundo. Seja em favor da luta pelas mulheres, negros e/ou quaisquer outros grupos tidos como “minorias”. Todavia, grande parte destes movimentos coletivistas tem suas raízes no socialismo e comunismo de Karl Marx.

Recentemente, o presidente americano, Donald Trump, ordenou que agências federais deixassem de usar a “teoria crítica da raça” como parte dos programas de treinamento pessoal. Isso porque, esse treinamento tem fundamentos neomarxistas.

“Opressores”

O problema deste treinamento está em tornar brancos e outros grupos de pessoas em “opressores”. Isto é, para esses movimentos, qualquer pessoa que não faça parte de sua cartilha ideológica é, automaticamente, culpada por toda desgraça que acontece no mundo.

“Sob o dogma da teoria racial crítica, a esquerda neomarxista agora trata os membros de grupos ‘opressores’ (brancos, homens, cristãos, judeus, conservadores) como inerentemente culpados em virtude de sua filiação ao grupo”, disse, recentemente, em um artigo, Christopher F. Rufo é editor colaborador do City Journal.

É o que tem acontecido há três meses, nos Estados Unidos, com o movimento Black Lives Matter ou “Vidas Negras Importam”, em tradução livre. Travestidos de uma suposta “luta racial”, militantes esquerdistas têm ido às ruas, muitas vezes, causar tumulto e desordem por onde passam

O que muito espanta é que, em meio a um protesto em favor de vidas negras, um policial aposentado, de 77 anos, negro, foi morto a tiros em St. Louis, no Missouri (EUA). Ele foi assassinado, após atender a um chamado do alarme de uma loja de penhores, a qual prestava serviços de segurança.

De acordo com Christopher, isso mostra o quanto esses movimentos não buscam a paz e harmonia racial. Pelo contrário, eles tratam as pessoas que pensam diferente como inimigos, independentemente da cor. 

“Esta fórmula elimina qualquer necessidade de devido processo, uma vez que a mera percepção de vitimização constitui prova do mesmo”, escreveu Rufo. 

Para ele, no entanto, o que mais espanta não é o “barulho” que o grupo vem fazendo, mas o silêncio de milhares de conservadores americanos. “Muitos têm demorado a se opor às demandas radicais de grupos como o BLM, seja por medo de serem rotulados de racistas, seja por desconhecimento sobre a agenda ideológica desses grupos”, disse Christopher. 

Pela democracia?

Entende-se, portanto, que esses grupos que pregam a democracia não estão realmente preocupados com ela. Pelo contrário, eles querem ver as pessoas cada vez mais reféns de seus discursos. 

“A liberdade que seus defensores defendem é a liberdade de fazer coisas ‘certas’, ou seja, as coisas que eles mesmos querem que sejam feitas”, disse o economista austríaco Ludin Von Mises, em um de seus livros. 

Não é exagero falar que os movimentos coletivistas, que têm origem marxista, querem ver as pessoas cada dia mais reféns deles.

“Segundo a doutrina marxista, você não acredita que exista a possibilidade de duas pessoas honestas divergirem; ou você pensa como eu ou é um traidor e deve ser aniquilado”, reitera Mises em sua obra.

Massa de manobra

Entenda que a questão não é a causa defendida, mas a maneira como parte desses movimentos influenciam as pessoas que aderem à causa para cumprir as agendas de interesse de quem está por trás da iniciativa.

No Brasil, o cenário não tem sido muito diferente. Por isso, é importante que se desenvolva o senso crítico. É preciso saber avaliar a qualidade e a veracidade das informações que se recebe e que se conheça a origem dos movimentos e seus anseios, antes de sair por aí levantando suas bandeiras.

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Colaborador

Rafaela Dias / Fotos: Getty Images