A fé inteligente em tempos de isolamento

Entenda por que é bom estar unido a outras pessoas para buscar a Deus e conheça histórias de pessoas que mesmo em meio à quarentena se fortaleceram espiritualmente

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“O meu isolamento começou antes da pandemia. Tive  que fazer uma cirurgia em novembro do ano passado e fiquei em repouso absoluto por três meses. Em fevereiro deste ano recebi alta e decidi voltar a frequentar a Universal de forma presencial. Contudo, pouco tempo depois, a Igreja teve que ser fechada por conta da pandemia e, mesmo com os cultos on-line, isso me frustrou porque ir presencialmente é como o ar que eu respiro. A igreja é essencial para o
nosso fortalecimento”.

Foi com essas palavras que a professora Jacqueline Lima, de 35 anos, descreveu como foi ficar afastada das reuniões da Universal. Ela contou que, mesmo sem poder ir à Igreja, fortaleceu sua comunhão com Deus por meio das palestras exibidas elo rádio, pela TV, pelo Univer Vídeo e pelas mídias sociais. “Não é a mesma coisa, né? Porque é muito diferente estar na casa de Deus ouvindo o que o pastor está falando e estar próximo dos irmãos da fé. Eu me questionava sempre por que tantos lugares puderam abrir e a igreja, que é a casa de Deus, não podia. Você se sente
impotente quando a igreja está fechada!”, relata.

Não foram todas as localidades brasileiras que reconheceram as igrejas como serviços essenciais e, por isso, muitos templos tiveram que fechar suas portas. Segundo o professor universitário e juiz federal do Rio de Janeiro William Douglas, que é cristão, os templos, de modo geral, são parceiros muito importantes do Estado, sobretudo no que se refere às ações sociais. “As igrejas têm feito um extraordinário trabalho, desde ajudar pessoas carentes até dar apoio psicológico. Além disso, com cestas de alimento e orações, elas fornecem suporte aos próprios membros, aos necessitados e ao País. Então, sem dúvida, as igrejas são serviços essenciais, o que foi reconhecido recentemente por decreto federal”, afirma. Depois da permissão para que as igrejas reabrissem em algumas cidades, Jaqueline pôde voltar a frequentar as reuniões no Templo de Salomão, em São Paulo, e conta que tem se sentido muito melhor
espiritualmente. “Há todo um cuidado. Só podemos entrar usando máscaras e há muita cautela em relação ao distanciamento social e à higienização. Estou muito feliz porque buscar a Deus, sobretudo nesta fase tão difícil que estamos atravessando, nos renova e nos traz esperança”, conclui.

E QUEM ESTÁ NO GRUPO DE RISCO?

Segundo informações do Ministério da Saúde, o grupo com maior risco de infecção pelo novo coronavírus é composto por idosos de 60 anos ou mais, mulheres grávidas e no pós-parto e pessoas que tenham doenças preexistentes, como diabetes, hipertensão, asma, doenças cardíacas, com histórico de AVC ou câncer.

Para essas pessoas é recomendado evitar ao máximo o contato com outras pessoas. É o caso de Noélia Ceriaco Rocha, de 69 anos. “Quando comecei a frequentar a Universal e depois o Calebe, grupo que desenvolve atividades  com pessoas da melhor idade, minha vida mudou. Eu era muito doente, não andava direito e encontrei na ginástica oferecida no Calebe uma ajuda. Ao praticar exercícios, comecei a andar melhor e perdi peso. Eu pesava 95 kg e andava com bengala, mas melhorei graças a Deus e com a ajuda do professor”, diz.

Por conta da pandemia, ela teve que deixar de fazer as atividades ao ar livre, mas revela que não permitiu que isso abalasse sua fé. “Acompanho as reuniões pela televisão porque ainda não posso sair de casa. Não é fácil, mas a fé inteligente que aprendi na Universal não me deixa desanimar. Eu estou contando os dias para poder voltar a frequentar a igreja presencialmente porque é muito diferente.”

Além de assistir aos cultos, Noélia detalha que mantém a comunhão com Deus de outras formas: “a primeira
coisa que faço ao acordar é ler a Bíblia. Também assisto à programação da Universal e, se ao longo do dia me sinto
sozinha, busco conforto na Palavra de Deus. É isso que tem me sustentado durante o isolamento”.

Mas se você pensa que o grupo Calebe parou suas atividades por causa da pandemia se engana. “Nós temos o grupo do WhatsApp e o contato telefônico. Somos do grupo de risco por causa da idade, mas a interação entre nós  continua. Além disso, mantenho contato com as amigas que fi z no grupo, o que também me ajuda muito. A verdade é que não vejo a hora dessa pandemia passar para que nós possamos voltar à igreja, voltar à casa de Deus”, conclui.

AJUDA ESPIRITUAL

No período de quarentena, os casos de ansiedade, depressão e estresse dispararam. De acordo com uma pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), os problemas de saúde mental estão aumentando em escala preocupante durante a pandemia do novo coronavírus e o isolamento social. O estudo foi realizado por meio de um questionário on-line e contou com 1.460 participantes de 23 Estados.

Além disso, especialistas afirmam que o número de pacientes com transtornos emocionais deverá subir ainda
mais porque a incerteza e o medo são catalisadores para os sintomas de depressão. Um dos periódicos mais
respeitados no mundo, o The New England Journal of Medicine, publicou recentemente um editorial mostrando
essa realidade.

Perceber que pessoas estavam vivendo crises de ansiedade e que a igreja estava fechada fez com que o casal Simone Alves de Andrade, de 34 anos, e Claiton Andrade,  de 35 anos, intensificasse a comunhão com o Altíssimo: “vimos que o diabo aproveitou o tempo e a oportunidade e esfriou muitas pessoas, mas por meio da Palavra nos fortalecemos. Muitas vezes íamos à igreja de uniforme de obreiro e nossos olhos se enchiam de lágrimas ao chegarmos até o Altar e vermos a igreja vazia. Sabemos como é importante ter a igreja funcionando”, se recorda Claiton.

Simone acrescenta que eles viveram a fé em casa até que puderam retornar à igreja. “O que ajudou muito a manter a nossa fé durante esse tempo que a igreja fi ou sem reuniões presenciais foi estreitar o relacionamento com Deus. Nos vestíamos como se estivéssemos participando dos cultos na igreja para acompanhar as reuniões. Aos domingos,
acordávamos cedo, da mesma forma que fazíamos quando íamos até a igreja para participar das reuniões. Em casa, às vezes, convidávamos alguém da nossa família. Chamávamos minha sogra e minha cunhada e elas participavam da reunião conosco.”

Hoje, eles já voltaram a frequentar os cultos na igreja que fica em Diadema, na Grande São Paulo, e destacam que voltaram ainda mais fortalecidos. “Não tenho palavras para descrever a nossa alegria. Ir à igreja é o momento que você tem com Deus. É aquele momento só seu e dEle. Quando você busca a Deus na sua casa, sempre tem alguém chamando ou alguma distração. Quando você está na igreja é o momento que você se desliga do mundo para ouvir
o que Deus quer falar com você e para você poder também falar com Ele. A igreja é o melhor lugar para ter uma
comunicação direta com Deus”, conclui Simone. Não foi diferente com a empresária Cristianne Cristo Muniz Conti Sardinha, de 52 anos. Para ela, o período do isolamento serviu para renovar sua fé e para que desse ainda mais valor
à Casa de Deus. “Revi valores e avaliei o que realmente importa. Eu entendi que não tem nada mais valioso do que a liberdade de poder ir à igreja. Além disso, a abertura das igrejas em meio à pandemia foi dirigida pelo Senhor, pois muitas pessoas estavam sofrendo com o isolamento e começaram a se sentir fracas. Também havia muitas que
despertaram para a verdade, se voltaram para Deus e tinham a necessidade de buscá-Lo”, completa.

A CHANCE DE MUDAR DE VIDA

Muitas pessoas não entendem por que é importante manter a igreja aberta e insistem na ideia de que os cultos sejam divulgados apenas on-line. Quanto a  isso, o presidente da União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos  (Unigrejas), o Bispo Eduardo Bravo, faz um alerta: “alguns prefeitos diziam ‘ore em casa, assista ao culto em casa on-line’. Eu posso orar em casa e posso  ver o culto online, mas algumas pessoas não têm condições de orar sozinhas, outras não têm acesso à internet ou leem a Bíblia e não entendem, pois sua mente está perturbada. Muitas pessoas
precisam que alguém explique a elas, ore por elas e converse com elas”.

A professora Paula Soares, de 36 anos, compartilha dessa opinião e revela que, caso as portas da Universal não estivessem abertas para ajudar sua família, ela não sabe o que poderia ter acontecido. “As portas abertas da Universal significaram para nós um recomeço, uma mudança de vida. Minha família enfrentava muitos problemas  em função do vício em bebida do meu pai. Vencemos tudo depois das orientações, correntes e dos propósitos que fizemos na igreja. Fomos recebidos na Universal com muito carinho e, por isso, posso dizer que é essencial que as igrejas fi quem abertas. Quando a minha família mais precisou de ajuda, foi lá que a encontramos.”

AUXÍLIO AOS NECESSITADOS

O Bispo Bravo ainda reforça que as igrejas não devem ser vistas como inimigas, mas como aliadas. “As igrejas evangélicas contribuíram e muito com o Poder Público. Se o Brasil não entrou em caos social foi graças às igrejas, que, mesmo com decretos impedindo seu funcionamento, encontraram caminhos para que as pessoas não deixassem  de ser atendidas.”

Ele explica o trabalho que foi realizado nesse período: “ o trabalho social, por exemplo, é muito importante. Houve distribuição de cestas básicas, comida, atendimento a familiares de presidiários e a mulheres com problemas e orientações. As igrejas ensinaram até a prevenir o novo coronavírus, como uso de máscara e do álcool em gel. Elas não deveriam ter sido fechadas de forma alguma.” Se você já esteve em uma igreja e recebeu ajuda, sabe a diferença que isso faz na vida de uma pessoa.

O juiz federal William Douglas enfatiza como é importante que os templos estejam abertos para amparar a população, principalmente em momentos de crise: “antes de mais nada, a Constituição Federal deve ser cumprida e ela prevê as hipóteses nas quais é possível impedir reuniões. No caso das reuniões religiosas, a proteção é ainda maior. Assim como as padarias são essenciais para fornecer o pão para o corpo, as igrejas são essenciais para o pão
que alimenta a alma. Ser de Jesus traz paz e segurança mesmo em meio às mais graves crises. Há vários estudos científicos, feitos por universidades seculares,  mostrando a diferença que a oração, a prática religiosa e a frequência  a igreja faz na vida de alguém Até a ciência prova, admite e se curva aos benefícios da fé”.

A SUA OPORTUNIDADE

A Palavra de Deus mostra m Atos 1 que Jesus pediu  os discípulos que estivessem juntos, no mesmo lugar, até que recebessem o Espírito Santo. Por mais que assistir às reuniões pela televisão, rádio ou internet seja uma alternativa para a impossibilidade de comparecimento, não há nada melhor do que estar unido com pessoas da mesma fé. A Bíblia traz diversas passagens que tratam disso. Se possível, esteja presente a uma Universal mais próxima de
você. A união faz toda a diferença. Busque a Deus enquanto se pode achá-Lo.

 

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Colaborador

Ana Carolina Cury e Rê Campbel