Quando uma gota de água traz a cura para uma doença autoimune e rara

Ao saber do diagnóstico de pênfigo vulgar que acometia o vizinho Edinaldo de Jesus Silva, Ana Claudia Silva dos Santos soube que a resposta para aquela situação estava na fé

Imagem de capa - Quando uma gota de água traz a cura para uma doença autoimune e rara

Era novembro de 2018 quando o trabalho como confeiteiro em uma padaria em Salvador, no Estado da Bahia, se tornou cansativo para Edinaldo de Jesus Silva, de 40 anos. Ele se sentia sem forças para realizar qualquer atividade. “Ia ao médico, que me passava remédio e concedia atestado”, conta. Por causa das faltas ao trabalho e do tratamento com pouca resposta, ele foi encaminhado para o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

doença, gota de água, autoimune

Seu mal-estar começou quando uma bolha pequena, como se fosse um caroço, surgiu debaixo da axila direita, mas ele achou que não fosse nada de mais e passou a administrar aquele incômodo. Contudo a situação se tornou incontrolável. Ele conta que apareceram bolhas na cabeça e no couro cabeludo, a língua começou a ficar esbranquiçada e logo havia feridas no rosto todo.

Depois começaram as dores (odinofagia) e dificuldade (disfagia) de engolir e perda de apetite. Ele perdeu 5 quilos. As lesões bolhosas evoluíram e tomaram o corpo dos pés à cabeça.

Em janeiro deste ano, Edinaldo procurou uma Unidade de Pronto Atendimento e, diante da gravidade do seu quadro, foi pedida sua transferência para o Hospital das Clínicas. Ele só saiu de lá seis meses depois.

O DIAGNÓSTICO
Ele foi diagnosticado com pênfigo vulgar. A palavra pênfigo vem do grego pemphix, que significa bolha.

fé, salvação, ajuda, auxílio

No período de internação, Edinaldo passou pela Unidade de Terapia Intensiva e, durante dois meses, permaneceu em isolamento. O tratamento foi feito à base de corticoides. “Alguns medicamentos deram reações contrárias”, recorda Edinaldo que, para conseguir tomar banho, precisava ser medicado com morfina.

“Durante a internação, soube de dois casos semelhantes, sendo que um paciente permaneceu em internação por seis meses e o outro por oito meses. Ambos dormiam em pé, pois não conseguiam nem encostar o corpo na cama de tanta dor”, expôs.

UMA PALAVRA DIFERENTE
Apesar de não ouvir palavras muito encorajadoras no hospital, ele encontrou o apoio de que precisava do lado de fora: sua vizinha Ana Claudia Silva dos Santos, de 37 anos, foi uma delas.

Ana frequenta a Universal há 13 anos e constantemente convidava Edinaldo e a mãe dele, Zildete de Jesus Santana, para participarem das reuniões da Igreja. Eles dificilmente recusavam os convites. No entanto, ao notar que Edinaldo não aparecia nas reuniões, procurou se informar sobre o que estava acontecendo e soube da internação dele.

Com a ajuda da mãe de Edinaldo, Ana fazia a água consagrada com a gota do milagre chegar até ele. Uma das irmãs de Edinaldo, Edileuza Jesus Silva, que é obreira da Universal em São Paulo, a obreira Joseci Barbosa, o Pastor Heloi e outros evangelistas e familiares também intercederam por ele em orações. “Desde o início, busquei ajudar como pude: por meio da fé. Ele bebia da água ou a passava no corpo como se fosse um medicamento. A mãe dele levava a água em um frasco pequeno para a UTI, colocava em um algodão e molhava os lábios dele. Para honra e glória do Senhor Jesus ele saiu de lá e as feridas secaram. Ele teve alta e hoje está bem”, diz Ana.

fé, mudança, revolta

USO DA FÉ
Como Ana, milhares de pessoas estão na Igreja exercendo a fé para ver um familiar, um amigo ou alguém próximo com a saúde restabelecida e, acima de tudo, salvo. Isso porque os que experimentaram do poder de Deus têm prazer em ajudar outras pessoas. Vale lembrar ainda que a perseverança e a confiança para acreditar no que ainda não se enxerga com os olhos físicos – mas que se visualiza pelo olhar espiritual – são fundamentais.

Edinaldo conta que a fé que lhe foi apresentada não lhe trouxe apenas a cura, mas um despertar. “O Senhor Jesus, além do meu corpo, também curou minha fé”, conclui.

imagem do author
Colaborador

Flavia Francellino / Fotos: Cedidas