Google é condenado a pagar multa milionária por violar a privacidade de crianças
Saiba o que isso tem a ver com você e seus filhos
Você sabe o que seus filhos acessam na internet? Se você nunca pensou sobre isso, pode ter certeza de que existe muita gente de olho no que as crianças fazem na web, o que não quer dizer que isso seja para o bem delas.
A prova disso é a recente condenação do Google. Ele foi acusado de violar a privacidade de usuários nos Estados Unidos. Sem prévia autorização dos pais, a empresa, que é a dona do YouTube, coletou ilegalmente informações pessoais de menores de 13 anos, incluindo o histórico de sites acessados por eles e usou esses dados para lucrar com anúncios.
Essa atitude é uma violação de uma lei federal norte-americana que protege a privacidade infantil e, por isso, o Google terá que pagar US$ 170 milhões de multa. A condenação foi estipulada pela Federal Trade Commission (FTC), o equivalente ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que regula a atividade de empresas privadas no Brasil.
O que vai mudar?
A empresa terá de implementar restrições na plataforma para preservar a privacidade do público infantil. Uma das medidas será impedir publicidade em vídeos para crianças e questionar os donos de canais no YouTube se estão postando conteúdo infantil. O canal precisará ter autorização dos pais antes de colher quaisquer tipos de dados de crianças e pré-adolescentes. Além disso, vídeos com conteúdo infantil terão notificações e comentários desativados na plataforma.
Depois de multada, a companhia prometeu investir US$ 100 milhões nos próximos três anos para a criação de conteúdo original direcionado às crianças. Segundo o blog oficial do YouTube, as mudanças devem entrar em vigor nos próximos quatro meses.
Monitorar
Se você tem filhos pequenos, a solução é ainda mais premente. Você deve redobrar o cuidado e monitorar o acesso deles à internet. Já que não é possível saber quem tem a possibilidade de acessar o perfil deles na web e usar as informações contidas ali, saiba que você pode ao menos bloquear esse avanço. Não dê acesso ao celular para as crianças cedo demais e, caso elas já entrem na internet, estabeleça horários para o uso do smartphone ou do computador quando você ou outro responsável estiver por perto.
Não esqueça de orientar seus filhos de que navegar na internet é como andar na rua, local por onde passa todo tipo de gente com boas e más intenções, e que, por isso, é preciso ter cuidado, pois nem todos são amigos.
Assim como grandes empresas podem tentar obter o perfil de seus filhos com intenções comerciais ou mercadológicas, também hakers, pedófilos e todo tipo de aproveitadores podem ter interesses ainda mais escusos em relação a eles.
Lembre-se: a família que cuida de verdade dos seus integrantes é aquela que se preocupa com o conteúdo que eles consomem. Pais e responsáveis: pensem nisso e os orientem desde cedo a acessar vídeos e áudios que os aproximem de algo que os instrua e os edifique.
“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” (Provérbios 22.6).
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