O médico disse que eu iria morrer
Diante de uma notícia que poderia fazê-la desistir, Isabel da Conceição precisou encontrar forças para enfrentar uma batalha que estava apenas começando
No segundo semestre de 2025, Isabel da Conceição, de 50 anos, começou a sentir dores no estômago, inchaço abdominal e refluxo. Ao procurar um gastroenterologista, realizou exames e recebeu o diagnóstico de gastrite e refluxo.
Mesmo após iniciar o tratamento indicado, sua barriga continuou crescendo e o desconforto aumentou. Sem encontrar uma explicação para os sintomas, decidiu buscar uma nova avaliação. “Eu sabia que aquilo não era normal. Minha barriga cresceu muito rápido, eu sentia falta de ar, parecia que estava comprimindo todos os outros órgãos. Quando cheguei em casa, pedi a Deus que me mostrasse para onde eu deveria ir.”
Os sintomas escondiam algo mais grave
Isabel procurou outro hospital e, embora os primeiros exames tenham apontado apenas uma infecção urinária, uma médica notou que havia algo errado. Após a insistência da equipe médica e da família, um ultrassom revelou um cisto no ovário esquerdo que, segundo os médicos, pesava cerca de um quilo.
Câncer de Ovário
Os ovários são órgãos responsáveis pela produção de hormônios femininos e dos óvulos. Em muitos casos, essa doença não apresenta sintomas nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce. Os tipos mais comuns se desenvolvem nas células que revestem a superfície dos ovários, das tubas uterinas ou do peritônio. Alguns tumores crescem lentamente, enquanto outros são mais agressivos.
Principais sintomas:
- Falta de apetite.
- Cansaço frequente.
- Inchaço ou dor abdominal.
- Sangramento vaginal anormal.
- Ganho ou perda de peso sem causa aparente.
- Alterações intestinais, como prisão de ventre ou diarreia.
Tratamento:
O tratamento depende do tipo de tumor, do estágio da doença e das condições de saúde do paciente. Pode incluir cirurgia, quimioterapia e, em alguns casos, terapias-alvo. A radioterapia é utilizada em situações específicas.
Fonte: Rede D’or
Ao analisar o caso, um especialista explicou que a unidade não tinha estrutura para oferecer o tratamento necessário. “Ele me disse que eu iria morrer, mas não me desesperei.”
Uma espera marcada por incertezas
Enquanto aguardava transferência para um hospital especializado, Isabel enfrentou dias de incerteza. Sem conseguir dormir direito e quase sem se alimentar, encontrou forças nas palavras de incentivo de outra paciente.
“Muita gente desistia e ia embora. Mas uma paciente veio até mim e disse: ‘Eu sei que é muito difícil ficar aqui esperando, mas não desista, tenha paciência, porque quando conseguirem a transferência de hospital você já vai realizar o tratamento’. Ali eu vi o próprio Deus a usando para falar comigo, porque, quando ela chegou até mim, eu estava encostada na parede pedindo a Deus que me desse forças e sabedoria para suportar ficar ali.”
Após a transferência, novos exames e uma biópsia confirmaram o diagnóstico de câncer de ovário. Antes da cirurgia, Isabel precisou passar por três procedimentos de drenagem, que retiraram, ao todo, 15 litros de líquido acumulado no abdômen. Ela também iniciou o tratamento com quimioterapia, que totalizou seis sessões.
A fé em meio à adversidade
Apesar das dificuldades, Isabel, que já frequentava a Igreja Universal, afirma que sua confiança em Deus permaneceu inabalável. “É fácil confiar em Deus quando tudo está bem. Mas eu nunca O questionei. Entrava no banheiro do hospital, falava com Deus e fazia daquele lugar o meu Altar. Ele me deu forças para permanecer na fé.”
Impossibilitada de frequentar a Igreja durante parte do tratamento, ela passou a acompanhar as reuniões pelo UNIVER Vídeo. Aos domingos, seu marido levava até ela a água consagrada nas reuniões, que Isabel bebia com fé, crendo na cura.
A mão de Deus
Meses depois, Isabel recebeu uma notícia animadora: a quimioterapia havia reduzido significativamente o tumor, permitindo que os médicos realizassem a cirurgia para removê-lo.
O procedimento durou cerca de dez horas e foi bem-sucedido. Após a recuperação, novos exames, segundo Isabel, confirmaram sua cura. Hoje, ela relembra a experiência com gratidão.
“Durante todo o tratamento, obreiros e pastores oraram por mim. Mas o que mais me marcou foi ver meu marido e meus filhos se aproximarem ainda mais de Deus. Nós depositamos nossa confiança no Senhor e sabemos que foi a mão d’Ele que fez isso.”

A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.
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