Síndrome do pânico: obreira conta como enfrentou crises enquanto escondia o que vivia
No podcast Rota de Superação, Bruna de Freitas contou ao Bispo Lindomar Santos os problemas que enfrentava enquanto servia como obreira e a decisão que mudou sua trajetória
Bruna de Freitas cresceu na Igreja e começou a servir como obreira aos 15 anos. Anos depois, porém, sua vida tomou um rumo diferente. Ao começar a trabalhar, passou a frequentar menos as reuniões e, após uma discussão familiar, deixou a casa onde morava. Segundo relata, naquele período também acumulou mágoas e se aproximou de pessoas que exerciam influências negativas sobre ela.
Durante o podcast “Rota de Superação”, apresentado pelo Bispo Lindomar Santos, Bruna contou o que enfrentava naquele período e por que chegou à conclusão de que precisava cuidar da própria vida espiritual.
As crises começaram a fazer parte da rotina
Com o passar do tempo, Bruna conta que começou a enfrentar crises de ansiedade e recebeu o diagnóstico de síndrome do pânico. Durante os episódios, sentia o coração acelerar, falta de ar e medo de morrer. Além disso, em uma das ocasiões, chegou a procurar um pronto-socorro durante a madrugada, mas, segundo relata, os exames realizados naquele momento não apontaram alterações.
Paralelamente, Bruna afirma que também passou a viver experiências que interpretava como manifestações espirituais durante a noite. Embora continuasse trabalhando e servindo como obreira, escondia o que acontecia fora da Igreja. “Na igreja eu era uma pessoa, fora eu era outra”, confessou.
Quando a fé que ensinava precisou ser colocada em prática
Com o tempo, Bruna percebeu uma diferença entre a vida que demonstrava como obreira e aquilo que enfrentava longe da Igreja. Além disso, ela relata que passou a buscar a atenção de homens e a adotar comportamentos que dizia não conseguir controlar. Por vergonha, escondeu a situação durante cerca de um ano. A situação começou a mudar quando um Pastor a orientou a deixar o uniforme de obreira temporariamente e voltar a atenção para a própria vida espiritual. A princípio, Bruna resistiu por medo de que outras pessoas descobrissem o que estava enfrentando. Depois, decidiu falar sobre o que acontecia e iniciar, segundo seu relato, uma busca pela libertação espiritual.
Além disso, durante uma das reuniões, Bruna relata ter vivido uma experiência que, dentro de sua compreensão de fé, identificou como uma manifestação espiritual. Na ocasião, afirma ter sentido raiva intensa e falta de controle sobre o próprio corpo.
“Eu não tinha mais vida. Eu tinha certeza de que morreria cedo, que eu não ia passar dos meus 20 anos”, afirmou.

A decisão de lutar pela libertação
Bruna conta que a mudança começou quando deixou de esconder aquilo que enfrentava e decidiu buscar ajuda. Durante os dois anos seguintes, segundo seu relato, ainda enfrentou medo, dúvidas, episódios de paralisia do sono e experiências que interpretava como manifestações espirituais. Nesse período, também reconheceu que precisava lidar com a mágoa que guardava de um familiar. Segundo Bruna, um dos momentos decisivos aconteceu durante uma reunião de libertação. Além disso, enquanto vivia uma experiência que descreve como manifestação espiritual, ouviu o Pastor afirmar que, para que o mal tirasse sua vida, teria que passar por ele primeiro. A atitude a levou a perceber que também precisava tomar uma decisão pessoal diante daquilo que enfrentava.
“Eu nunca mais vou permitir que você manifeste no meu corpo. O próximo espírito que eu vou receber vai ser o Espírito Santo. Eu não aceito mais você no meu corpo”, recordou.
Segundo Bruna, depois daquela decisão, ela não voltou a viver episódios que identificava como manifestações espirituais. Além disso, para ela, aquele momento marcou uma mudança em sua trajetória de fé.
O que aconteceu depois daquela decisão? Bruna voltou a servir como obreira? E como está sua vida atualmente?
Assista ao Rota de Superação e conheça o restante de seu testemunho.
Acompanhe:
O podcast “Rota de Superação” acontece toda sexta-feira, às 21h, no Canal da Universal Rio Grande do Norte.
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