Brasileiros nos EUA: quando a igreja se torna uma segunda família
Comunidades de fé ajudam brasileiros a enfrentar a distância da família, as diferenças culturais e os desafios da adaptação
Recomeçar a vida em outro país envolve não apenas novas oportunidades, mas também desafios de adaptação. Para brasileiros que vivem nos Estados Unidos, a distância da família, as diferenças culturais e as barreiras do idioma podem tornar esse processo ainda mais difícil.
Nesse cenário, comunidades de fé podem representar um importante ponto de apoio. Além da vida espiritual, o convívio com pessoas que compartilham o mesmo idioma e referências culturais contribui para criar vínculos e um sentimento de pertencimento longe de casa.
Os desafios de viver longe de casa
Segundo estimativas do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), os Estados Unidos concentram a maior comunidade brasileira no exterior. Cerca de 1,9 milhão de brasileiros vivem no país, parcela significativa dos aproximadamente 4,6 milhões de cidadãos brasileiros que residem fora do Brasil.
Durante o período de adaptação, diferenças culturais, dificuldades com o idioma e a ausência de uma rede de apoio podem aumentar a sensação de isolamento. Questões cotidianas também podem se tornar mais difíceis quando o imigrante ainda não conhece bem o funcionamento e os costumes do novo país.
Sem familiares ou um círculo social já estabelecido por perto, alguns brasileiros encontram nas comunidades de fé uma espécie de “segunda família”. A possibilidade de conversar em português, criar novos vínculos e compartilhar experiências com outras pessoas pode tornar o período de adaptação menos solitário.
Muito além do culto
Para muitos frequentadores, o convívio na igreja também favorece a criação de uma rede de contatos e apoio no dia a dia. Por meio das relações construídas nesses espaços, brasileiros podem trocar experiências e informações úteis sobre a rotina no novo país.
Ao mesmo tempo, a convivência possibilita a formação de amizades e vínculos que ajudam a diminuir a sensação de estar sozinho em um país diferente.
A brasileira Fernanda da Silva E Silva, de 38 anos e sua família (foto acima) vivenciaram essa experiência após chegarem aos Estados Unidos, em 2022.
“Moramos na Flórida e, naquela época, não frequentávamos nenhuma igreja. Um dia, recebemos um convite para conhecer a Igreja Universal e decidimos aceitar. Ao chegarmos, fomos muito bem recebidos pelos obreiros, pelas tias da escolinha, pelas esposas e pelos pastores. Foi o melhor convite que recebi na minha vida”, relata.
Além disso, ela destaca que a igreja se tornou um lugar de acolhimento e apoio para toda a família.
“Fizemos muitas amizades. As pessoas nos recebem com carinho e alegria, e os pastores estão sempre dispostos a ouvir e ajudar. Sou grata a Deus por ter me levado à Igreja Universal”, afirma.
A atuação da Igreja Universal nos Estados Unidos
Presente nos Estados Unidos há quatro décadas, a Universal conta atualmente com mais de 360 templos distribuídos por 35 estados. Além disso, as igrejas recebem pessoas de diferentes nacionalidades, entre elas brasileiros que vivem no país.
O trabalho desenvolvido no país segue o ensinamento do Senhor Jesus registrado em Marcos 16:15: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Nesse propósito, a Universal realiza reuniões, atendimentos espirituais e ações sociais voltadas a pessoas de diferentes origens e nacionalidades.
Encontre uma Universal perto de você
Se você vive nos Estados Unidos e deseja participar de uma reunião, procure uma Universal mais próxima e confira os dias e horários dos encontros.
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