Uma ponte aérea entre o passado e o novo amor
Carlos e Aline da Silva mudaram suas trajetórias ao transformarem a dor em aprendizado
Aline da Silva, de 28 anos, técnica em segurança do trabalho, sempre buscou direção para a vida amorosa nas palestras da Terapia do Amor. Já Carlos da Silva, de 34 anos, chefe de divisão de trânsito, passou a frequentá-las após enfrentar uma sequência de relacionamentos que não deram certo.
Antes de se tornarem um casal, ambos precisaram lidar com algo que muitos temem: a traição.
Com o coração ferido
Aos 19 anos, Aline viveu seu primeiro casamento, que terminou dois anos depois devido à infidelidade do ex-parceiro. Apesar da dor, ela permaneceu firme. “Fiquei muito chateada com aquela situação, mas continuei buscando a direção de Deus na Terapia do Amor, e Ele cuidou de mim em cada detalhe.”
Carlos, por sua vez, chegou à igreja após o fim de um namoro de quatro anos, também marcado por traição. Uma colega de faculdade, obreira da Universal, o convidou para participar das palestras, mas ele resistiu no início. “Eu admirava o relacionamento dela, mas, mesmo sofrendo, não aceitei o convite.” Após um período tentando preencher o vazio com relacionamentos superficiais, ele percebeu que nada resolvia. Então, lembrou-se do convite e decidiu buscar em Deus a solução.
A cura interior antes de um novo amor
Após o término, Aline investiu no autoconhecimento e reconheceu pontos a melhorar. “Eu me reconectei comigo mesma. Reconheci onde também havia errado. Cada palestra era um ‘tapa na cara’, mas de aprendizado.” Seis anos depois, ela teve o primeiro contato com Carlos.
Ele, nessa fase, já estava firmado na fé: batizado nas águas, com o Espírito Santo e servindo como colaborador. Ele até já tinha tentado se relacionar com uma pessoa que frequentava a mesma igreja, mas, sem ter sucesso nisso, decidiu entrar no aplicativo Quero Te Conhecer.
Match no tempo certo
Carlos havia feito um propósito: “Eu escrevi para Deus as características físicas e espirituais da minha futura esposa”. No décimo quinto dia no aplicativo, ele encontrou Aline e curtiu seu perfil, mas não foi correspondido de imediato.
Aline estava há mais de um ano no aplicativo, mas ainda ficava travada pelos traumas. “Eu colocava vários empecilhos. Pensava: se não deu certo com alguém perto, imagine de longe.” Ele estava em São Paulo, na capital; ela, em Santa Catarina, na cidade
de Chapecó.
Três dias depois, ela o respondeu, motivada pela atitude dele de procurá-la também em outra rede. “Vi que ele teve iniciativa, e isso me deu segurança para começarmos a conversar.”
454 dias até a bênção no Altar
Com um mês de conversa, eles marcaram o primeiro encontro, depois de pedirem orientação aos pastores que acompanhavam a história deles na Terapia do Amor. Carlos viajou até a cidade de Aline, conheceu a família dela e a pediu em namoro.
Durante namoro e noivado, eles se encontraram apenas oito vezes, mas mantiveram muita conversa e fé ativa. “Sempre fazíamos propósitos de oração para estarmos alinhados com a vontade de Deus”, diz ela.
Apesar das diferenças culturais, o casal se esforçou para se adaptar à rotina um do outro. Após cerca de um ano e três meses, ou exatos 454 dias, eles se casaram em 10 de janeiro de 2026, em São Paulo, onde residem atualmente.
Agora, o casal segue firme nas palestras. “A Terapia do Amor é como o óleo no carro: se não colocar, o motor quebra. Participar das palestras é cuidar da manutenção do nosso casamento”, conclui Aline.
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