Uma vida que se tornou história de terror
A trajetória de Sebastiana Santos, a Vanda, foi atravessada por situações inexplicáveis que começaram ainda na infância. As sombras desse passado insistiam em persegui-la. Confira
Você já percebeu o quanto as crianças têm sido atacadas atualmente? Nem sempre isso vem apenas de pais ou responsáveis agressivos. Muitas vezes, há também perturbações espirituais. Pesadelos, sonambulismo e amigos imaginários podem parecer inofensivos, típicos da idade, mas há situações que vão além do que os olhos podem ver.
Esses problemas podem acompanhar a pessoa por anos. Sem a proteção de Deus, ela fica exposta às obras malignas, que encontram espaço para agir, causando medo, confusão e sofrimento, afinal, “todo o mundo jaz no maligno” (1 João 5:19).
Assim, muitos crescem como se estivessem sendo perseguidos constantemente. A dor se aprofunda e a vida se transforma em uma história de terror. E, por mais que tentem mudar, algo os puxa de volta ao sofrimento, impedindo uma transformação real.
Mas, mesmo depois de tantas tentativas frustradas, ainda há esperança: “Porque para Deus nada é impossível” (Lucas 1:37). É nesse cenário que surge a história da cabeleireira Sebastiana Santos, de 57 anos, conhecida como Vanda. Da infância à vida adulta, ela enfrentou influências que transformaram seus dias em um verdadeiro pesadelo. Acompanhe.
Marcada na infância
Nasci em Juazeiro do Norte, no Ceará, e desde a infância, enfrentei experiências perturbadoras. Tinha pesadelos, era sonâmbula e, quando sonhava que alguém havia me visitado, no dia seguinte recebia a notícia de que aquela pessoa havia morrido.
Antes de completar 9 anos, meu pai precisou me salvar duas vezes durante a madrugada, quando eu caminhava inconscientemente e quase caí em um poço. Durante anos, vivi assim.
Na tentativa de me ajudar, minha mãe me levava a benzedeiras. Segundo elas, isso acontecia porque eu havia recebido o nome Sebastiana como homenagem e oferenda a um santo que morreu flechado. Por esse motivo, minha vida estaria sempre conectada a ele.
Os ataques espirituais a acompanhavam
Além dos espíritos que me atormentavam em sonhos e me impediam de dormir durante a noite, vivi situações marcantes. Certo dia, subi em uma árvore de nove metros para pegar frutas, senti como se algo me empurrasse e caí desacordada. Despertei no hospital. Curiosamente, não quebrei nenhum osso, mas precisei tomar remédios para dor de cabeça e nervosismo, sintomas causados pela gravidade da queda.
Ao longo da infância, eu era levada a dizer os números que apareciam em meus sonhos para que minha mãe participasse de jogos de azar.
Vivendo um pesadelo
Já na pré-adolescência, tive alguns namoros, até que, aos 15 anos, comecei um relacionamento escondido com um homem oito anos mais velho.
Aos 17, engravidei e, por imposição dos meus pais, me casei. Fomos morar na casa da minha família, e Foi lá que ele revelou quem realmente era: passou a beber muito, tornou-se agressivo e extremamente ciumento. Sofri agressões emocionais e físicas, inclusive durante a gravidez, quando ele chegou a chutar a minha barriga.
Após o nascimento da minha filha, a situação piorou. Em uma briga, ele tentou jogá-la contra a parede, mas minha irmã interveio. A polícia foi chamada, e ele foi preso. Foi a nossa primeira separação.
Insistindo no erro
Poucos dias depois, ele foi solto e se mudou para a casa de familiares, em Fortaleza (CE). meses depois, fui até ele e reatamos. Moramos por um tempo na casa da minha sogra e, em seguida, alugamos um barraco.
Nessa época, cheguei a passar fome. Ele também tentou tirar a minha vida e, diante disso, voltei para a casa da minha mãe, em Juazeiro do Norte. Algum tempo depois, ele me procurou e reatamos novamente. aos poucos, minha família aceitou a sua volta. Nesse período, engravidei do segundo filho e, cerca de um ano depois, veio o terceiro.
Não aceite ser refém da dependência emocional
Muitas pessoas vivem essa mesma realidade: tornam-se reféns dos próprios sentimentos e permanecem presas a quem lhes faz mal, repetindo ciclos de dor, medo e frustração. Por isso, buscar a Deus é essencial. Quando a pessoa tem a presença d’Ele em sua vida, deixa de mendigar atenção, carinho e amor, pois encontra n’Ele tudo o que realmente precisa.
Buscando uma solução
Entre idas e vindas, por causa das brigas, comecei a frequentar casas espirituais, buscando uma solução. Porém, nesses lugares, os espíritos diziam que eu precisaria fazer muitos rituais para alcançar o resultado desejado.
Eu queria resolver o meu problema sentimental. Então comecei a fazer oferendas aos espíritos para que ele parasse de beber. Eu acreditava que, se isso acontecesse, tudo melhoraria.
A essa altura, eu já trabalhava como manicure e sacrificava o dinheiro que ganhava para investir naquela ajuda. Até que um dia, cansada daquela situação, confrontei um espírito incorporado em uma pessoa quando ele me pediu mais uma oferenda.
Uma emboscada
Alguns dias depois, separada novamente, a proprietária da casa espiritual me chamou para fazer suas unhas em um horário incomum. Desconfiada e, com medo de ir sozinha, levei meus filhos. Ao chegar lá, encontrei a proprietária, o pai dos meus filhos e mais uma pessoa, que levou as crianças para outro cômodo. Durante a conversa, eu disse a ele que não haveria mais volta. Foi então que ele puxou meu cabelo. Na tentativa de sair dali, minha filha percebeu que ele estava armado. Em seguida, disparou contra mim. Consegui fugir ilesa para a casa de uma vizinha, onde me escondi. A polícia foi chamada, e ele foi detido mais uma vez.
Feridas invisíveis
Esse episódio encerrou definitivamente o relacionamento, mas não acabou com o sofrimento. Meus filhos ficaram muito traumatizados, especialmente a minha filha mais velha, que desmaiava de medo ao ouvir falar do pai ou quando alguém mencionava o nome dele.
Mesmo com ele preso, o medo continuou me acompanhando. Na tentativa de esquecer tudo o que eu havia vivido, comecei a beber muito, saía para baladas e deixava meus filhos com a minha mãe.
Mas isso só me trouxe ainda mais problemas. Sempre que eu saía, voltava com um vazio dentro de mim. Foi então que desenvolvi depressão e perdi a vontade de viver.
Fugindo do problema
Decidi tentar a vida em São Paulo. Deixei meus filhos com minha mãe no Ceará e fui morar com um tio, onde fiquei por oito meses. Passei a viver em festas, mas a tristeza sempre voltava.
Então, decidi retornar ao Ceará. Lá, voltei a enfrentar as mesmas crises da infância: pesadelos, audição de vozes e visão de vultos. Depois, surgiram problemas de saúde: fortes dores na coluna, febre e crises tão intensas que precisei sair de casa de ambulância. Os médicos diziam que eu tinha uma doença degenerativa e que poderia ficar em uma cadeira de rodas. Um lado do meu corpo começou a definhar, o que me deixou profundamente assustada.
O fundo do poço
Eu estava com depressão, doente, e meu ex-marido, já em liberdade, havia voltado a me perseguir. Sofria com insônia e dependia de remédios para dormir. cheguei a dizer a um primo que queria uma arma, pois estava disposta a acabar com minha própria vida. Mas ele se negou a me ajudar.
Até que, em uma madrugada, enquanto ouvia rádio, escutei uma mensagem do Bispo Edir Macedo. naquele momento, Entendi que havia esperança para mim. decidi, então, ir à Igreja Universal. Eu já sabia onde ficava. Porém, sem explicação, naquele dia eu não conseguia enxergá-la. Pedi informações na rua e finalmente cheguei até lá.
Só frequentar não basta
No primeiro dia na igreja, já me senti melhor e passei a frequentar algumas reuniões. Porém, precisei lidar com a reação da minha família.
Quando souberam que eu estava indo à Universal, todos se voltaram contra mim. Minha mãe chorava e até passava mal, dizendo que eu havia traído a religião da família.
Os problemas continuavam. Eu ainda não dormia bem e dependia das medicações. Um dia, no meu quarto, questionei a Deus sobre a sua existência. Decidi parar de beber e comecei a ir à igreja todos os dias. Durante as orações, eu passava muito mal, mas ainda resistia a me entregar totalmente a Deus.
A mudança
Em uma reunião, uma Palavra sobre arrependimento ficou marcada em mim. decidi me batizar nas águas, mesmo sem ter roupa para trocar. Quando cheguei em casa molhada, enfrentei uma grande briga. Minha mãe quase desmaiou, uma tia me empurrou, e caí no chão. Todos diziam que, se minha mãe morresse, a culpa seria minha, e que eu havia sofrido lavagem cerebral.
Mas não me abalei. Pelo contrário, encontrei forças para abrir mão de tudo o que servia de porta para o mal. Pedi perdão à minha mãe, pois guardava mágoa por acreditar que ela preferia meus irmãos. também pedi perdão ao meu ex-marido. ali, tudo começou a mudar e fui curada de todas as doenças.
O perdão liberta
Guardar mágoas pode prender uma pessoa ao sofrimento por anos. O perdão não muda o passado, mas transforma quem decide praticá-lo. Ao abrir mão da mágoa, fecham-se as portas para o mal e se dá um passo decisivo rumo à libertação espiritual. Portanto, a mudança que você busca começa dentro de você. Perdoar é essencial para alcançar a verdadeira paz.
A reconstrução da alma
Passei a dormir sem remédios. Comprei uma Bíblia e comecei a meditar nela. jejuava, fazia propósitos e orava de madrugada.
Eu ligava o rádio bem baixinho na programação da Igreja e escutava escondida no meu quarto. Logo, comecei a ajudar na Casa de Deus: lavava os banheiros, entrei para a evangelização e contava às pessoas o que Deus havia mudado em mim. Certa vez, enquanto lavava roupas com minha irmã, um louvor tocou no rádio. Irritada, ela puxou minha mão com tanta força que quebrou meu dedo. Meu pai o colocou no lugar, a sangue frio. Mas, como eu não era mais a mesma, relevei.
Pouco depois, em um domingo, me preparei: vesti minha melhor roupa e passei meu melhor perfume. Naquele dia, recebi o Espírito Santo.
Deus fez tudo novo
Passei a amar as pessoas, inclusive meus pais, como nunca antes. O medo desapareceu, dando lugar à paz. Eu só queria me dedicar a Deus e recebi o privilégio de me tornar obreira. Focada em ajudar as pessoas, não me preocupava com a vida amorosa. Até que o Espírito Santo me direcionou a buscar a bênção de Deus também nessa área. Então, comecei a participar da Terapia do Amor e conheci meu atual marido, Antônio. Namoramos, noivamos e nos casamos. Estamos juntos há 24 anos.
Vivendo as promessas de Deus
Fui diagnosticada com diabetes, mas, mais uma vez, o Senhor, me curou. após algum tempo de casada, me mudei para São Paulo com meu marido, abri meu salão de beleza e, hoje, tenho uma família abençoada.
Meus pais aceitaram o Senhor Jesus como único Salvador antes de falecerem. Hoje, todos os meus irmãos e filhos estão nos caminhos de Deus.
Continuo acordando de madrugada, mas não mais pela ação do mal. Agora, faço isso por escolha: para orar e ajudar outras pessoas que também precisam de ajuda espiritual. Hoje, posso afirmar: tenho uma nova vida.
Hoje, Vanda é livre de todos os traumas do passado. A partir do arrependimento e do perdão, ela fechou as portas para o mal e permitiu que Deus transformasse a sua vida por completo.
O que há por trás do sobrenatural?
Você já sentiu uma presença, ouviu ou viu algo que ninguém mais percebeu? No íntimo, sabe que isso não é normal. Esse “sobrenatural” não é inofensivo. Pode ser a ação de espíritos, causando medo, confusão, destruição e problemas que parecem não ter solução.
Por isso, é preciso tratar a situação espiritualmente, por meio do poder de Deus. Todas as sextas-feiras, a Igreja Universal realiza o combate às forças do mal. Participe! Clique aqui e consulte o endereço mais próximo.
Saiba mais
Leia as demais matérias dessa e de outras edições da Folha Universal, clicando aqui. Confira também os seus conteúdos no perfil @folhauniversal no Instagram.
Folha Universal, informações para a vida!
English
Espanhol
Italiano
Haiti
Francês
Russo