Cuide da postura hoje para não sofrer amanhã
Saiba por que e como fortalecer o corpo para a vida futura
A perda de mobilidade é um dos principais desafios enfrentados pela população idosa no Brasil. Não é à toa que, segundo uma pesquisa do Ministério da Saúde divulgada em 2018, 43% dos idosos têm medo de cair na rua. Outros 36% são inseguros para atravessar as vias. No entanto, uma boa parcela das pessoas, entre elas jovens e adultos, não tem consciência de que atividades físicas orientadas e direcionadas na infância, mantidas ao longo da vida, podem ser uma poupança para o período mais avançado da vida.
Reserva de movimento
Para Eduardo Saraiva, fisioterapeuta esportivo, certificado pelo Barcelona Innovation Hub em ciência aplicada ao esporte e prevenção de lesões, toda pessoa que se movimenta pouco ou negligencia hábitos básicos de saúde pode desenvolver problemas de mobilidade. “Isso inclui sedentários, pessoas que passam muitas horas sentadas, indivíduos com má postura, excesso de peso, dores recorrentes ou baixa prática de atividade física. A mobilidade é uma reserva de movimento que construímos ao longo da vida. Quanto menos cuidamos dela, maior a chance de limitações futuras”, dispara.
Posições inadequadas
Para ele, os jovens se movimentam menos do que antigamente. “O excesso de telas, redes sociais, videogames e o aumento do tempo sentado fazem com que muitos passem horas em posições inadequadas. Além disso, os jovens deixaram de brincar, correr, subir escadas e praticar esportes regularmente. Isso reduz estímulos importantes para músculos, articulações e coordenação motora. O corpo foi feito para se mover. Quando ele perde movimento cedo, os impactos aparecem mais cedo também”, analisa.
Qualidade de vida
Ele diz que é necessário atuar de forma preventiva para proteger a mobilidade futura. “O ideal é procurar orientação antes que os problemas apareçam, mas, se surgirem dores frequentes, limitações de movimento, lesões recorrentes e dificuldades em atividades do dia a dia, procure ajuda profissional urgentemente. Cuidar da mobilidade hoje significa envelhecer com mais autonomia e preservar a qualidade de vida [veja mais no quadro ao lado]”, explica.
Resposta a estímulos
Por outro lado, o fisioterapeuta afirma que o envelhecimento não significa perder independência obrigatoriamente. “Com exercícios adequados, fortalecimento muscular, equilíbrio, treino funcional e acompanhamento profissional, muitos idosos conseguem melhorar dores, recuperar movimentos, reduzir o risco de quedas, aumentar a autonomia e melhorar a qualidade de vida. O corpo continua respondendo aos estímulos em qualquer idade”, conclui.
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