Atrás das grades e além delas

Grupo Universal nos Presídios cumpre a missão deixada pelo Senhor Jesus com auxílio ao sistema prisional por meio da Palavra de Deus e de ações de ressocialização

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A missão de levar o Evangelho a todos é encarada com muita seriedade pela Universal. No Ano do Ide, voluntários do Brasil e do mundo, organizados em grupos, se esforçam para garantir que até os lugares com acesso mais difícil recebam a Palavra de Deus, cumprindo, assim, a ordem deixada pelo Senhor Jesus.

Mais do que um slogan, o Ide é uma convocação para sair das quatro paredes dos templos e alcançar os aflitos onde quer que estejam. No contexto do sistema prisional, essa missão tem urgência e é conduzida pelo grupo Universal nos Presídios (UNP).

A realidade atrás das grades

A atuação da UNP também é uma resposta para um cenário crítico. Segundo o 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública: 2023, o Brasil abriga uma das maiores populações carcerárias do mundo, com mais de 830 mil pessoas em privação de liberdade, segundo levantamento de 2022.

Somam-se a esse contingente milhares de policiais penais e profissionais administrativos que operam diariamente na custódia e gestão dessas unidades sob alta tensão e que também precisam de uma palavra de esperança.

A importância do grupo

A história da UNP remonta há mais de três décadas. Ela começou com visitas que levavam uma palavra de fé e kits básicos de higiene às unidades prisionais. Entretanto, a rebelião na Penitenciária de Alcaçuz (RN), em janeiro de 2017, serviu como um divisor de águas. A barbárie evidenciou que apenas o isolamento não recuperava o ser humano, levando a UNP a intensificar suas frentes de atuação com assistência espiritual, amparo social e qualificação profissional.

“A importância de ações como essas transcende a capacitação, pois aborda a difícil realidade do preconceito e a negação de oportunidades de emprego no pós-cárcere. A combinação de uma mente transformada e a qualificação profissional resulta em histórias reais de superação e reintegração social”, observa o Pastor Clodoaldo Rocha, responsável pela UNP no Brasil.

Para ele, o conhecimento é ferramenta de mudança: “É gratificante ver que muitos dos egressos que acompanhamos no cárcere têm conseguido se manter longe do crime e construir vidas mais saudáveis e produtivas. Isso não apenas beneficia os indivíduos, mas também contribui para a segurança e o bem-estar da sociedade como um todo”.

O trabalho não para

As ações citadas são apenas uma pequena amostra do que a UNP realiza diariamente. Seria impossível listar todos os atendimentos e transformações, dada a magnitude e a frequência com que ocorrem em todo o território nacional. O que se vê em cada batismo e certificado entregue, por exemplo, é o cumprimento fiel do Ide: levar a mensagem de fé e esperança a toda parte.

Um ano de transformação

Desde o início de janeiro, a UNP tem protagonizado uma sequência ininterrupta de ações sob a força do Ano do Ide. Confira o resumo das principais atividades recentes.

Janeiro

O foco inicial foi a dignidade básica. Na Bahia, diversas unidades receberam itens essenciais de limpeza pessoal.

Fevereiro

No Acre, mais de 300 livros foram distribuídos em unidades penitenciárias para incentivar a leitura. No Maranhão, a UNP levou esperança e kits de higiene a internos em Presidente Dutra (foto).

Março

O mês foi marcado pelo cuidado com a mulher e a família. Houve uma ação nacional de valorização da mulher em todo o País, em referência ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. Uma delas foi realizada em São Paulo (SP), na Penitenciária Feminina de Sant’Ana (foto).

No Piauí, esposas e mães de detentos participaram de um dia de beleza inédito. Além das ações voltadas a mulheres, em Salvador (BA), ocorreu a qualificação profissional de internos com turmas de barbearia. Já em João Pessoa (PB), a formação foi em Elétrica Residencial. Em Luziânia (GO), mais de 50 detentos foram batizados nas águas, simbolizando o início de uma nova vida.

Abril e Maio

A qualificação profissional alcançou a Baixada Santista (SP) com cursos de cabeleireiro. Em Salvador (BA), internas foram capacitadas com um curso de pizzaiolo. Na Paraíba, o Presídio do Roger (foto) testemunhou o primeiro batismo nas águas coletivo do ano e a conclusão de cursos de elétrica residencial.

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Colaborador

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