Ela desejava o lugar dos mortos

Marcada por rejeições, agressões, abusos e fracassos emocionais, Ednéia Rosa não via mais razão para viver

Imagem de capa - Ela desejava o lugar dos mortos

Desde a infância, a conselheira tutelar Ednéia Rosa de Jesus, de 41 anos, carregava marcas de muito sofrimento. Ela conta que, ainda criança, era rejeitada e agredida pelo pai, que, por vezes, afirmava que ela não era sua filha.

“Houve uma ocasião em que fui espancada pelo meu pai. Depois de me agredir, ele me jogou no rio, de onde populares vieram me salvar”, recorda-se.

A tentativa de fuga

Na tentativa de fugir da realidade de sofrimento, Ednéia, sua mãe e seus irmãos saíram do Nordeste rumo a São Paulo. Sem ter onde morar, inicialmente ficaram em situação de rua e, aos 6 anos, ela passou a pedir esmolas. “Depois, fomos morar em um barraco de madeira, numa comunidade. Lá, fui abusada sexualmente, dos 5 aos 9 anos, por uma pessoa próxima. Era uma dor horrível que eu carregava em meu interior”, revela.

Perdida e sem direção

Com o passar dos anos, Ednéia passou a frequentar baladas e a consumir bebidas alcoólicas como forma de fugir da própria realidade. De um relacionamento frustrado, marcado por agressões e traições, nasceu seu filho.

Com o fim da relação, somado às lembranças traumáticas da infância, ela passou a acreditar que nada daria certo em sua vida. Foi então que surgiram a depressão e as crises de ansiedade, levando-a a viver à base de medicamentos. “Contudo, os remédios não faziam efeito, porque a dor que eu sentia era na alma. Eu tinha uma dor tão forte que ia para a frente do cemitério e ficava desejando o lugar dos mortos”, afirma.

A saída

Nas noites em claro, Ednéia passou a acompanhar, pela televisão, os programas da Igreja Universal. Ao se identificar com os depoimentos de pessoas que haviam superado seus problemas, ela percebeu que sua vida também poderia mudar. “Eu decidi, então, ir a uma reunião. Fui como estava. E, ao me entregar para Jesus, recebi o alívio prometido e saí de lá diferente.”

Naquele dia, Ednéia decidiu escrever uma nova história, juntamente com o Senhor Jesus. “Durante toda a minha vida, fui rejeitada, mas, desde o dia em que decidi me entregar ao Senhor Jesus, Ele não me rejeitou. Entreguei quem eu era, meus sentimentos e pensamentos. E, ao receber o Espírito Santo, tudo mudou. Hoje tenho tranquilidade, paz, alegria, desejo de viver e me sinto amada todos os
dias”, conclui.

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Colaborador

Camila Dantas / Fotos: Reprodução