Um “buraco” na boca e uma descoberta assustadora
Com o avanço dos sintomas, Roberto Antônio recebeu o diagnóstico de câncer na face e no pescoço
Ao perceber algo como se fosse um “buraco” no interior da boca, o autônomo Roberto Antônio Umbuzeiro, de 62 anos, decidiu buscar ajuda médica. Segundo ele, a região começou a aumentar gradativamente e passou a dificultar até mesmo a alimentação, já que qualquer alimento ou líquido provocava intensa ardência.
Em maio de 2023, após fazer alguns exames e os procedimentos solicitados pelo médico, o autônomo recebeu um diagnóstico preocupante: um câncer maligno no pescoço e na face.
O que é câncer de orofaringe?
O câncer de garganta, também chamado de câncer de orofaringe, desenvolve-se na região localizada logo atrás da boca, conhecida pelos médicos como orofaringe. Essa área inclui a base da língua (parte posterior), o palato mole, as amígdalas, os pilares amigdalianos e as paredes laterais e posterior da garganta.
Sintomas:
Os mais comuns são:
- Mudanças na voz (como se houvesse uma batata na garganta);
- Dificuldade para engolir ou sensação de algo preso na garganta;
- Irritação persistente na garganta;
- Dor de ouvido;
- Presença de caroço no pescoço;
- Tosse;
- Dificuldade para respirar;
- Perda de peso inexplicável.
Em casos mais avançados da doença (estágios III, IVA e IVB), podem ocorrer tumores maiores, aumento dos gânglios no pescoço e feridas que não cicatrizam.
Há tratamento?
O tratamento do câncer de orofaringe varia de acordo com o estágio da doença e suas causas, podendo incluir radioterapia, quimioterapia e cirurgia.
Fontes: Instituto Oncoguia; A.C. Camargo CAncer Center
Apesar da má notícia, a confiança permaneceu
Roberto conta que recebeu a notícia ao lado da irmã. Apesar do impacto, eles não se deixaram dominar pelo medo. Frequentadores da Universal, já conheciam a fé capaz de transformar situações.
“Ficamos assustados, mas confiantes, pois sabíamos que Deus iria agir. Logo após o diagnóstico, iniciei o tratamento. Porém, se não surtisse efeito, eu precisaria passar por uma cirurgia delicada e invasiva”, relata.
Ele foi submetido a um tratamento intenso, com 36 sessões de radioterapia e seis de quimioterapia. O período foi desafiador: além das idas diárias ao hospital, enfrentou dores e os efeitos colaterais da doença e dos procedimentos. “Passei a ter muita fraqueza e dores pelo corpo: nas pernas, nas costas, na boca e na garganta. Não conseguia comer nem dormir direito. Cheguei a perder mais de 30 quilos e fiquei quatro meses sem trabalhar”, relembra.
A fé nos dias difíceis
Mesmo diante das dificuldades, Roberto afirma que manteve a fé ativa. Ele continuou frequentando as reuniões da Igreja e colocando em prática propósitos espirituais, como o uso da água consagrada a Deus aos domingos. “Mesmo com as dores, o meu refúgio era Deus. Até para ir à Igreja era difícil, mas eu permanecia confiante e enfrentava o tratamento de cabeça erguida”, destaca.
O milagre
Cinco meses após o diagnóstico, em meio a um período de dor e desafios, veio a resposta que ele tanto aguardava: ele estava curado e não precisaria passar pela cirurgia. O câncer e as feridas já não estavam mais presentes em
seu corpo.
“Mais do que uma boa notícia, a cura foi a materialização da minha fé em Deus. Quando recebi alta, vi o milagre acontecer. Até hoje, os médicos afirmam que a minha cura foi um milagre”, ressalta.
Atualmente, Roberto segue em acompanhamento de rotina com a equipe médica, que continua testemunhando sua recuperação.
Hoje, ele celebra uma vida normal: “Realizo minhas atividades sem dores, limitações ou dificuldades. Consigo me alimentar, trabalhar, dormir e viver bem e com saúde”, conclui.
A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.
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