Adolescentes de 13 a 17 anos enfrentam riscos, aponta o IBGE

Pesquisa PeNSE indica aumento no uso de cigarros eletrônicos e revela desafios como violência e gravidez precoce

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, em março de 2026, mais uma edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), com dados referentes a 2024, envolvendo estudantes de 13 a 17 anos de escolas públicas e privadas em todo o Brasil.

Nesse contexto, a pesquisa ouviu milhares de adolescentes e identificou mudanças significativas nos hábitos dessa faixa etária — principalmente no que diz respeito ao uso expressivo de cigarros eletrônicos (vape, pod e e-cigarette) e, além disso, ao início cada vez mais precoce da vida sexual.

Segundo a pesquisa 

  • 29,6% dos adolescentes já experimentaram cigarro eletrônico. Em comparação com 2019, quando o índice era de 16,8%, houve aumento de 13 pontos percentuais.
  • As meninas apresentam maior índice de uso (31,7%), enquanto, entre os meninos, o percentual é de 27,4%. 

Além disso, os dados mostram variações conforme o contexto social e geográfico. 

Por tipo de escola: 

  • Rede pública: 30,4%  
  • Rede privada: 24,9%  

Por região: 

  • Centro-Oeste: 42,0%  
  • Sul: 38,3%  
  • Nordeste: 22,5%  
  • Norte: 21,5% 

Riscos à saúde 

Por outro lado, apesar de muitas vezes ser visto como inofensivo, o cigarro eletrônico contém substâncias prejudiciais ou potencialmente prejudiciais à saúde, conforme aponta o levantamento.

Em contrapartida, o consumo de cigarro convencional apresentou redução. 

  • Atualmente, 18,5% dos adolescentes já experimentaram cigarro tradicional — número inferior aos 22,6% registrados em 2019.

Consumo de álcool também recua 

O uso de bebidas alcoólicas também diminuiu, embora ainda seja elevado. Em relação a 2019, houve uma redução média de cerca de 10 pontos percentuais. 

  • 53,6% dos jovens já experimentaram álcool ;
  • 13 a 15 anos: 46,4%  
  • 16 a 17 anos: 66,3%  

Mais dados preocupantes 

Além das mudanças no comportamento, a pesquisa evidencia um cenário cada vez mais delicado entre os adolescentes. Dessa forma, ao longo dos anos, esses indicadores vêm se alterando e mostram que a geração atual está enfrentando desafios diferentes. 

Entre as informações que mais preocupam, destacam-se: 

Violência 

  • 8,8% dos jovens afirmaram já ter sido obrigados a ter relação sexual
  • 18,5% relataram situações de abuso (como toques ou exposição) 
  • 26,6% dos casos envolvem familiares 

Gravidez precoce: 

  • 121 mil meninas de 13 a 17 anos já engravidaram  
  • Destas, 98,7% estão na rede pública de ensino (119.427 casos) 

E a saúde emocional 

  • 18,5% afirmaram que “a vida não vale a pena”  
  • Entre as meninas: 25%  
  • Já os meninos: 12% 

A Palavra de Deus dá direção e livra jovens da pressão por padrões 

Como orientação para os jovens, na Terapia do Amor, Renato Cardoso e Cristiane Cardoso alertaram que a sociedade impõe comportamentos e estilos como padrão; no entanto, quando o jovem prioriza a Palavra de Deus, desenvolve senso de propósito e deixa de seguir essas imposições.

Cristiane destacou que, na busca pela verdade, muitos jovens acabam se machucando e tomando decisões erradas, afastando-se do que é certo. “A Palavra de Deus é a única verdade. Quando a gente a conhece, entende que não precisa ser igual a todo mundo”, afirmou. 

Por fim, o Bispo Renato explicou que o encontro com Deus traz clareza e resolve conflitos internos. “Com a presença d’Ele você passa a ter clareza sobre o que fazer e direciona suas forças para aquilo que realmente agrega valor à sua vida”, conclui. 

Assim sendo, quando o jovem coloca a Palavra de Deus em prática, ele tem forças para vencer o maligno (1 João 2:14).

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Colaborador

Sabrina Rodrigues / Foto: iStock