Saiba como ser atendido no SUS

Sistema busca modernização para receber melhor o público

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O modelo gratuito e acessível a todos que hoje conhecemos do Sistema Único de Saúde (SUS), muitas vezes, alvo de críticas por falhas estruturais e operacionais, completa 36 anos em setembro. Antes de sua regulamentação em 1990, apenas trabalhadores formais vinculados à Previdência Social tinham atendimento garantido nos hospitais públicos. Hoje, segundo o governo federal, 76% da população (mais de 213 milhões de pessoas) depende diretamente do SUS. Ainda assim, há quem tenha dúvidas sobre como acessá-lo.

Práticas integrativas

A médica Sandra Sabino Fonseca, secretária-executiva de Atenção Básica, Especialidades e Vigilância em Saúde da cidade de São Paulo, afirma que o SUS tem se modernizado para atender melhor à população. “São Paulo, por exemplo, foi pioneira em diferentes serviços, como as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) [abordagens terapêuticas para prevenir, promover e recuperar a saúde] e a telemedicina. Em 2021, a produção de PICS ficou em 206 mil; já em 2025, pulou para 710 mil. De outubro de 2022 a 2026, foram realizados mais de 1,1 milhão de atendimentos nos Consultórios Digitais”, destaca.

Porta de entrada

Sandra afirma que a principal porta de entrada do serviço são as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). “É nelas que o munícipe apresenta suas demandas de saúde e encontra acolhimento, escuta qualificada, oferta de consultas e exames laboratoriais, além do controle de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. Também há acompanhamento de crianças, gestantes e puérperas, vacinação, ações de vigilância em saúde, visitas domiciliares e fornecimento de medicamentos [veja mais ao lado]”, exemplifica.

Tipos de consultas

As consultas ocorrem de duas maneiras: “Agendada, para casos em que o usuário já faz acompanhamento no serviço ou agendou previamente (acompanhamento de pré-natal, consulta de criança); ou por meio de uma queixa do momento (uma criança que teve febre à noite ou um hipertenso com a pressão alterada, por exemplo). Se a demanda for de maior complexidade, o usuário pode e será encaminhado para outros pontos da rede”, explica.

Necessidade direcionada

O SUS também oferece tratamento dentário. “A porta de acesso continua sendo a UBS mais próxima. Os serviços vão desde orientações de saúde bucal com escovação supervisionada até cirurgias e próteses. Em São Paulo, as UPAs [unidades de pronto atendimento] e outras unidades também contam com serviços de urgência em saúde bucal. Por isso, reforçamos que a população procure a UBS mais próxima e faça seu cadastro, caso ainda não tenha, para ser atendido e direcionado de acordo com a sua necessidade”, conclui.

 

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Colaborador

Eduardo Prestes / Arte: Gean França