“Para o radiologista, eu estava entregue à sorte”
Diagnosticada com câncer de mama, Rozangela da Silva iniciou o tratamento tardiamente, o que reduziu drasticamente suas chances de cura e preocupou os médicos
Em razão dos estudos e da necessidade de cumprir prazos e responsabilidades, a pedagoga Rozangela Ribeiro da Silva, de 56 anos, adiou a realização dos seus exames preventivos. “Durante os três anos e meio da faculdade, eu deixei de fazer exames e de me cuidar. Só que, quando decidi fazer um check-up, em janeiro de 2017, veio a surpresa. No primeiro exame de mama foi identificado um caroço. Não era maligno, mas eu precisava fazer acompanhamento”, relembra.
Seis meses depois, novos exames foram realizados e apontaram um crescimento incomum do nódulo. “Foi necessário fazer uma biópsia. Embora não tenha sido identificado como maligno, a médica recomendou a cirurgia para retirá-lo e assim foi feito. Em abril de 2018, passei por todo o processo cirúrgico e segui minha vida normalmente, com a orientação de retornar após algum tempo”, relata.
O que ela não imaginava é que na volta ao médico, que aconteceu somente em dezembro do mesmo ano, receberia uma notícia difícil, como detalha: “Durante a cirurgia, foi retirado material para proceder uma análise mais detalhada. Foi identificada a presença de um câncer de mama escondido atrás do caroço removido. Como eu não voltei imediatamente ao consultório, a médica ficou muito preocupada ao falar comigo e aquela reação foi um grande baque”.
Câncer de mama
Ele ocorre por causa da multiplicação desordenada de células anormais na mama, que formam um tumor maligno que pode invadir outros órgãos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no País e a principal causa de morte nessa população.
Sintomas: nódulo endurecido na mama ou na axila, alteração no formato do mamilo, retração da pele, aspecto de “casca de laranja”, vermelhidão, ferida que não cicatriza no mamilo e secreção com sangue.
Grupos de risco: mulheres acima dos 40 anos, com histórico familiar da doença, menarca precoce, menopausa tardia, primeira gravidez após os 30 anos, obesidade e alta densidade mamária.
Diagnóstico: feito por meio do exame clínico, de mamografia e outros exames de imagem, além de biópsia para confirmação.
Tratamento: ele depende do estágio da doença e pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo. O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura.
Prevenção: não há uma forma única de prevenir o câncer de mama, mas é possível reduzir os riscos com hábitos saudáveis, como manter o peso adequado, praticar atividade física regular, evitar o consumo de álcool e não fumar. A amamentação também é considerada fator de proteção.
Fontes: Ministério da Saúde e Instituto Nacional do Câncer (INCA).
Dor, desespero e medo
Com o diagnóstico tardio em mãos, Rozangela procurou dois especialistas. Ambos demonstraram preocupação com o caso, já que muitos meses haviam se passado desde a cirurgia e o tratamento precisaria ser adaptado. “O radiologista fez um verdadeiro alarde, disse que a radioterapia e a quimioterapia já não surtiriam efeito, que eu estava entregue à sorte e que a doença poderia voltar a qualquer momento. Na época, eu conhecia a fé, mas não tinha um compromisso com Deus e ouvir aquele diagnóstico me deixou desesperada.”
Sem ter a quem recorrer, ela fez uma oração a Deus e pediu que a cura viesse d’Ele. “Eu rejeitei a palavra do especialista e confiei na palavra de Deus. Comecei a fazer o tratamento indicado pelo médico, que duraria cinco anos. Nesse período, porém, um novo exame mostrou o surgimento de linfonodos e um novo caroço na mama esquerda, além de outro na mama direita. Eu fiquei arrasada porque estava seguindo o tratamento direitinho”, conta.
Voto com Deus
Sob o risco de ter de passar por uma nova cirurgia ou de precisar prolongar o tratamento, ela decidiu se posicionar espiritualmente em relação ao problema de saúde. “Eu fiz um voto com Deus pela minha cura. Passei a usar a minha fé e a água consagrada. Eu tomava a medicação com a água, sempre orava a Deus e pedia a minha cura completa.”
Não demorou muito para que ela obtivesse a primeira resposta, conforme esclarece: “No exame seguinte, realizado em 2023, os linfonodos tinham desaparecido da região da axila esquerda e o caroço também sumiu da mama direita. Foi uma vitória, mas continuei perseverando, pois ainda restava o nódulo na mama esquerda”.
A resposta
Ao longo de um ano, Rozangela fez votos no Altar pela cura definitiva e seguiu usando a água consagrada. Ela não precisou se submeter a nenhum procedimento cirúrgico e um novo exame, em julho de 2024, não apontou mais nenhum nódulo ou anormalidade. “Em outubro de 2024, recebi alta do oncologista e fui liberada da medicação. Neste ano, repeti os exames e ele estava dentro do normal. Fui completamente curada.”
Hoje, ela afirma que leva uma vida normal e destaca a importância da fé em seu processo de cura: “No começo, eu tinha muito medo, mas, quando entreguei minha vida a Deus e iniciei meu propósito com Ele, passei a ter a certeza de que Deus estava comigo e de que o poder d’Ele é ilimitado. Posso dizer que fui curada pela fé”, conclui.
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