8 de março: um chamado à Cura Interior da Mulher
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é uma data de reconhecimento e valorização. No entanto, os números revelam uma realidade que ainda exige atenção urgente. Em 2025, o Brasil registrou 1.518 vítimas de feminicídio — o maior número desde que a lei foi sancionada, há dez anos. Em 2024, já haviam sido contabilizadas 1.458 vítimas. Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Além disso, o canal federal de denúncias contra a violência à mulher recebe cerca de 400 notificações por dia, conforme divulgado pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
Diante desse cenário, a pergunta que surge é: onde essas mulheres encontram amparo?
A violência que não aparece, mas fere profundamente
De acordo com as Nações Unidas, a violência contra a mulher inclui qualquer ato que cause dano físico, sexual ou psicológico, bem como ameaças, coação ou privação de liberdade — tanto na esfera pública quanto na privada.
Entretanto, é preciso ampliar essa compreensão.
Muitas vezes, o abuso não deixa marcas visíveis. Ele se manifesta em palavras humilhantes, controle excessivo, manipulação financeira, chantagens emocionais ou coerção sexual. E não ocorre apenas entre casais.
Há mulheres que sofrem agressões psicológicas dentro da própria casa. Filhas que enfrentam opressão emocional. Mães feridas por palavras duras. Esposas controladas financeiramente. Vítimas que, mesmo cercadas de pessoas, sentem-se sozinhas.
São dores silenciosas — mas reais.
Um evento inédito com foco na mulher que sofre
Diante dessa realidade, neste domingo (8), a Igreja Universal realizará o Dia da Cura Interior da Mulher — um encontro inédito voltado especialmente àquelas que carregam traumas, abusos e marcas emocionais.
Durante o programa Inteligência e Fé, o Bispo Renato Cardoso, acompanhado do Pastor Roni Negreiros destacou que esta será a primeira vez que a Igreja promoverá um evento com foco específico na mulher ferida. “Quando falamos de abuso, muitos associam apenas à agressão física. Mas existe o abuso psicológico, econômico e sexual. E ele não acontece somente entre marido e mulher”, explicou.
Portanto, o convite se estende a todas que enfrentam qualquer tipo de opressão — seja dentro do relacionamento, na família ou em outro ambiente.
Durante reunião do Encontro com Deus, realizada no último domingo, Bispo Renato também destacou que o objetivo não é levantar nenhuma bandeira, mas sim um clamor pelas mulheres feridas, machucadas, sejam mães, sejam esposas, sejam filhas, não importa o que e nem quem as feriu.
“Jesus, uma vez, vendo uma mulher a chamou e disse: ‘mulher, está livre da tua enfermidade (leia em Lucas 13:10-17). Aquela mulher que Jesus curou estava havia 18 anos enferma, vítima de um espírito que a escravizava, e Jesus a libertou. Deus olha para aquelas pessoas aflitas, aquelas pessoas que ninguém olha”.
Um refúgio seguro
A Igreja deve ser um refúgio de acolhimento, onde as mulheres se sintam seguras, ouvidas e amadas. Mais do que uma reunião, este será um momento de restauração emocional e espiritual.
O encontro acontecerá no Templo de Salomão às 7h, 9h30 e 18h, na Avenida Celso Garcia, 605 – Brás, e também em todas as Igrejas Universal.
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No Dia Internacional da Mulher, a proposta vai além das homenagens. A iniciativa oferece aquilo que muitas precisam com urgência: cura para a alma, força para recomeçar e a oportunidade de se levantar — não mais curvada pela dor, mas fortalecida pela fé.