“Passei por uma mudança que foge aos padrões humanos”
Vivendo à base de bebidas, drogas e relacionamentos frustrados, Rebeca Felix só buscou ajuda depois de muito sofrimento
Quando estava na escola, a recepcionista Rebeca Felix, de 25 anos, foi apresentada ao mundo dos vícios. Por meio de amigos, ela teve o primeiro contato com o cigarro, a bebida e a maconha. Aos poucos, o que era tratado como mera diversão se tornou incontrolável. “Todos os dias eu tinha que beber pelo menos uma cerveja e usar cocaína, porque eu não conseguia dormir”, lembra.
Com uma vida de noitadas, ela se envolveu com muitos rapazes na tentativa de preencher seu vazio interior. Sem conseguir aplacar a dor, Rebeca buscou algo novo. “Aos 16 anos, fui apresentada a uma moça que já se relacionava com mulheres e decidi embarcar nesse relacionamento. Foram três anos de muitas traições, brigas e ciúmes. Passamos a morar juntas e me afundei ainda mais no mundo das drogas. Eu não tinha mais sonhos, nem planos e projetos”, relata.
Rebeca conta que, naquele período, sua mente foi tomada por pensamentos de morte. Ela, que já vivia com ansiedade e depressão, passou a acreditar que seria melhor sumir e dar fim à sua vida. “Eu queria acabar com aquela dor e, por isso, tentei me suicidar diversas vezes”, conta.
A dor na alma
Rebeca já conhecia a fé, pois frequentara a Universal com a mãe durante a infância. Nos períodos de maior angústia, ela diz que recorria ao que a fazia se lembrar de Deus: as músicas. “Eu colocava louvores para ouvir e por alguns momentos eles me davam alívio, mas, como não havia um arrependimento sincero ou uma mudança, aquela dor voltava a me afetar”, diz.
Os problemas passaram a ser cada vez mais constantes. Ao descobrir mais uma traição, ela decidiu dar um basta no relacionamento, como explica: “Eu peguei todas as minhas coisas e retornei para a casa da minha mãe decidida a viver uma nova vida. No começo, eu ainda saía à noite com os amigos, mas aquilo já não fazia mais sentido para mim. Era como se eu não pertencesse mais àquele lugar”.
O recomeço
A primeira decisão de Rebeca foi buscar orientação de um pastor na Universal, mas o que ouviu mexeu com seu orgulho: “Com toda a paciência, ele me falou da necessidade de abandonar o pecado para recomeçar e de abrir mão do meu passado, mas eu estava apegada à faculdade que a moça com quem eu vivi pagava para mim. Resisti e fui para outra denominação, mas a minha vida não andou e eu retornei à Universal”, declara.
Foi necessário perdoar, cortar os laços com o passado e depender apenas de Deus para passar por uma transformação. Ela detalha qual foi sua decisão: “Eu resolvi me entregar, me batizei nas águas e segui as orientações que recebi do homem de Deus. A cada dia, eu fui mudando no exterior e, principalmente, no meu interior. Até que chegou o momento em que tive o meu encontro com Deus. Ali passou um filme na minha mente e Deus me deu uma paz que eu ainda não conhecia. Posso dizer que passei por uma mudança que foge aos padrões humanos”.
Jornada de fé
Hoje, Rebeca ajuda outros jovens a superarem situações semelhantes às que ela viveu no passado, de vícios e escolhas equivocadas. “Meu objetivo agora é conhecer cada vez mais o Senhor Jesus, porque a nossa experiência com Ele é diária. Eu abro mão do meu eu diariamente para receber o tudo de Deus”, conclui.
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