thumb do blog Renato Cardoso
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PRISIONEIRO NA PRISÃO DE LUXO

Quando não perdoamos, os ferrolhos não prendem o outro: prendem a nós mesmos

Fé é compreender que a Palavra de Deus sempre vai além do óbvio. Provérbios 18:19 afirma que “o irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte, e as contendas são como os ferrolhos de um palácio”. Esse texto descreve exatamente o que acontece quando alguém se permite ser ofendido: a pessoa se fecha.

Assim como um castelo protegido por ferrolhos, o ofendido levanta defesas. Ele se fecha para quem o feriu e, muitas vezes, para quem não fez nada. Tudo para evitar uma nova dor. Mas, ao fazer isso, acaba se aprisionando.

Ofender-se é uma escolha

É verdade que não temos controle sobre o que os outros dizem ou fazem. No entanto, temos controle sobre o que aquilo fará conosco. A ofensa só entra quando permitimos.

Eu não escolho o ataque, mas escolho se aquilo vai me ferir ou se vai bater e voltar. Por isso, ofender-se só é fácil quando eu dou permissão.

Quase nunca é sobre o ofendido

Outra verdade libertadora: quase nunca a ofensa é sobre quem foi ferido. Na maioria das vezes, ela revela o estado emocional, o caráter ou a falta de controle de quem ataca.

Pessoas magoadas machucam. Pessoas desequilibradas explodem. Quando entendo isso, paro de absorver a ofensa e passo a aprender com o ocorrido, decidindo com sabedoria como lidar com aquela pessoa dali em diante.

Quando a ofensa vira contenda

O problema surge quando alguém decide “não deixar barato”. A pessoa devolve a ofensa, aumenta o tom e cria uma contenda. Se todos fizerem isso, ninguém permanece de pé.

Por isso, a Palavra também nos alerta a não ofender gratuitamente. Não posso usar a desculpa de “sou assim mesmo” para ferir os outros. Jesus foi claro: trate as pessoas como você gostaria de ser tratado.

O poder da mágoa não perdoada

Quando eu não perdoo, algo grave acontece: eu me torno prisioneiro. A pessoa que me feriu passa a influenciar minhas decisões. Mudo caminhos, horários e lugares para evitá-la. Sem perceber, continuo vivendo em função dela.

Ela vai embora, mas passa a morar — sem pagar aluguel — na minha mente e no meu coração. Isso é viver em um palácio com ferrolhos na porta. Uma verdadeira prisão de luxo.

A higiene diária do coração

A solução é simples e espiritual. Jesus ensinou no Pai-Nosso: “Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.”

Assim como cuidamos do corpo todos os dias, precisamos higienizar o coração diariamente. Orar, perdoar, liberar. Quantas vezes? Setenta vezes sete. Em outras palavras, sempre que for necessário.

Quem não perdoa continua preso. Quem perdoa escolhe a liberdade.

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Colaborador

Bispo Renato Cardoso