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Notícias | 9 de agosto de 2019 - 11:26


Time de futebol explora corpo de mulheres para vender uniforme

Como a sensualidade desmedida das propagandas prejudica a sociedade

O Goiás Esporte Clube está lançando sua nova camiseta. Embora seja uma peça bonita, a roupa ficou mais famosa pela publicidade do que por sua beleza em si. Isso porque, para lançar a camiseta, o time resolveu apostar em mulheres sensualizando, deixando a própria roupa em segundo plano.

Contudo, a propaganda da camiseta gerou muitas críticas na internet. Muita gente afirmou que o vídeo trata as mulheres como objeto e abusa em explorar a sensualidade das modelos. Isso, justamente, quando as mulheres esportistas estão lutando por mais igualdade no futebol, um esporte historicamente machista.

À imprensa, o presidente do clube, Marcelo Almeida, afirmou que não enxerga a peça publicitária como algo que possua excesso de sensualidade ou sexismo (atitude de discriminação fundamentada no sexo):

“Não teve tanto sensualismo e nem motivo para tanta polêmica. Eu vi um vídeo externando a beleza da mulher goiana, que é uma característica de nosso estado. Não vi exploração de imagem”.

Para ele, o conteúdo do vídeo é “normal”.

E será que o normal é bom?

É considerado normal o que as pessoas encaram como rotineiro. Ou seja: algo que é visto a todo momento torna-se normal, sendo bom ou não. E é exatamente isso que o sexo se tornou na sociedade. O presidente do Goiás acerta ao afirmar que o conteúdo do vídeo é “normal”. O que não significa que seja moral, ético ou mesmo bom.

Em seu blog, o escritor Renato Cardoso, autor do livro “Casamento Blindado 2.0”, ressalta que “o sexo hoje é o papel de parede da nossa sociedade. Está lá, decorando tudo ao nosso redor. Na moda. Na TV. Nas publicidades”.

Assim, a propaganda da nova camiseta do Goiás é mais um conteúdo entre milhões que utilizam o sexo como forma de chamar atenção.

O problema é que esse tipo de conteúdo não constrói nada de positivo. Ao contrário: destrói. Casamentos, famílias, moralidade. Tudo isso se perde quando as pessoas acreditam que para vender uma camiseta é necessário expor o corpo de mulheres.

“O resultado disso? A banalização. O tédio. Os vícios sexuais. Sim, o que a sociedade sexualizada tem feito aos casais é despertar um grande interesse em sexo com outras pessoas, não com o cônjuge”, afirma Renato Cardoso.

– Leia também: Cidade mexicana aprova sexo em rua pública

De acordo com ele, esse excesso de sexo na sociedade influencia “maridos que estão deixando a mulher de verdade ao seu lado pelas virtuais. E esposas frustradas, porque sentem que estão numa competição injusta com as mulheres artificiais cobiçadas por seus maridos”.

Dessa maneira, embora seja normal ver peças publicitárias como essa no dia a dia, nem o homem nem a mulher podem se deixar influenciar por esse tipo de conteúdo. E a maneira de fazer isso é evitando dar atenção a esse tipo de coisa. Blinde sua mente. Proteja sua família.

Essa banalização do sexo tem causado a infecção de mais de 1 milhão de pessoas por dia com doenças sexualmente transmissíveis, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Leia mais sobre essa epidemia de DST, clicando aqui.


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