Os perigos na alimentação começam desde cedo

Estudos indicam que alimentos ultraprocessados aumentam a incidência de doenças cardíacas, cânceres e obesidade

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Estudos publicados pelo periódico British Medical Journal, uma das mais importantes revistas sobre saúde no mundo, indicam que alimentos ultraprocessados aumentam a incidência de doenças cardíacas, cânceres e obesidade.

As pesquisas foram realizadas pela Universidade de Paris (França) e pela Universidade de Navarra (Espanha). De acordo com elas, esse tipo de alimento faz muito mal aos adultos, mas quem sofre mais são as crianças. Isso porque o organismo delas ainda está em formação e elas precisam de mais energia saudável.

Infelizmente, as crianças são o público-alvo da maioria desses produtos.

O que são alimentos ultraprocessados?

Chocolate, linguiça, salsicha, frios, sopas instantâneas, sorvetes, refrigerantes, nuggets, pão industrializado, refeições vendidas prontas e congeladas… A lista de ultraprocessados é grande.

Em resumo, alimento ultraprocessado é aquele que precisa ser processado diversas vezes pela indústria antes de chegar ao consumidor. Nesse processo industrial os alimentos perdem seus bons nutrientes e ganham açúcares ruins, conservantes e corantes diversos.

Esses alimentos, geralmente, não satisfazem a fome do consumidor. Já reparou como é quase impossível parar de comer um pacote de bolacha ou de salgadinho? Isso é proposital. Pois, com fome, o consumidor compra mais.

Os problemas são as substâncias que os ultraprocessados possuem. Elas não oferecem energia, nutrientes ou fibras suficientes. Em contrapartida, por serem práticos de comer, substituem frutas, verduras e vegetais na dieta de muita gente.

Mudando hábitos e valores

Segundo a revista “Archives of Pediatrics and Adolescent Medicin” (Arquivo de Medicina Pediátrica e Adolescente, em inglês), a pressa para executar as atividades do dia a dia, por exemplo, tem levado muitas famílias a abandonar o costume de se sentar à mesa para comer, afetando negativamente a saúde das crianças.

Em muitos casos, o que falta é uma integração maior entre os membros da família. O que acontece, porém, é que hoje em dia, na maioria das casas, cada membro da família faz suas refeições em horários diferentes, uns na frente da televisão, outros usando o celular e, claro, se alimenta muito mal.

“Por dispormos de pouco tempo, é comum que nos afastemos uns dos outros, mesmo morando sob o mesmo teto”, ressalta Neia Dutra, que é coordenadora do projeto Escola de Mães . O grupo realiza, constantemente, atividades diversas com as mães e pais também, a fim de orientá-los sobre as mais diversas situações que envolvem a criação dos filhos, seja no aspecto físico como espiritual também.

 Saiba mais sobre o grupo Escola de Mães

O programa social teve início em 2012 e atua em todo o País com o objetivo de valorizar e prestar assistência aos pais que desejam superar as dificuldades de criar filhos com os desafios que as famílias precisam enfrentar no século 21, como as novas tecnologias que expõem os jovens a riscos sociais intensos.

As atividades englobam palestras e orientações individuais, nas quais os pais recebem o suporte para educar e manter uma relação cotidiana saudável com os seus filhos, sempre com base nos valores da família.

Caso tenha interesse em participar, clique aqui.

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Colaborador

Andre Batista / Foto: Getty Images