Jovens se unem no que chamam de “bancada evangélica de esquerda”

O grupo de pré-candidatos é formado por jovens paulistas. Entenda por que essa onda é questionável

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A cada nova eleição, surgem novas frentes parlamentares lutando por algum movimento. A novidade para as eleições municipais deste ano, em São Paulo, é a autodenominada “bancada evangélica de esquerda”. 

Ela é formada por 20 pré-candidatos a vereadores de diversos partidos esquerdistas de várias cidades do estado. O grupo diz que pretende lutar contra o “equívoco teológico” promovido pela atual bancada evangélica. 

Eles surgiram, ainda, dizendo que lutarão contra os parlamentares evangélicos conservadores e neopentecostais. Entre os participantes estão membros de movimentos coletivistas como o feminismo e o LGBT, em sua maioria, jovens. 

Cristão de esquerda?

O novo movimento mostra alguns pontos a serem observados pelos cristãos. Por isso, separamos em uma série de três artigos que vão esclarecer – ao verdadeiro cristão – o porquê esse movimento não passa de mais um movimento da esquerda, a fim de tentar deturpar a Palavra de Deus. 

Para justificar um cristão ser de esquerda há duas opções: ou ele não entende o que é esquerda ou não sabe o que é ser cristão. Isso porque, é sabido que países que utilizam políticas de esquerda vivem sob regimes absolutistas, que têm como um de seus objetivos cercear liberdades dos indivíduos, inclusive, a religiosa. 

Atualmente, a fé cristã é extremamente perseguida em países com regime comunista, por exemplo. De acordo com a Lista Mundial da Perseguição, feita pela organização Portas Abertas, a Coreia do Norte é o país onde mais se persegue cristãos no mundo. Por lá, o regime de governo é o comunista.

No entanto, países que tiveram influências da Rússia, antiga União Soviética, ainda hoje comunistas, também perseguem, discriminam e até torturam aqueles que professam a fé no Senhor Jesus, como é o caso da própria Coreia do Norte, já citada nesta reportagem, China, Vietnã e Cuba.

Incoerência

Recentemente, o Bispo Renato Cardoso dedicou o programa “Entrelinhas” para explicar os motivos pelos quais um cristão não pode ser de esquerda (você pode rever na íntegra, clicando aqui).

A verdade é que o comunismo é um esquema ateísta. Deus é o Estado. O Estado é quem cuida do indivíduo, logo, a igreja em si é vista como concorrente do comunismo. “É por isso que você vê, por exemplo, na China é proibido ter a Bíblia e ter um trabalho da Igreja”, destacou o Bispo Renato Cardoso, durante o programa.

Isso acontece, no entanto, porque a Igreja vai diretamente contra os ensinamentos principais da esquerda. É por esse motivo que o cristão deve lutar pela liberdade que o Senhor Jesus garantiu com tanto sacrifício, afinal, ela foi  conquistada por um preço altíssimo que o próprio Senhor Jesus pagou pela nossa vida, a fim de que não ficássemos escravos de ninguém.

E a gente vê que na sociedade, onde o governo de esquerda está no poder, as pessoas são podadas de sua liberdade. “A esquerda quer controlar o que a gente pode falar com o politicamente correto, por exemplo”, ressaltou o Bispo.

Por isso, o cristão deve estar sempre atento aos movimentos que possuem “discursos bonitos” e populistas. É fundamental que ele saiba questionar, conheça a origem dos movimentos e, acima de tudo, conheça a fé que professa, pois, assim, conseguirá identificar as farsas que surgem por aí.

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Colaborador

Rafaela Dias / Foto: Getty Images