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Notícias | 9 de maio de 2019 - 11:19


Detentas participam de oficina de culinária em Minas Gerais

Mulheres têm aprendido um novo ofício para ajudar na ressocialização. Confira como foi mais esse curso promovido pela UNP do estado

Desprezo, discriminação, humilhação e indiferença. Estas são apenas algumas situações enfrentadas por quem tenta recomeçar a vida depois de ter ficado atrás das grades. Conseguir se reinserir na sociedade é um desafio a ser vencido por quem já cumpriu pena, independentemente do tempo que ficou preso.

Dados coletados pelo Monitor da Violência, em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelaram que cerca de 18% dos detentos trabalham hoje no país e 12,6% estudam. Os números ainda são muito baixos diante dos 737 mil presos do sistema, incluindo os do regime aberto.

Uma nova chance

Para tentar mudar este quadro, o grupo Universal nos Presídios (UNP), em todo o Brasil, vem se empenhando em ajudar os presos, por meio de cursos e oficinas.

Recentemente, as detentas do Complexo Penitenciário Estevão Pinto, localizado em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, participaram de uma oficina de culinária.

Na ocasião, todas as 125 reeducandas aprenderam a fazer coxinhas, um salgado muito apreciado em festas, comemorações e que pode render um bom lucro a quem produz e vende.

O curso teve início no mês de abril passado e será finalizado no dia 15 de maio. Cada aula tem duração de duas horas e é ministrada em diferentes alas do complexo.

“A ação deu início por notarmos no meio das reeducandas a dificuldade que muitas encontram em seu regresso à sociedade, pela falta de qualificação profissional. Com intuito de mostrarmos o poder da superação e desenvolvermos a autoestima dessas mulheres, surgiu a ideia de trabalharmos levando essas oficinas sempre uma vez por mês”, disse o Pastor Eduardo dos Santos, atual responsável pelo trabalho da UNP no estado de Minas Gerais.

Há dois anos a UNP realiza um trabalho evangelístico assíduo na Penitenciária Estevão Pinto. Além disso, eles também têm como objetivo expandir esses cursos a outros presídios. “Queremos levar os cursos e as oficinas para os outros 40 presídios femininos e misto do estado”, pontuou.

“Na oficina de coxinhas, ensinamos a preparação da massa, como armazenar, até os custos e lucros que elas poderão ter. Também temos como objetivo, a cada mês, desenvolver uma oficina diferente como a de doces gourmet, pães, bolos, e em outras áreas também, como artesanato”, acrescentou o Pastor.

Trabalho incansável

Já são mais de 27 mil pessoas dispostas a ajudar quem se encontra atrás das grades. Os voluntários da UNP estão espalhados por todo o Brasil e em mais de 50 países.

Dados atualizados mostraram que o grupo já realizou mais de 6 mil eventos como café da manhã, esportes, cinema, entre outros, para presos, familiares e funcionários. O grupo também já doou cerca de 315 mil kits de higiene, 39 mil cestas básicas, mais de 570 mil livros e Bíblias, além de 5.500 informativos.

Faça parte você também

Se você quer conhecer mais a respeito das ações realizadas em todo o País pelo grupo Universal nos Presídios, acesse e curta a página oficial nas redes sociais. Clique aqui e confira.

Ou procure uma Universal mais próxima de sua casa e saiba como participar das atividades do grupo. Clique aqui e veja o endereço.


  • Sabrina Marques / Fotos: Cedidas 



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