thumb do blog Núbia Siqueira
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O vento faz a curva. E nós?

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Imagem de capa - O vento faz a curva. E nós?

Às vezes, aquilo que parece força é apenas obstinação — um jeito duro de quem não quer mudar ou tem vergonha de admitir que está errado. Mas mudar não é fraqueza.

Mudar é humildade de quem reconhece que não sabe tudo. Mudar é entender que o mundo não segue o nosso roteiro e que, em vez de sermos inflexíveis, rígidos e teimosos, precisamos aprender, ouvir, entender.

O vento ensina que, para continuar existindo, é preciso se ajustar. Ele se dobra, contorna, muda de direção — não porque é fraco, mas porque é sábio. Ele se curva para continuar o seu caminho.

Ele sabe que, para permanecer inteiro, precisa se quebrar um pouco todos os dias. Nós, porém, insistimos em bater de frente. Passamos anos empurrando o mesmo obstáculo, como se a insistência em certas atitudes fosse prova de fé.

Como se sentir dor autoimposta fosse um ato de coragem. Bater de frente por anos contra algo que só nos machuca é buscar sofrimento com as próprias mãos.

Há rotas que são erradas — e é por isso que Deus não responde certos pedidos. Ele não está nos punindo; está nos protegendo e buscando nos conduzir à Sua vontade. Então, deixar de ser teimoso não é desistir, mas amadurecer.

Ouvir conselhos não é perder identidade. Ajustar-se não é derrota. Renunciar não é covardia.

Quando Deus permite o vento, Ele quer que aprendamos a fazer a curva. A curva certa, na hora certa, do jeito certo.

Pode ser que hoje o seu maior ato de coragem seja desistir de algo. Renunciar a uma vontade sua para continuar existindo, respirando, caminhando, crendo. Porque insistir no que não funciona não é persistência — é burrice.

E o vento, sábio como é, já entendeu isso faz tempo. E nós?

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Colaborador

Núbia Siqueira / Foto: iStock