Menos camadas e mais naturalidade
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Lembro-me da paixão pelos batons, esmaltes e acessórios desde muito cedo.
Com uns quatro anos, guardo na memória os sábados à tardinha acompanhando minhas tias — solteiras na época — enquanto arrumavam o cabelo e se maquiavam. Eu ficava ali, fascinada, tentando conquistar um pouco de cor no rosto, querendo imitar o brilho delas.
Esse gosto aumentou quando trabalhei por três anos como demonstradora de produtos de beleza de marcas internacionais. Era obrigatório ter o cabelo bem penteado, as unhas feitas e a maquiagem completa todos os dias. Então, a vaidade me acompanhou por muitos anos.
Mas chega um momento em que a vida começa a pedir menos camadas e mais naturalidade. Não é abandonar o cuidado, mas tentar se aproximar do que é verdadeiro.
É libertar-se da obrigação de esconder cada mancha, cada fio branco e cada ruga que o tempo marcou. A maquiagem continua sendo aliada, mas não precisa ser uma prisão.
A tinta pode colorir, mas não precisa esconder rigorosamente cada fio que insiste em nascer. Há beleza e honestidade em permitir que a vida apareça como ela é ou o mais próximo do que queremos que ela seja.
Falo por mim: escolher viver com menos artifícios tem me libertado demais. Por que, sinceramente, que vida é essa que exige tanto disfarce para existir?
A perfeição na aparência não é mesmo o objetivo, e está tudo bem assim.
Então, eis a pele como ela é. Eis o cabelo mudando a cada dia, acompanhando as oscilações hormonais. Eis um grande cansaço no fim do dia em forma de foto.
Por fim, mais naturalidade dá leveza à vida, que já é tão difícil!
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