E quando todos querem ser pavões?
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O pavão é imponente, com suas penas coloridas e cheias de desenhos que lembram olhos.
É impossível não chamar a atenção quando abre a sua cauda — se é que podemos chamar assim — num leque brilhante.
É uma verdadeira obra de arte viva, cheia de formas e cores que encantam.
Já a pavoa permanece discreta, simples e singela na sua aparência. Quando a procurei no viveiro, foi difícil encontrá‑la, pois se misturava facilmente com as outras aves do recinto.
Já reparou que, na natureza, nem tudo foi feito para aparecer?
Há quem brilhe, e há quem permaneça invisível aos olhos. Mas, ambos têm o seu lugar.
O mais importante de tudo é cumprir o propósito do Criador. Porque a beleza não está apenas no que se mostra, mas também naquilo que sustenta silenciosamente aquilo que aparece.
Vivemos num tempo em que muitos querem ser vistos, admirados, notados. Em outras palavras, todos querem ser pavões.
E poucos compreendem o valor de passar despercebidos, de parecerem simples ou até irrelevantes.
Mas há uma verdade que precisa ser considerada: nem todos foram chamados para se destacar. Nem todos terão “penas de pavão” para exibir.
E não é isso que faz diferença no Reino de Deus, pois, o essencial é cumprir o propósito para o qual cada um foi chamado.
Aos olhos de Deus, não há beleza maior do que permanecer fiel ao papel que Ele confiou.
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