‘Women in Action’ realiza 16 dias de ativismo na África do Sul e Namíbia

Iniciativas levaram apoio e escuta a mais de seis mil mulheres vítimas de violência

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Entre os dias 25 de novembro e 10 de dezembro, o grupo Women in Action (Mulheres em Ação) promoveu ações sociais na África do Sul e na Namíbia durante a campanha global “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra Mulheres e Crianças”, mobilização que busca conscientizar e combater a violência de gênero. A iniciativa ocorre em um cenário alarmante em que o continente africano registra as maiores taxas de feminicídio do mundo.

Durante o período, voluntárias atuaram em diversas províncias sul-africanas e também na Namíbia, com aconselhamento, palestras, rodas de conversa e conscientização. As ações incluíram a doação do livro “Da Ferida à Cicatriz”, da autora Márcia Pires, e a criação de espaços seguros para compartilharem experiências e receberem orientação. Mais de 6 mil foram atendidas gratuitamente.

Em um centro de mulheres, uma funcionária relatou que elas precisam de apoio para lidar com seus traumas: “O livro foi muito bem recebido, especialmente neste período do ano, quando estão mais vulneráveis e muitas não conseguem desabafar”.

As atividades aconteceram em abrigos, orfanatos, centros comunitários e urbanos, hospitais e praças públicas. Em locais como Bloemfontein e Windhoek, a abordagem direta permitiu alcançar diversas pessoas, incluindo profissionais da saúde e familiares, fortalecendo a rede de apoio e o diálogo.

Segundo a UNICEF, cerca de 16% das mulheres entre 15 e 49 anos na África do Sul já sofreram algum tipo de violência física, emocional e/ou sexual. Na Namíbia, esse índice foi de 28%, sendo as agressões física e emocional as mais relatadas; além disso, no país, as adolescentes são mais propensas a serem vítimas de seus parceiros do que as mais velhas.

Ao longo de todo o ano, o Women in Action mantém conselheiras disponíveis para orientar sobre direitos, sinais de abuso e caminhos para a recuperação emocional, sempre com confidencialidade e empatia. O impacto da campanha vai além dos números, refletindo em vidas acolhidas e na mensagem clara de que ninguém precisa sofrer em silêncio.

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Colaborador

UNIcom