Voluntários do Unisocial alimentam moradores de rua na quarentena

Em parceria com o governo, programa social na Namíbia prepara refeições e distribui cestas básicas para sem-teto da capital

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A crise causada pela pandemia do novo coronavírus piorou a situação da Namíbia, que estava se recuperando de uma grave seca que atingiu o país por três anos. Tendo em vista a necessidade de apoio urgente à população, o programa social Unisocial, da Igreja Universal do Reino de Deus, reuniu seus voluntários para distribuir 22 mil refeições e cestas básicas a famílias carentes.

Desde o início da quarentena no país, em 27 de março, o Unisocial, em parceria com o governo, assiste a 800 moradores de rua que foram levados para abrigos improvisados nos bairros de Katutura e Komasdal, subúrbio de Windhoek, capital namibiana. Diariamente, são preparadas cerca de 600 refeições, elaboradas por 42 voluntários.

Para o responsável pelo trabalho da Universal no país, André Luiz, em meio à situação delicada que o país e o mundo enfrentam, a solidariedade tem ajudado muitas pessoas desamparadas.

“É um desafio nunca encarado antes por nossa geração. As pessoas estão fragilizadas e o pior de tudo é que as portas da Igreja estão fechadas em cumprimento às medidas preventivas. O trabalho social da Universal é um raio de esperança para muitos, especialmente para aqueles que não podem contar com ninguém”, explicou.

A assistente social do Ministério da Saúde Rene Adams agradeceu a iniciativa e o apoio do Unisocial neste momento tão difícil. “O Unisocial foi nota 10. Estendeu a mão e se apresentou pronta para servir. Realmente, o Unisocial merece uma salva de palmas pelo excelente trabalho”, avaliou ela.

Com a ajuda de membros da Universal e comerciantes de diversas cidades, o Unisocial arrecadou mais de 3 toneladas de alimentos não perecíveis.

A miséria se alastra
De acordo com o último relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a Namíbia é o segundo país no ranking da desigualdade mundial.

Depois de uma grave crise que se instalou no país em 2019, ocasionada por uma forte seca que durou três anos, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) calculou que um terço da população enfrentaria uma grave insegurança alimentar aguda. Em razão da Covid-19, o diretor-executivo do Ministério da Agricultura, Percy Misika, estima que essa porcentagem será ainda maior e poderá atingir aproximadamente 700 mil pessoas nos próximos meses.

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Colaborador

 UNICom / Fotos: Cedidas