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Notícias | 21 de Fevereiro de 2021 - 19:34


Você conhece o poder ressocializador da Fé?

Condenados a um futuro sem perspectivas, adolescentes infratores e crianças tuteladas pelo Estado são acolhidos pelo trabalho dos voluntários da Universal. Confira

Você conhece o poder ressocializador da Fé?

A adolescência, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, corresponde à faixa etária dos 12 aos 18 anos. Nesta fase, se o jovem ainda é menor de idade (tem menos de 18 anos) e comete um delito, ele é chamado de adolescente infrator e é submetido a medidas socioeducativas com ou sem restrição da liberdade, dependendo do seu ato infracional.

Na vida desses adolescentes infratores há uma série de influências que os conduziram às más escolhas. E, quando são encaminhados a uma unidade socioeducativa, muitos se sentem desamparados e condenados a um futuro sem nenhuma perspectiva e podem voltar para a criminalidade ao sair de lá.

Com o intuito de alcançar esses adolescentes para que possam ser reinseridos na sociedade e tenham suas vidas transformadas, há mais de 20 anos a Universal atua nestas unidades do Brasil e do mundo por meio do programa Universal Socioeducativo (USE).

O programa realiza também, há dois anos, atividades em casas de acolhimento por meio do Movimento Socioabrigo. Isso porque muitos adolescentes que cumprem as medidas socioeducativas, quando saem das unidades, são encaminhados a esses abrigos porque não têm amparo familiar. Outros já vivem nesses locais antes mesmo de serem encaminhados às unidades socioeducativas.

Atualmente, o grupo conta com 8 mil voluntários no Brasil, que realizam atividades em 440 de aproximadamente 500 unidades socioeducativas existentes e em 401 casas de acolhimento. Já são mais de 7 mil jovens recuperados em todo o País e que hoje propagam a Palavra de Deus da mesma forma que um dia a ouviram. A seguir você conhecerá exemplos com as histórias do Douglas, da Laura e do Mateus.

Mudança de pensamento
Douglas Afonso da Silva, de 24 anos (foto a dir.), cresceu sem a presença do pai, que estava preso. Para vê-lo, sua avó o levava às audiências no fórum ou em visitas ao presídio. O jovem foi criado por uma vizinha e, apesar de ter sido bem tratado por ela, ele não entendia por que suas irmãs e seus primos moravam com seus respectivos familiares e ele não. “Cresci com esse complexo de rejeição e achando que eu fosse o problema. Eu tinha dentro de mim um vazio muito grande, revolta e frustração. Eu não tinha perspectiva de vida.”

Quando ele tinha 14 anos, um colega lhe ofereceu drogas. “Onde eu morava, ver outros jovens consumirem e traficarem drogas era normal. Para sustentar meu vício, comecei a traficar e a roubar. Tive seis passagens por tráfico em unidades da Fundação Casa. Ao todo, foram dois anos e três meses de cumprimento de medidas socioeducativas.”

Durante esse tempo, Douglas conheceu o grupo Universal Socioeducativo. “Os voluntários eram a nossa família. Eles levavam poder, Fé e Salvação e acreditavam no nosso recomeço”, afirma. Foi nesse período que ele reconheceu que precisava mudar. “Eu alcancei poder, dinheiro e mulheres no tráfico, mas vi que nada disso supria minha verdadeira necessidade. Então, percebi que precisava de ajuda e de Deus. Os ensinamentos que os voluntários da Universal levavam começaram a mudar o meu modo de pensar. Foi como uma luz no fim do túnel, um norte que indicou que minha vida seria transformada”, revela.

Quando Douglas saiu da unidade socioeducativa, já decidido a deixar a vida errada, ele passou a frequentar a Universal. Ele se batizou nas águas e passou a buscar também o batismo com o Espírito Santo porque entendeu que Ele era a condição primordial para permanecer firme neste mundo. Para praticar o que a Palavra de Deus lhe ensinava, Douglas sacrificou a própria vontade. Dois meses depois, ele recebeu o Espírito Santo.

Totalmente transformado, sua relação consigo mesmo e com a família mudou. Ele era voluntário do grupo e trabalhava no ramo da construção civil quando o desejo de fazer mais por aqueles que sofrem falou mais alto. Então, recentemente, Douglas renunciou aos seus planos para se dedicar à vida de pastor. “Eu quero dar às pessoas o que Deus me deu”, conclui.

Livre da culpa
Se a desestrutura familiar levou Douglas à criminalidade, um envolvimento amoroso foi o fio condutor para Laura Meloqueiro Martins, de 20 anos (foto a esq.), entrar neste mundo. Na adolescência, Laura buscou suprir sua carência com relacionamentos. Aos 15 anos, ela conheceu um rapaz na escola e começou a namorar. Depois de um tempo, ele se mudou para outra cidade e, então, eles romperam o namoro. Assim que ele regressou, eles reataram.

Laura conta que o namorado estava diferente daquela pessoa que ela tinha conhecido. “Ele voltou mais agressivo, envolvido com drogas e o nosso relacionamento se tornou abusivo.” Ela lembra que ele tinha um ciúme doentio dela e a controlava. “Ele achou que um rapaz estava interessado em mim, o que não era verdade, e quis matá-lo. E o pior foi que ele me forçou a participar do crime com a ameaça de fazer mal à minha família se eu não o ajudasse.”

Por medo, Laura aceitou o que o namorado queria. “Eu e outra garota atraímos o rapaz até o lugar que o meu ex-namorado pediu. Chegando lá, ele e outro menino o levaram para o local onde cometeram o crime. O pior momento foi acordar no dia seguinte e perceber o que eu tinha feito. Aquilo doeu tanto que eu me sentia morta por dentro. A culpa me tomou de tal forma que eu mesma me entreguei à polícia.”, relata.

O ex-namorado de Laura, por ser maior de idade, foi transferido para um presídio, mas Laura, que tinha 17 anos, foi conduzida a uma unidade socioeducativa. Ela ficou lá um ano e dez meses. Nesse período, ela conheceu o trabalho da Universal: “os voluntários eram nossos amigos. Eles diziam que Deus já tinha nos perdoado e que queria nos dar uma nova vida”.

Assim que saiu da unidade, Laura passou a frequentar as reuniões na Universal. Alguns dias depois, ela decidiu se entregar a uma nova vida e se batizou nas águas. Contudo a mudança que ela tanto desejava só ficou completa quando ela recebeu o Espírito Santo. “Deixei tudo que se referia à Laura do passado, me perdoei e fui batizada.” Hoje “renascida”, Laura não se sente mais culpada. Ela concluiu os estudos, trabalha e é voluntária do grupo Universal Socioeducativo. “Quero levar aos outros a mesma oportunidade que eu tive de mudar”, finaliza.

Opções certas, escolhas erradas
Mateus Mota dos Santos (foto abaixo) tinha 7 anos quando seus pais se divorciaram. Ele não tinha a presença paterna em casa, mas sua mãe, a auxiliar de serviços gerais Marly Mota Lima Santos, de 55 anos (foto abaixo), dava a ele não só amparo material como também educação, princípios e a Fé que ela conheceu na Universal.

Mateus reconhece que nunca lhe faltou nada e que até os 12 anos ele frequentava a Igreja com a mãe. Apesar disso, ele fez escolhas erradas: “me envolvi com más amizades e conheci o lança-perfume, depois a maconha e a cocaína. Para comprar drogas, me envolvi com o tráfico, o roubo de cargas e com assalto a comércios. Fiz tudo escondido de minha mãe.” Então, ele foi conduzido para uma unidade socioeducativa.

A mãe de Mateus não acreditou quando recebeu a notícia e ficou decepcionada. No entanto ela nunca desistiu do filho e buscava forças em Deus. Mateus ainda estava cumprindo medidas socioeducativas quando um Pastor a convidou para ser voluntária do grupo Universal Socioeducativo. “O grupo me ajudou ao me dar forças e me fazer ver meu filho sempre com os olhos da Fé.”

Na Fundação Casa, Mateus foi acompanhado pelo trabalho da Universal, o que o inspirava a manter bom comportamento. No entanto, quando saiu de lá, sua dificuldade de deixar as “facilidades” que o crime lhe proporcionava quase o fizeram perder a vida. Então, Mateus decidiu não correr mais riscos e aproveitou a campanha do Jejum de Daniel, que acontecia na Universal, para abandonar tudo o que só tinha lhe causado perdas. “Deixei as más amizades, o envolvimento com várias garotas e as drogas. Cheguei a ficar 24 horas dos 21 dias do propósito dentro de casa só assistindo à programação da Igreja e aos testemunhos, me alimentando da Palavra de Deus e lendo os livros da Igreja. Me isolei do mundo e das distrações. Eu queria o Espírito Santo porque tinha entendido que sem Ele eu não conseguiria permanecer na Fé”, recorda.

Hoje, aos 17 anos, Mateus não tem mais desejo por aquilo que antes o atraía. “Encontrei a paz e sou muito feliz. Não preciso de opiniões ou da aprovação de ninguém para me sentir bem. A certeza de que sou Filho do Deus é o meu maior presente. Tenho a confiança de meus pais e sou o filho exemplar que nunca tinha sido.”
Voluntário do grupo Universal Socioeducativo, Mateus sabe que muitas pessoas que vivem a mesma situação que ele e sua família viveram acreditam que não existe saída. “Me sinto na obrigação de mostrar, por meio da minha transformação, que Deus pode mudar qualquer situação”, enfatiza.

A fé ressocializa
O Pastor Ulysses Gomes, responsável pelo grupo Universal Socioeducativo, diz que a sociedade vê os jovens apenas pelos crimes que cometeram. “Nós, porém, os enxergamos com esperança. Nós os acolhemos e damos a eles a oportunidade de uma mudança de futuro e eles acabam a abraçando e mudando suas histórias de vida.”

Ele, que também viu seus irmãos presos por envolvimento com a criminalidade, assegura que a Fé é o agente transformador e destaca que a ressocialização começa quando os jovens aceitam a Palavra de Deus e rejeitam o estigma de que são “a semente do mal”. “Estas crianças e adolescentes só precisam de alguém que diga que acredita neles e a nossa visão é fazê-los acreditar que um novo amanhã pode surgir por intermédio da Fé”, finaliza.


Você conhece o poder ressocializador da Fé?
  • Núbia Onara / Foto: Cedidas 


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