“Várias vezes eu pensei em acabar com a minha vida”
Mesmo com estabilidade financeira, Patrícia Tillmann enfrentava um vazio profundo que a levou a buscar um propósito maior
Por anos, a bancária Patrícia Tillmann, de 34 anos, viveu de forma estável com os pais. Ela tinha um bom emprego, viajava e comprava tudo o que desejava; era “a vida dos sonhos”. Mas tudo mudou quando seus pais se separaram.
Com a separação, ela passou a morar com a mãe na casa dos avós maternos e, posteriormente, ambas se mudaram para Macapá (AP) para tentar a vida lá.
A vida ideal foi por água abaixo
A ruptura abalou sua estrutura emocional e sua visão sobre relacionamentos. “Depois de 24 anos juntos, meus pais se separaram. Isso me deixou descrente no amor e passei a achar que nunca me casaria”, relembra. A dor gerou mágoas, especialmente em relação ao pai. A tristeza se aprofundou até se transformar em sintomas de depressão. “Voltando de festas, já pensei em acabar com a minha vida. Em datas comemorativas, eu só chorava.”
Criando responsabilidade
Apesar de ter um bom salário, Patrícia não conseguia administrar suas finanças, dominada pelo consumismo. “Eu usava meu dinheiro e o da minha mãe para pagar o cartão de crédito. Não importava o valor: se eu queria algo, eu comprava”, lembra. Ainda que tivesse tudo, nada parecia preencher o vazio interior. “Eu falava para minha mãe: não é possível que a vida seja só ter carro, casa e viajar. Deve existir propósito maior que esse.”
Foi quando ela decidiu buscar amadurecimento e passou a morar sozinha. Sentia que, vivendo com a mãe, não conseguia evoluir emocionalmente nem financeiramente.
Na solidão
Patrícia costumava frequentar um evento musical semanal, onde conheceu um amigo que futuramente se tornaria seu marido. Após algumas conversas, ele a indicou para uma vaga de trabalho no mesmo local onde atuava e, durante o treinamento, os dois se aproximaram até iniciar o namoro.
Ela mudou de estado para ocupar o cargo que havia conseguido. Ao se ver longe do namorado e da mãe, a tristeza ficou ainda mais intensa. “Minha mãe era meu ídolo. Só de pensar em perdê-la, eu chorava.” Ao saber o quanto ela estava sofrendo, o namorado contou a ela que estava frequentando a Igreja Universal, e indicou que ela procurasse a mais próxima de sua casa, pois lá seria ajudada.
Conhecendo a Deus
Aos 26 anos, Patrícia chegou à Universal carregando depressão, mágoas do pai e enfrentando endometriose. No primeiro dia, ela apenas buscou informações sobre os cultos. Depois, passou a frequentar a igreja de domingo a quarta-feira. “Eu tinha medo das reuniões de sexta e não ia às de quinta porque não acreditava em casamento para a vida toda. Achava que meu relacionamento nem teria futuro, ainda mais à distância.”
A primeira mudança aconteceu quando ela decidiu perdoar o pai. “Entendi que ele também era vítima das armadilhas do mal. Então, fiz o que aprendi: orava por ele. Quando percebi, a mágoa já não existia mais.”
A bênção completa
Após um mês frequentando à Igreja, Patrícia entendeu a importância das reuniões de libertação realizadas às sextas-feiras e começou a participar, disposta a se ver livre daquele vazio interior. Três meses depois, se batizou nas águas. Dois meses após o início do namoro, começou a frequentar a Terapia do Amor, e se casou três meses depois.
Seguindo cada orientação, Patrícia se entregou completamente a Deus e, ao receber o Espírito Santo, sua vida se transformou. “Hoje, sou curada, tenho paz e uma vida abençoada em todos os sentidos, porque o vazio que eu sentia foi preenchido pela presença de Deus.”
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