Uma imersão na Jerusalém do século I

Com visitas guiadas e experiências imersivas, o Centro Cultural Jerusalém apresenta a história, a cultura e os cenários da antiga Cidade Santa

Imagem de capa - Uma imersão na Jerusalém do século I

Conhecer Jerusalém é o sonho de muitas pessoas que desejam percorrer os cenários onde ocorreram importantes acontecimentos históricos e bíblicos. Embora a viagem à Terra Santa nem sempre seja possível, o Centro Cultural Jerusalém (CCJ), localizado no Solo Sagrado do Rio de Janeiro, oferece uma experiência que aproxima os visitantes desse universo.

Por meio de exposições, cenários temáticos e uma das maiores réplicas de Jerusalém do século I d.C. do mundo, o espaço proporciona uma verdadeira viagem no tempo, combinando história, cultura e conhecimento em um passeio guiado e imersivo.

Centro Cultural Jerusalém

Inaugurado em 2008, o Centro Cultural Jerusalém (CCJ) tem como principal propósito preservar a memória e a história de Jerusalém. No local, o público conhece alguns dos principais acontecimentos que marcaram a cidade.

A visita, conduzida por profissionais capacitados e disponível também em inglês e espanhol, dura em média 40 minutos. Durante o percurso, os visitantes têm acesso a uma infraestrutura de 4 mil metros quadrados, onde são apresentados o contexto histórico de Jerusalém no século I d.C., a importância da cidade durante o período do Segundo Templo e as bases arqueológicas e históricas utilizadas na construção da maquete do local.

Cenários e exposições

Em seguida, o passeio

segue ao redor da réplica da cidade, enquanto o guia destaca os principais bairros, muralhas, edifícios e pontos de referência da antiga Jerusalém. Ao longo do trajeto, os visitantes compreendem a vida cotidiana e a importância da cidade nos tempos de Jesus.

A experiência é enriquecida por uma trilha sonora ambiente e por um sofisticado sistema de iluminação que recria a passagem do tempo. O visitante acompanha o nascer do sol, a luz do dia e o entardecer na cidade. Quando a noite chega, sob um céu estrelado, as janelas se iluminam, reproduzindo o brilho das antigas lamparinas abastecidas com azeite, o que torna a imersão ainda mais realista.

O ambiente climatizado é aberto ao público de todas as idades, independentemente de crença ou religião. Com capacidade para receber até 200 pessoas por visita, o espaço também conta com acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e outras necessidades específicas,
dispondo de rampas de acesso, elevador, banheiros adaptados e áreas amplas que garantem conforto e segurança aos visitantes.

Além do espaço que abriga a exposição permanente da maquete de Jerusalém, o CCJ apresenta uma cenografia inspirada no deserto da Judeia, com tamareiras em tamanho natural e um painel que estabelece um paralelo entre a Jerusalém atual e a cidade antiga.

No mezanino, uma exposição autoexplicativa está organizada em três eixos principais:

  • Um conjunto iconográfico com fotografias de Israel na atualidade e registros relacionados à construção da maquete do CCJ;
  • Uma abordagem histórica sobre a origem e o desenvolvimento do povo hebreu ao longo dos séculos;
  • Uma seção dedicada ao cristianismo primitivo, com peças inspiradas em achados arqueológicos, como vasos de cerâmica, utensílios, ânforas e lamparinas.

Entre os destaques da exposição estão as réplicas do candelabro do período do Segundo Templo e da Arca da Aliança.

A maior maquete da América Latina

A principal atração do Centro Cultural Jerusalém é uma impressionante maquete que reproduz a cidade de Jerusalém no século I d.C., período em que Jesus viveu. Considerada a maior réplica da América Latina e uma das mais detalhadas do mundo, a obra ocupa mais de 700 metros quadrados e foi construída ao longo de cinco anos por maquetistas brasileiros com o apoio de arqueólogos da Universidade Hebraica de Jerusalém. Para garantir fidelidade histórica, foram utilizados relatos do historiador Flávio Josefo, passagens do Novo Testamento e pesquisas arqueológicas realizadas na região. Um dos grandes diferenciais da maquete é o nível de realismo: ela foi construída com pedras calcárias semelhantes às usadas na Jerusalém da época, possui um canal interno por onde corre água e até mesmo casas com detalhes em seu interior.

Entre os locais retratados estão o Calvário, o Muro das Lamentações, o Palácio de Herodes, a Casa de Caifás e os tanques de Siloé e Betesda, permitindo ao visitante compreender como era a organização urbana, política e religiosa da cidade. Além disso, parte do maquinário utilizado na construção permanece exposta, revelando os bastidores de uma obra que une história, arqueologia e cultura em uma experiência imersiva e educativa.

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Colaborador

Camila Dantas / Foto: Cedidas