Uma esposa espiã

As infidelidades do marido levaram Gessica Silva a clonar o telefone dele

Juntos há 14 anos, os microempreendedores do ramo da panificação Gessica e Henrique Silva, de 32 e 36 anos, respectivamente, se conheceram por meio de amigos em comum. Gessica conta que sabia da fama de mulherengo que Henrique tinha e, por isso, não queria um compromisso sério com ele. Depois de um mês, porém, ela descobriu que estava grávida.

Apesar de ter sido fiel durante a gestação, Henrique voltou a se envolver com várias mulheres assim que a criança nasceu.

Foi aí que, segundo Gessica, os problemas deles começaram.

“Ele mentia muito e era grosseiro. Eu sempre estava contestando suas palavras e, por causa da forma como ele respondia, tinha medo de que ele me batesse (o que nunca ocorreu)”, diz Gessica.

Já Henrique alega que sua maior dificuldade era lidar com o ciúme dela. “Ela brigava muito comigo, era chorona e isso me tirava do sério. Quando ela descobria as coisas que eu fazia, minha consciência ficava pesada, mas ela me deixava muito bravo também, porque vivia me sufocando com tanto ciúme”, relata. A situação difícil do casal durou vários anos e, durante esse período, eles tiveram o segundo filho.

Gessica conta que chegou a cogitar a hipótese de contratar um detetive para descobrir os casos de Henrique, mas, além do preço ser alto, ela sentia vergonha de que outras pessoas soubessem que ela era traída. Foi quando teve a ideia de pesquisar na internet como rastrear o celular do marido. Na época, Henrique tinha começado a trabalhar como motorista de um aplicativo de transporte e, como Gessica tinha feito o cadastro dele, ela conseguiu clonar o celular do marido e rastrear as viagens que ele fazia. “Eu não queria mais viver sendo enganada, mas, quando descobria uma traição, eu desabava, chorava muito e planejava a minha morte. Eu não queria morrer, mas acabar com a dor que sentia”, afirma. Ao confrontar Henrique sobre as traições, Gessica conta que ele ficava calado e nunca prometia mudar. Porém, ela diz que “acabava relevando e ‘deixava rolar’, pois acreditava que em algum momento ele pararia”.

O caminho para a mudança
Certo sábado, Gessica assistiu ao programa The Love School – Escola do Amor, na Record TV, e percebeu que as lições ouvidas poderiam ajudá-la a enfrentar as dificuldades de seu relacionamento. Então, ela passou a ver os programas disponíveis no canal do YouTube da atração todos os dias, até que, ao final de um deles, o Bispo Renato Cardoso, apresentador do programa, convidou o público para as palestras da Terapia do Amor que acontecem na Universal.

“Somos de Planaltina de Goiás. Pesquisei na internet e vi que a palestra mais próxima aconteceria a 70 quilômetros da minha casa, na Asa Sul de Brasília, mas, mesmo assim, fui”, lembra. “Durante um mês, participei das palestras sozinha. Depois, para me agradar, o Henrique também começou a ir às palestras.”

Depois de um ano de frequência às palestras, Gessica não via mudanças no relacionamento, mas isso decorria do fato dela não colocar as lições em prática. Foi quando ela decidiu praticar os ensinamentos sobre o amor inteligente. “Minhas atitudes e forma de reagir aos pensamentos mudaram. Foi então que, vendo isso, o Henrique caiu em si e decidiu que não queria mais aquela vida errada”, comemora ela.

Há quatro anos, eles vivem um relacionamento completamente transformado e oficializaram a união recentemente. A Terapia do Amor faz parte da rotina deles. “Hoje temos um casamento abençoado e somos amigos. Antes, não conseguíamos ficar muito tempo perto um do outro. Agora, por causa do nosso trabalho, estamos praticamente as 24 horas do dia juntos. Há cumplicidade”, conclui Gessica.

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Autor

Núbia Onara / Foto: Cedida