Chamado para servir: a fé que não se deixou limitar

Com síndrome de Down, jovem de 27 anos cresceu acompanhando os pais na Obra de Deus e hoje atua como obreiro e integrante da FJU

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Deus usa pessoas diferentes, com histórias, características e desafios também diferentes. Algumas convivem com limitações físicas, sensoriais ou intelectuais, mas encontraram na fé não apenas acolhimento, como também espaço para colocar a própria vida à disposição dEle.

É isso que a série “Chamado para servir” vai mostrar: histórias de pessoas que não permitiram que uma condição definisse sua relação com Deus ou impedisse sua participação na Obra. Cada uma, à sua maneira, decidiu servir conforme aquilo que Deus colocou em suas mãos.

A primeira delas é a de Lucas Henrique dos Santos, de 27 anos. A síndrome de Down faz parte de sua história, mas nunca determinou até onde sua fé poderia chegar.

Chamado para servir a fé que não se deixou limitar

Filho de pastor, ele cresceu acompanhando de perto a dedicação dos pais à Obra de Deus. Desde 2018, participa da Força Jovem Universal (FJU) e, com o tempo, também passou a desejar uma responsabilidade maior na Igreja.

Esse desejo ganhou força depois da Vigília da Virada de 2023 para 2024, quando Lucas conta ter recebido o Espírito Santo. Pouco depois, enquanto estava na Universal do Tapanã, em Belém, no Pará, decidiu seguir o caminho para se tornar obreiro.

Chamado para servir a fé que não se deixou limitar

O desejo de fazer mais

Até chegar à graduação, Lucas passou cerca de dois anos como CPO e colaborador.

“Foram muitas lutas, mas Deus honrou.”

Hoje, além de participar da FJU, ele auxilia em reuniões e acompanha os pais em núcleos e concentrações. Entre essas atividades, diz que uma das maiores alegrias é ver a transformação de quem chega em busca de ajuda.

“Gosto de ver o Poder de Deus Se manifestando e levantando as pessoas.”

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A própria condição, segundo ele, nunca foi vista como impedimento.

“Eu sempre fui muito decidido e nunca olhei para a minha condição, mas sempre olhei para a Palavra de Deus e para o exemplo dos meus pais.”

Lucas acrescenta que, quando sentiu o chamado para servir, acreditou que Deus abriria os caminhos necessários.

Chamado para servir a fé que não se deixou limitar

Uma caminhada construída em família

Durante a infância, porém, nem todos olharam para Lucas da mesma forma.

Sua mãe, Rute Santos, conta que ele enfrentou bullying e dificuldades de inclusão em algumas escolas. Em determinado período, ela precisou acompanhá-lo durante as aulas por falta de um profissional auxiliar, enquanto conciliava a rotina escolar com sessões de fisioterapia e fonoaudiologia.

Ainda assim, a família seguiu em frente. Hoje, para Rute, ver o filho atuando na Obra dá um novo significado à trajetória que viveram juntos.

“Hoje podemos ter a alegria de ver o nosso filho amado servir ao nosso Senhor.”

Chamado para servir a fé que não se deixou limitar

“Deus viu minha fé e sinceridade”

Quando questionado sobre o que acredita que Deus viu nele ao despertar esse desejo, Lucas resume:

“Deus viu minha fé e sinceridade.”

Atualmente, ele está em Santarém, no Pará, e também vive uma nova fase na vida pessoal. Noivo da obreira Cíntia, planeja se casar em fevereiro de 2027.

Para o futuro, Lucas diz que deseja ser ainda mais usado por Deus, construir sua família e honrar os pais.

“Eu amo fazer a Obra de Deus e me considero servo do Altar, e assim será até o fim.”

No Ano do IDE, sua história mostra que aquilo que muitas vezes é visto primeiro como uma limitação não precisa determinar o lugar que alguém pode ocupar na Obra de Deus. Para Lucas, a resposta esteve na fé e na disposição de dizer ‘sim’.

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Autor

Ester Lima | Fotos: Cedidas