Um passado marcado por tristeza, vícios e tiros
Após uma infância conturbada, Marcelo Kleiton recorreu às drogas na tentativa de obter paz. Saiba como ele mudou sua história
Marcelo Kleiton Pinto, de 35 anos, (foto abaixo) teve uma infância conturbada. Ele presenciava diversas brigas em casa por causa do vício de seu pai. “Eu tinha muita raiva dele por vê-lo daquela maneira, jogado pelos lugares, por causa do vício em álcool. Isso gerou em mim uma grande mágoa dele”, alega.

Esse problema, que por um tempo se limitou apenas à relação dele com seu pai, acabou afetando também a convivência com seu irmão.
“Era um verdadeiro inferno, a ponto de uma vez eu quase perfurar o meu irmão com uma faca. Outras pessoas me seguraram para que eu não o machucasse”, lembra.
Por meio de amigos, Marcelo recorreu às drogas na tentativa de obter momentos de tranquilidade. Ele narra como virou um dependente químico: “comecei com o cigarro e fumava só quando estava nas festas. Depois, passei a ingerir bebidas alcoólicas nos finais de semana.
Logo, já estava viciado em maconha e na pasta à base de cocaína. Cheguei a vender as poucas roupas que tinha para comprar drogas.”

Marcelo tentava fazer pequenos furtos para sustentar o vício. Também teve contato com armas e com o tráfico de drogas. “Eu fiz e vivi coisas que nunca imaginei. Apanhei várias vezes da polícia e um dia, quando andava de madrugada pela rua, levei dois tiros. Até hoje tenho o fragmento da bala alojado na minha perna.”
Apesar de viver rodeado de muitos amigos e em festas, o interior dele era vazio. Ele carregava uma grande angústia. “Nenhum daqueles ‘amigos’ sabia o que se passava dentro de mim. O vazio e a angústia me assombravam dia e noite, a ponto de eu passar várias noites em claro chorando sem saber exatamente o motivo.”
A situação dele piorou depois de uma desilusão amorosa. “A minha vida já estava em um poço sem fundo, eu não tinha paz, mas, depois disso, me afundei ainda mais nas bebidas, drogas e festas, tanto que saía carregado dos lugares e só acordava no outro dia na casa de outras pessoas.”
Saída do fundo do poço
A vida de Marcelo começou a tomar um rumo diferente em 2018, quando ele recebeu um convite do seu irmão para ir a uma Universal.
Ele já conhecia a Igreja, mas, por causa de seu orgulho, resistiu por um tempo a conhecê-la. “Depois de tanto tempo relutando, ao olhar para minha vida, decidi aceitar o convite. Ao chegar na Igreja vi as pessoas sorrindo, com uma alegria verdadeira. Lá, ouvir dizer que Jesus aliviaria aqueles que estavam cansados e sobrecarregados. Era do que eu precisava.”
Marcelo se batizou nas águas e se transformou em um novo homem. “Amo o meu pai. Não tenho mais aquele vazio dentro de mim, sou feliz sentimentalmente e o principal é que tenho o Espírito Santo. Deus é quem guia a minha vida e as minhas atitudes. Com Ele, só tenho motivos para sorrir”, finaliza.
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