Um grito por respeito

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Um grito por respeito foi entoado mais uma vez, em um só coro, nas manifestações de 7 de Setembro. Um grito por respeito em defesa da Constituição e da liberdade e contra o autoritarismo e as ideologias de esquerda, contra aqueles que defendem as ideologias de gênero e todas as ideias estapafúrdias dos movimentos socialistas e comunistas que um dia capturaram e tornaram cativos o governo e o povo brasileiro.

Os apoiadores dos partidos de esquerda surtaram e entraram em colapso quando viram o povo brasileiro entoando o Hino Nacional em favor do patriotismo, a oração que Jesus Cristo nos ensinou, “o Pai-Nosso”, e clamando pela entidade mais sagrada que temos: a família. Com a convicção de que Deus está acima de tudo e o Brasil acima de todas as ideologias comunistas e socialistas, todas as pessoas de bem, de todas as classes sociais e de todas as raças foram às ruas deixar claro que o líder supremo da esquerda no Brasil não terá vida fácil.

E ele ficará tão abatido que será muito difícil se encorajar para concorrer a algum cargo político, o que o forçará a trilhar o caminho do ostracismo depois de ter escapado da prisão pelas frestas das entrelinhas do processo penal. Mas do julgamento popular parece que ele não escapará. A máscara que ele usava caiu para nunca mais enganar os pobres e incautos com as migalhas em forma de bolsas, enquanto enriquecia seus apoiadores e regimes ditatoriais fazendo manobra com os cofres públicos.

Não foram somente os seguidores dos movimentos de esquerda que caíram do palanque e tiveram que se esconder nas cavernas de seus comitês políticos. Os institutos de pesquisas ficaram desorientados e devem perder a pouca credibilidade que tinham. Eles tentaram por muitas vezes emplacar um ex-presidiário como “líder das pesquisas”. Eles se acham os tais e tão capazes que subestimaram a inteligência do povo brasileiro.

Mas eles se esquecem que em uma democracia o poder emana do povo, está nas mãos do povo e o povo brasileiro já entendeu que esse poder é exercido por meio do voto nas urnas no dia das eleições. A nação brasileira mostrou nas ruas que tem pressa e quer liquidar essa fatura no primeiro turno.

Os adversários historicamente alinhados com ditaduras como Cuba, Venezuela e Nicarágua ficaram chocados quando viram a nação brasileira dando o recado que a nossa bandeira jamais será vermelha.

Lula está transtornado e inconsolável porque todos em um só entendimento, em um só coro, gritavam que não o querem de volta na cadeira da Presidência da República. Do alto de sua arrogância, o ex-presidiário bateu no peito e esbravejou contra o povo brasileiro dizendo que as manifestações em todo o Brasil “pareciam uma reunião da Ku Klux Klan. Só faltou o capuz, porque não tinha negro, não tinha pardo, não tinha pobre, não tinha trabalhador”.

Isso demonstra o desprezo e a falta de respeito que ele sente pelos milhares de milhões de brasileiros e brasileiras que já se cansaram de suas mentiras e ilusões. Se Lula e seus militantes esquerdistas não tivessem se comportado como uma criança mimada quando perde o jogo e tivessem ao menos apreciado da janela a multidão que saiu às ruas no último 7 de Setembro, teriam constatado que todas as raças e classes sociais se uniram para mandar uma mensagem muito forte sob luz solar a ele e a seus companheiros quanto aos destinos do Brasil.

O discurso de Lula demonstra o estado de nervos e a confusão que paira na mente dele e de seus militantes. As manifestações cívicas do histórico e épico 7 de Setembro levaram a esquerda a chorar copiosamente, mas foi só um ensaio do que os aguarda com o resultado das eleições gerais. Que as urnas reservem para todos os que militam contra os valores caros ao povo brasileiro que os defendem com tanto afinco uma grande e devastadora surpresa.

Denis Farias é advogado, professor e consultor jurídico

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Redação / Foto: Getty images