Traição no casamento: “foram anos vivendo uma mentira dentro de casa”

Eliana e Adriano relatam abandono, humilhação e relações destruídas antes de buscarem recomeço

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A traição no casamento não destrói apenas um relacionamento; na verdade, ela abala a autoestima, compromete a estrutura familiar e deixa marcas profundas. Nesse contexto, a história de Eliana e Adriano revela como anos de mentiras, abandono e dor emocional levaram ambos ao limite, antes mesmo de qualquer tentativa de reconstrução.

Traição no casamento e o fim de um sonho

“Foi meu primeiro namorado, com quem eu sonhei construir a minha vida”, relembra Eliana. O que começou como um sonho terminou de forma abrupta: “Eu tinha tudo dentro de casa, minha vida estava completa, e eu saí sem rumo.”

A frase que marcou o fim ainda ecoa: “Uma vez ele falou: ‘Faz tempo que eu não te amo mais’.” A partir dali vieram a dor e a exposição: “Tive vergonha da minha família no dia em que descobri que ele tinha me trocado por outra pessoa”.

Reações impulsivas e um ciclo de autodestruição

Sem conseguir lidar com a rejeição, Eliana tentou reagir, mas acabou entrando em um ciclo de dor. “Eu comecei a me culpar e queria descontar nele o que ele tinha feito.”

Ela descreve atitudes impulsivas: “Tentava provocar, sair à noite e voltar só no domingo. Eu queria mostrar que ele tinha perdido alguma coisa”.

O impacto financeiro e emocional também foi grande: “Ele levava meu filho para viagens, dava presentes, sabendo que eu não tinha condições.”

Mentiras, abandono e solidão dentro do casamento

Do outro lado, Adriano admite o comportamento que destruiu o relacionamento. “Depois de três anos, veio a primeira traição. Eu pedi perdão, e ela acreditou”.

Mas o padrão continuou: “Com nove anos de casado vieram mais traições, era mentira em cima de mentira.”

Ele detalha como escondia tudo: “Quando queria encontrar outra pessoa, eu simulava viagens, saía com mala, me tornei um mentiroso profissional.”

Enquanto isso, Eliana enfrentava tudo sozinha: “Eu era sozinha no casamento, meu filho ficava doente e eu tinha que sair com ele nos braços, pegar dois ônibus até o hospital.”

O colapso emocional e novas frustrações

O fim definitivo trouxe ainda mais dor. “Você dedicar 10, 11 anos e ouvir: ‘Faz tempo que eu não te amo mais’, você se acaba.”

Mesmo após o término, o sofrimento continuou: “Parecia que nada atingia ele. Ele estava cada vez mais feliz.”

Eliana tentou recomeçar, mas enfrentou outro relacionamento frustrado: “Depois de uns anos, ele também foi embora, disse que não queria responsabilidade de uma família.”

O resultado foi devastador: “Eu não acreditava mais no amor. Sentia que tinha perdido muito tempo.”

Do fundo do poço à busca por ajuda

A dor emocional evoluiu para um quadro clínico. “Eu comecei com acompanhamento médico, depois psicólogo, psiquiatra, medicações fortes.”

O impacto atingiu todas as áreas da vida: “Eu não tinha mais convivência com meus filhos, eu só dormia.”

No entanto, em meio a tudo isso, veio mais um golpe: “Quando eu vi o resultado, eu falei: ‘Não é possível que eu estou com câncer’.”

Sem forças, ela descreve o estado em que chegou às palestras: “Eu cheguei quebrada, sem expectativa.”

Foi nesse cenário que surgiu o primeiro passo para mudança: “Eu já estava há alguns meses indo nas palestras, eu falei: ‘Eu tenho que colocar em prática”.

Esse foi o início da transformação na história de Eliana e Adriano. Para ver como essa trajetória continua e como está a vida deles hoje, vale a pena assistir ao testemunho completo no vídeo abaixo:

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Colaborador

Rafaella Rizzo I Fotos: Reprodução