“Tive úlceras de grau 4 na região sacral e dava para colocar a mão inteira nelas”

Conheça a história de Wanessa Lima Soares, que sobreviveu a uma parada cardíaca de dez minutos, teve tromboses e linfoma

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Wanessa Lima Soares é carioca, tem 40 anos e é depiladora. Casada e mãe de uma menina de 7 anos, ela traz na carne as cicatrizes de diversos problemas de saúde que a deixaram entre a vida e a morte em 2020, em plena pandemia de Covid-19.

“Eu comecei a ter tosse persistente, falta de ar e dores na região do pulmão. Fui a um posto de saúde e disseram que era asma. Voltei para casa, mas a bombinha que foi receitada não fazia efeito. Ainda surgiu um caroço do lado esquerdo do meu corpo na região da clavícula. Fui a um hospital que é referência em doenças respiratórias e quando o médico viu meu raio-X me diagnosticou com tuberculose ganglionar.”

Ela voltou para casa e passou a tomar a medicação prescrita. “Eu tomava pela manhã, à tarde e à noite, mas não me adaptei aos remédios. Eu tinha diarreia, vomitava e não conseguia ficar deitada para dormir, pois a tosse não parava, e também não tinha fome. Tentei fazer comida mais pastosa para poder engolir facilmente, mas não conseguia”.

Wanessa se sentiu tão mal que teve de voltar ao hospital dias depois e ali foi internada. Na mesma noite da hospitalização, como ainda apresentava falta de ar, ela foi transferida para outro hospital. “Fiquei tomando as medicações para tuberculose em isolamento. Tive trombose nos dois braços e fiquei tão desesperada que resolvi recorrer a Deus. Eu disse: ‘se o Senhor me der mais uma chance, prometo fazer tudo diferente na minha vida’, mas eu nem sabia ainda pelo que passaria, pois minha saúde foi piorando mais. Foram 50 dias de internação nesse hospital. Cheguei a pesar 49 quilos”, recorda.

O marido dela, Alex da Silva Soares, de 41 anos, que é auxiliar administrativo, conta que o estado de saúde dela foi piorando tanto que tiveram de mandá-la para outro hospital, desta vez um universitário, que era mais bem aparelhado: “quando ela chegou, verificaram que ela estava com falta de ar, pressão arterial nas alturas, respiração acelerada, transpiração excessiva e perda de consciência. Fizeram um ecocardiograma e perceberam que ela estava com derrames no coração e no pulmão. Tiveram que operá-la e ela teve uma parada cardíaca de dez minutos”.

Depois de fazer uma manobra para ressuscitá-la na mesa de operação, os médicos a entubaram para que fosse estabilizada. “Quando acordei, a falta de ar permanecia e tiveram que me entubar de novo. Foram 15 dias em coma e os médicos não sabiam se eu acordaria nem em que estado. Como eu estava com uma massa muito grande nas regiões abdominal e do peito, que impedia a respiração e comprimia meus órgãos vitais, tiveram que fazer uma traqueostomia”, relata.

Nesse intervalo, os médicos fizeram diversas biópsias e constataram que Wanessa estava com linfoma de Hodgkin (veja quadro acima). “Comecei a quimioterapia no leito mesmo. Sem poder me mexer na cama, surgiram feridas no meu corpo. Tive úlceras de grau 4 na região sacral e dava para colocar a mão inteira nelas. Minha filha Emanuelly ficava com a minha mãe que já lutava por mim, fazia os propósitos de fé e levava a água consagrada para me dar no hospital. Minha filha até reclamava e dizia para ela: vó, você ora toda hora”, diz Wanessa.

Contudo os médicos não davam nenhuma perspectiva de melhora e diziam que ela poderia ficar sem falar por conta da traqueostomia. “Também não havia garantia de que a quimioterapia funcionaria. Foram quatro meses de internação e quando saí ainda estava com as feridas abertas. Meus músculos estavam atrofiados e eu saí de cadeira de rodas. A fisioterapeuta ia em casa para as sessões e eu ainda fui ao hospital durante três meses para fazer quimio.”

Graças à fé, ela foi se recuperando gradativamente depois de um longo tempo. “Meu marido fazia meus curativos e minha mãe nunca desanimou. Eu usava a água consagrada nas feridas e quando orava. Assisti aos cultos on-line e me apeguei cada vez mais na fé até que pude ir presencialmente à Universal. Antes, eu sempre estava com um pé na Igreja e outro no mundo, até que a situação da doença me mostrou o quanto eu precisava de Deus. Hoje entendo isso. Passei pela quimio, por dores insuportáveis e tomei medicações venosas, mas tenho certeza de que foi o poder de Deus que me manteve viva. Quando vou ao hospital para as revisões, os médicos e enfermeiros ainda se surpreendem com a minha cura extraordinária”, conclui.

Saiba mais sobre os problemas de saúde que acometeram Wanessa

Ela teve tuberculose ganglionar, doença infecciosa que atinge os gânglios linfáticos e mina as defesas do organismo, e, com o agravamento do seu quadro de saúde, foi submetida a uma traqueostomia (cirurgia para fazer um pequeno orifício na garganta, sobre a região da traqueia, onde é inserido um tubo que facilita a entrada de ar nos pulmões). Wanessa Soares ainda teve linfoma (ou doença) de Hodgkin, tipo de câncer que se origina no sistema linfático e que atinge, por ano, cerca de 150 mil brasileiros. Por causa do longo tempo de internação, surgiram ainda escaras em seu corpo, que são lesões causadas pela limitação em mudar de posição no leito.

Fontes: Instituto Nacional do Câncer (Inca), Hospital A. C. Camargo, e Ministério da Saúde

Poder invencível

O Bispo Misael Silva, responsável pela Corrente dos 70 no Templo de Salomão, em São Paulo, diz que, quando a fé é usada em sua plenitude, o mal é obrigado a ceder: “se a pessoa tem fé, esse poder dado por Deus é invencível. Se você está enfrentando uma doença, participe da reunião às terças-feiras. Ela vai ajudá-lo a fortalecer a sua fé para enfrentar males como os de Wanessa e encontrar o milagre necessário”.

Se você ou alguém da sua família estão enfrentando uma doença,  participe da Corrente dos 70, onde muitos milagres têm acontecido. Todas as terças-feiras, no Templo de Salomão, às 10h, 15h e 20h, ou em uma Universal mais próxima de sua casa.

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Autor

Eduardo Prestes / Fotos: Mídia FJU/Del Castilho