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Notícias | 17 de setembro de 2019 - 13:47


Suporte a bombeiros e familiares de vítimas de incêndio em hospital Badim, no Rio de Janeiro

Equipes da Universal se reuniram e se revezaram durante três dias consecutivos para levar tanto apoio espiritual como material ao local da tragédia

Uma corrente de solidariedade se estendeu ao longo da rua São Francisco Xavier, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, no dia 12 de setembro último. Muito se mobilizaram para dar apoio às vítimas do incêndio de grandes proporções que se espalhou pelo prédio do hospital Badim. Entre eles, voluntários do grupo Evangelização da Universal (EVG) que levaram auxílio também aos familiares de pacientes e bombeiros que atuavam no local.

O incêndio deixou 14 mortos, todos idosos que estavam internados no hospital, e vários feridos, entre enfermeiros a acompanhantes de pacientes. Equipes da EVG e também do Grupo da Saúde se reuniram e se revezaram durante três dias consecutivos para dar suporte a quem precisasse. A todo instante eram realizadas orações. Além disso, o grupo se organizou para que não faltasse água mineral, lanche, bolo, leite, suco e café.

Levar tanto o apoio espiritual como o material

O Pastor Carlos Azevedo, responsável pelo trabalho da EVG no estado, falou sobre a importância de dar suporte às pessoas em tragédias como essa. Assim como aconteceu em abril desse ano, quando os voluntários atuaram no desabamento de um prédio na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio. Eles permaneceram quase 24 horas por dia durante 2 semanas ao lado dos parentes das vítimas e dando apoio aos profissionais no resgate.

“Os voluntários se unem com o objetivo de amenizar a dor daqueles que foram afetados direta ou indiretamente pela tragédia e ao mesmo tempo apoiar os profissionais que atuam no socorro e resgate de vítimas. Esse suporte é muito importante, pois, encontramos as pessoas completamente desesperadas, muito aflitas e desnorteadas, algumas em estado de choque”, explica o Pastor.

Ele ainda acrescenta que nessas horas, uma oração, uma palavra amiga, um abraço ou mesmo um copo d’água, por mais simples que seja, faz toda a diferença. “Como servos de Deus, nós temos o dever de fazer alguma coisa, tanto em relação ao apoio espiritual como em relação ao apoio material. Essa é nossa missão”, afirmou.

Dando suporte a quem mais precisa

O grupo da EVG que chegou pouco tempo depois do ocorrido ao local da tragédia pode se deslocar com agilidade uma vez que há templos da Universal próximo ao hospital. E o número de voluntários foi aumentando conforme a notícia era divulgada pela mídia. Ao longo de três dias, cerca de 50 voluntários se revezaram quase que ininterruptamente.

O prestador de serviço de segurança privada, Albert Kalli, de 43 anos, que trabalha no hospital, relatou que a ação do grupo de voluntários foi de suma importância diante de um quadro desesperador. “Devido à fatalidade, o hospital não teve condições para dar assistência como alimentação aos profissionais envolvidos. Muitos deles apresentavam cansaço físico e desgaste mental numa corrida contra o tempo. Foi nesse momento difícil que surgiram os voluntários oferecendo água, alimentos e uma palavra de força e fé”, disse.

Um desses voluntários do grupo EVG foi o jovem Thiago Rodrigues do Amaral. Ele contou como foi atuar nesses dias dando suporte a quem mais precisava. “Estive prestando assistência espiritual aos familiares de pacientes que se encontravam no hospital. E, também, dando apoio aos profissionais que trabalhavam no resgate como bombeiros, funcionários do hospital, defesa civil e demais que atuaram como verdadeiros heróis nessa tragédia lamentável. Esse apoio é muito importante numa hora de dor e desespero. ”

Prefeito do Rio presta solidariedade

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, esteve no Hospital Badim na manhã seguinte ao incêndio. Além de lamentar profundamente a ocorrência da tragédia, Crivella fez questão de prestar solidariedade a parentes das vítimas e funcionários. Ele também colocou todos os órgãos da Prefeitura à disposição para ajudar tanto no atendimento dos feridos quanto no trabalho de rescaldo dentro do prédio e decretou luto oficial de três dias.


  • Michele Roza / Fotos: Cedidas 


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