Sobreviver era o único plano

O dia do nascimento foi o início de uma trajetória de tragédias que atravessaram a infância, a juventude e a vida adulta de Alan Cavalcante

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Antes mesmo de nascer, o vendedor Alan Cavalcante, de 46 anos, e seu irmão gêmeo foram oferecidos a espíritos. No parto, a mãe deles sobreviveu a três paradas cardíacas. Era o início de anos de sofrimento.

Com apenas dois anos, Alan foi vítima de um incêndio em casa e, até hoje, tem marcas de queimaduras de primeiro e segundo graus no lado esquerdo do corpo.

Na adolescência, ele se viciou em pornografia, comportamento que se estendeu até a vida adulta. “Desde o primeiro acesso, o que eu vi não saía da minha mente. Eu ficava até duas da manhã na internet, muitas vezes me relacionando
virtualmente”, diz.

Os problemas só aumentavam

Em decorrência de todos esses fatores, Alan desenvolveu depressão. “Eu não queria sair de casa nem falar com ninguém. Meu objetivo era apenas sobreviver”, declara.

Aos 21 anos, ele teve uma crise epiléptica e tinha convulsões frequentes, inclusive na rua e no transporte público. Muitas vezes, ele acordava no hospital sem saber o que tinha acontecido. Um médico o informou de que a doença não tinha cura e que exigiria uso de medicação contínua. Mesmo seguindo as orientações, ele teve outra crise no trabalho e quase morreu.

Ajuda espiritual

Sua mãe buscava ajuda com os espíritos, mas nada se resolvia. Até que, ao assistir a um programa da Universal, ela decidiu ir à Igreja e, depois de se converter, passou a lutar pela transformação da família. Alan, por sua vez, cansado de sofrer com a depressão e a epilepsia, deixou uma carta para sua mãe e tentou suicídio, mas, felizmente, sobreviveu.

A transformação

Ele foi o último da casa a aceitar ir à Igreja, mas, já no primeiro dia, sentiu-se diferente, como relata: “Cheguei em casa leve e consegui
dormir bem”.

Algum tempo depois, ele batizou-se nas águas e foi curado das enfermidades. Hoje, ele entende que Deus não queria só curá-lo, mas transformar sua vida, começando pelo seu interior. “Busquei a Deus até receber o Espírito d’Ele. Nasci sob uma sentença de morte, mas decidi morrer para mim mesmo para, enfim, viver de verdade”, conclui.

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Colaborador

Thayná Andrade / Foto: Reprodução