Ser filho de Deus é dar prioridade a Ele
O empresário Ivan Ferraz só enxergou a verdade depois de deixar de ser uma simples criatura e agir como herdeiro do Criador
O ser humano, geralmente, é educado para lutar pelo que quer usando seu esforço, o que não está completamente errado, pois as conquistas exigem isso e também dedicação. No entanto aquele que confia em um Poder bem maior do que o seu pode obter conquistas – e mantê-las – muito mais do que imagina. Lutar por algo com a força do próprio braço pode render um sucesso efêmero e sem garantias e é por isso que tantos caem pouco depois de chegar ao apogeu.
Qualquer ser humano é criatura de Deus, mesmo que não admita; já filho dEle é só quem decide de fato seguir Seu direcionamento segundo Seu Espírito, colocando isso como prioridade e, assim, conquistando bênçãos próprias de um Pai que reserva o melhor de Si aos filhos. Basta observar o que está descrito em Mateus 7.9-11: “E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? (…) Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que Lhe pedirem?”

O Bispo Edir Macedo explica que “quando a pessoa é autenticamente filha de Deus, ela tem comunhão com o Pai. (…) Porém, quando não é filha dEle, não tem um relacionamento íntimo e pessoal com Ele. Por isso, quem é nascido da carne, do sentimento e da emoção, se desfaz na hora que surgem a tribulação e as lutas”.
O Bispo diz que “para que a pessoa deixe de ser criatura e se torne Filha, ela precisa priorizar o Reino de Deus. Antes de formação profissional, do casamento e do sucesso, ela tem de investir primeiro no relacionamento íntimo com Deus”. Foi só depois de aprender isso que Ivan Ferraz, de 38 anos, de São Paulo, executivo de tecnologia e especialista em gestão de pessoas, viu sua vida melhorar.
Inferno na Terra
O pai de Ivan abandonou a família e sua mãe se desdobrava como professora estadual em três turnos diários para sustentar a ele e a seu irmão. A precariedade financeira fez com que ele começasse a trabalhar na adolescência. As brigas e desavenças em casa eram constantes. “Quando uma família é estruturada em Deus, seu lar é um pedaço do Céu na Terra, mas, quando é desestruturada, pode ser um inferno na Terra também”, diz.

Apesar do lar disfuncional, a família lutava para que tudo melhorasse. Ele conta como era a luta: “era na força do próprio braço e as coisas só ficavam mais difíceis nas áreas financeira e da saúde, os vícios entraram em cena e os relacionamentos eram ruins, o que nos afastou muito e me tornou uma pessoa fria, dura, puramente pragmática, sempre questionando tudo e todos”. Ver que outras famílias viviam bem lhe causava inveja.
Um amigo o convidava para ir à Universal, mas ele dizia que “nunca pisaria nessa igreja que se aproveita da fé das pessoas”. Quando ele aceitou o convite, entendeu que “o problema era o mal que acometia a família”.
O despertar
Ivan ia às reuniões, mas não tinha despertado de fato para a fé. Nesse período, ele conheceu Gabriela, hoje sua esposa. Pouco tempo depois, algo mudou em seu interior: em oração, ajoelhado sozinho em seu quarto, ele pediu ao Espírito Santo uma oportunidade de conhecer o Senhor Jesus. “Me veio a certeza: se eu me apegasse a Deus, a vida seria diferente”. Ele relata que os desafios não diminuíram: “as desavenças com a família por causa da minha fé eram enormes e cheguei a ter que sair de casa e morar de favor na edícula cedida por um tio”.

Ele pensou que formando a própria família com Gabriela os problemas acabariam, mas, apesar do ótimo relacionamento entre eles, os problemas só aumentavam: “deixamos compras no caixa do supermercado, com vergonha, por falta de saldo quando passamos o cartão”.
O primeiro filho do casal nasceu em uma fase de muita privação financeira: “eu questionava a Deus por que não usufruia dos benefícios de ser filho dEle. Chegamos a ponto de ter só uma muda de roupa para ir à Igreja. Não faltava nada ao nosso filho, mas éramos privados de quase tudo”. Eis que sua ficha caiu, como explica: “comecei a me entregar ao trabalho, ao estudo e vi resultados. Fui promovido várias vezes, mas, em meio a isso, acordei: não era com a força de meu braço, com minha instrução, que eu conseguiria algo, mas, quando eu focasse em Deus, Ele focaria em mim”.

Foi aí que ocorreu a grande virada de chave, como define Ivan: “Deus me mostrou que, apesar de eu estar na Igreja, não andar em pecado e fazer as coisas como deveria, na verdade Ele não estava sendo o primeiro na minha vida. Inverti minhas prioridades e Deus passou a ser o primeiro em tudo. Pelas Escrituras, Deus me falava para que eu não andasse mais ansioso, pois, se eu buscasse Seu Reino antes de tudo, as demais coisas seriam acrescentadas. Esse foi meu verdadeiro despertar”.
Lugar de filho
Ao fazer de Deus sua prioridade, Ivan passou a contar com a força dEle para avançar. Logo se tornou sócio da empresa em que trabalha, hoje é referência em seu ramo e faz palestras em todo o Brasil. Gabriela se formou em nutrição. O casal teve uma filha, que nasceu depois da família se estabilizar financeiramente.
Apesar das conquistas materiais, Ivan destaca o que é mais importante: “me apeguei a Deus a ponto de ser honrado grandiosamente como Seu filho, diferentemente de quando eu era somente uma criatura que frequentava a Igreja e cumpria obrigações, mesmo que fosse com boas intenções. Os parentes, que antes questionavam minha crença, agora me pedem oração e orientação.
Sou referência espiritual para eles e os ajudo em todos os sentidos”.
Ele ainda acrescenta dizendo: “Deus me tirou do pó da mera religião e, ao colocáLo em primeiro lugar, Ele me pôs entre os maiores desse mundo, um lugar a que um Filho dEle tem direito e com o qual fui honrado”. A prioridade mudou a ponto de refletir na atitude do filho do Altíssimo: “nas Fogueiras Santas, meu pedido é sempre um só, em vez de bênçãos em si: para que o Espírito Santo seja mantido em mim, um voto que sempre renovo a cada campanha, nessa fé até o último dia de minha vida”. As bênçãos, bem sabe ele, hoje são somente consequência, não objetivos em si.
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