“Se ele não acordasse rápido, não voltaria mais”

O médico que atendeu David Fernandez depois do acidente disse que ele era um caso perdido

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Na manhã de 2 julho de 2017, Eliane Fernandes de Melo, hoje com 41 anos e moradora de Salvador (BA), recebeu um telefonema em que era informada que seu filho tinha sofrido um acidente de carro. Ele voltava de Campina Grande para João Pessoa, na Paraíba, quando o motorista do carro em que o jovem estava teria dormido ao volante e o automóvel capotou. Quem ligou para ela foi o próprio motorista. Por ele não ter sofrido nada, ela achou que estava tudo bem com o filho também, embora ele tivesse sido levado para o hospital.

Na verdade, o estado de saúde de David Fernandes era muito grave. “Ele teve fratura no fêmur, além de traumatismo craniano encefálico, ou TCE, e hemorragia cerebral. Ele teve ainda três paradas cardíacas e seu coração parou por cinco minutos. O médico que o atendeu chegou a dizer que ele era um caso perdido, mas, como era troca de plantão, outro profissional realizou os procedimentos para ressuscitá-lo. Ele passou por duas cirurgias para estancar o sangramento, mas elas não tiveram sucesso. Por isso, foi colocada uma sonda para drenar o sangue e desinchar a cabeça e ele ficou em coma induzido”, conta Eliane.

O que é o TCE?

No Brasil, mais de 150 mil mortes por ano são causadas por traumatismo crânio encefálico (TCE). Fatores externos como acidentes automobilísticos (50%), quedas (30%) e agressões físicas (20%) são as maiores causadoras do problema. Os sintomas podem incluir desmaio e perda de memória, dificuldade para enxergar ou perda da visão, dor de cabeça intensa, confusão e fala alterada, perda de equilíbrio, vômitos, sangramentos graves na cabeça ou rosto e sonolência excessiva. Quanto mais cedo forem realizados os procedimentos médicos, maiores serão as chances de cura e menores os riscos de sequelas, como perda dos movimentos das pernas, dificuldade de falar ou de enxergar. O TCE também pode ocasionar acidente vascular cerebral isquêmico ou isquemia cerebral, fruto de um bloqueio na circulação sanguínea do cérebro.

Fontes: Brazilian Journal of Health Review e Ministério da Saúde.

Propósito
Eliane relata que só pedia a Deus pela vida do filho: “eu o vi todo enfaixado e ele parecia uma múmia. Liguei para a minha cunhada que era obreira e ela me disse para orar. Apesar de eu não estar firme na fé, aquele foi o meu socorro e senti esperança. Eu sabia que ele estava muito mal, mas tinha algo que me dizia que havia um propósito naquela situação. Eu estava sofrendo, mas calma ao mesmo tempo. Comecei a participar da Corrente da Cura na Universal e levava a foto e a roupa dele para que fossem ungidas”.

Estado crítico
Apesar de ficar 20 dias em coma induzido, a hemorragia na cabeça de David não cessava. “Os rins dele não funcionavam. Ele pegou várias bactérias, teve que fazer uma traqueostomia e não era possível fazer exames, pois não podiam movimentá-lo. Entre todos os internados na UTI, David era o que sempre estava em estado crítico. O médico falava que, se ele não acordasse rápido, não voltaria mais. Comecei a usar a água do tratamento. Eu pegava um algodão, molhava e colocava dentro de um saquinho escondido para depois passar em todo o corpo dele”, relata.

Sete dias
Durante a internação, David teve também uma isquemia. “O médico disse que ele ficaria com o lado esquerdo paralisado, não voltaria a andar ou falar ou ficaria em estado vegetativo. Era um domingo e fiz um propósito: se ele não melhorasse em sete dias, eu não buscaria mais a Deus. No dia seguinte, ele havia piorado. Quando passou uma semana e fui visitá-lo, o fisioterapeuta me chamou para ir ao boxe do meu filho. David permanecia com a hemorragia, mas, mesmo assim, acordou.

Com 40 dias de UTI, ele já mexia os braços”, conta.

Renascido
Eliane conta que dias depois, ao visitá-lo, David a chamou. “Parecia que ele estava falando a palavra ‘mãe’ pela primeira vez, como se tivesse nascido de novo. Quando a hemorragia cessou, ele ainda teve que fazer a cirurgia do fêmur. Ao ter alta depois de 85 dias, ele saiu de cadeira de rodas. Na consulta de volta com o cirurgião, ele não reconheceu o meu filho. Quando o David, mesmo sem poder andar direito, ficou em pé para cumprimentá-lo, ele disse: ‘É você mesmo, David?’. Cada coisa que meu filho fazia era uma vitória, como se ele tivesse se levantado e andado sobre as águas. Naquele momento eu só pude agradecer a Deus”, conclui.

Contra todas as apostas
Hoje, aos 26 anos, David está totalmente recuperado e reconhece o milagre em sua vida. Para o Bispo Misael Silva, responsável pela Corrente dos 70, no Templo de Salomão, quando se tem fé, é possível virar o jogo. “Acredite na fé sobrenatural, pois, por meio do Espírito Santo, mesmo diante de todas as expectativas negativas, a cura é possível. Se você busca por saúde, venha participar das nossas correntes de cura”, convida.

Se você quer usar a fé e determinar sua cura ou a de um ente querido, compareça à ‘Corrente dos 70’. As reuniões acontecem todas as terças-feiras, no Templo de Salomão, às 10h, 15h e 20h. Ou, participe em uma Universal mais próxima de sua casa. Clique aqui e encontre um endereço.

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Autor

Eduardo Prestes / Fotos: Cedidas