São Paulo já tem mais idosos do que crianças e adolescentes de até 14 anos
Levantamento da Fundação Seade revela avanço do envelhecimento da população paulista nas últimas décadas
O envelhecimento da população brasileira avança, e São Paulo já registra mais idosos do que crianças e adolescentes com menos de 15 anos. Segundo dados da Fundação Seade, em 2025, o estado contabilizou 101 pessoas com 60 anos ou mais para cada 100 habitantes de 0 a 14 anos.
O cenário acompanha uma tendência nacional. De acordo com números divulgados pelo Ministério da Saúde em setembro, o Brasil reúne mais de 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais.
Mulheres são maioria entre os idosos
Em 1950, São Paulo registrava apenas 11,6 idosos para cada 100 crianças e adolescentes com menos de 15 anos. Em 2025, essa relação chegou a 101 para cada 100, segundo a Fundação Seade.
Dos mais de 46 milhões de habitantes do estado, aproximadamente 8,4 milhões têm 60 anos ou mais, o equivalente a 18,4% da população.
Desse total populacional, 10,5 pontos percentuais correspondem a mulheres idosas e 7,9 pontos percentuais, a homens idosos. O levantamento também indica que a diferença entre os sexos aumenta nas faixas etárias mais avançadas.
Geração X começa a chegar aos 60 anos
A entrada dos primeiros integrantes da geração X, formada por pessoas nascidas entre 1965 e 1980, na faixa dos 60 anos também ajuda a compreender o avanço do envelhecimento populacional.
Em São Paulo, aproximadamente 549 mil pessoas têm 60 anos, o equivalente a 6,6% da população idosa.
Além disso, o estado reúne cerca de 9,2 milhões de habitantes na faixa dos 45 aos 60 anos, grupo que deverá contribuir para o crescimento da população idosa nos próximos anos.

Envelhecimento avança nas últimas décadas
O índice de envelhecimento paulista cresceu aproximadamente 8,7 vezes entre 1950 e 2025. O indicador representa a quantidade de pessoas com 60 anos ou mais para cada 100 habitantes de 0 a 14 anos.
Em 2000, o estado registrava 34,1 idosos para cada 100 crianças e adolescentes. Em 2010, a relação passou para 53,9 e, em 2020, alcançou 82,3.
Já em 2025, o índice ultrapassou a marca de 100 pela primeira vez, indicando que a população idosa superou numericamente a de crianças e adolescentes nessa faixa etária.
Como o envelhecimento mudou o perfil dos municípios?
Em 2000, os municípios com os menores índices de envelhecimento se concentravam no sul e no litoral paulista. Na Região Metropolitana de São Paulo, Francisco Morato registrava 11,5 idosos para cada 100 habitantes de 0 a 14 anos.
Por outro lado, diversas cidades do norte e, principalmente, do noroeste do estado apresentavam índices superiores a 40. Naquele ano, Águas de São Pedro, na região central, era o único município com mais idosos do que crianças e adolescentes, com índice de 110,9.
Em 2025, os menores índices ainda se concentravam no sul do estado e em parte da Região Metropolitana. Em Itapevi, por exemplo, o indicador era de 53,8 idosos para cada 100 habitantes de 0 a 14 anos.
Já no norte paulista, especialmente no noroeste, predominavam municípios com índices superiores a 120, o que demonstra uma proporção maior de idosos em relação à população mais jovem.
Confira também a reportagem do R7 sobre o trabalho com idosos.
Projeto Calebe promove acolhimento e convivência
O envelhecimento da população também reforça a importância voltadas ao acolhimento, à convivência e à valorização da pessoa idosa.
A Constituição Federal estabelece que a família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas.
Nesse contexto, a Igreja Universal realiza, por meio do Grupo Calebe Universal, diversas atividades voltadas à valorização e ao bem-estar dos idosos. Criado em 2009, na Inglaterra, pelo Bispo Renato Cardoso, o grupo está presente em 119 países, segundo dados da iniciativa.
Conheça o alcance do Projeto Calebe
No Brasil, o Grupo Calebe Universal reúne 65.450 participantes. No exterior, são mais de 115 mil, segundo os números informados pela iniciativa.
Voltado a pessoas com 60 anos ou mais, o grupo promove atividades de socialização, convivência e evangelização, com o objetivo de valorizar a pessoa idosa e contribuir para seu bem-estar.
Para conhecer o trabalho ou participar das atividades, procure a Universal mais próxima.
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