São Paulo anuncia retomada das atividades econômicas

Confira quais serão os próximos passos do governo paulista

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O governador de São Paulo João Doria anunciou, nesta quarta-feira, o início da reabertura das atividades econômicas do estado. O chamado “Plano São Paulo” terá cinco fases, a serem iniciadas na próxima segunda-feira (1º de junho).

Acompanhe na imagem abaixo o que funcionará em cada fase do Plano São Paulo:

plano sao paulo

Os números da pandemia serão avaliados semanalmente em cada região. A partir desses dados, as regiões poderão avançar ou regredir de fase a cada 15 dias. A imagem abaixo mostra como cada região estará classificada em 1º de junho, no início do Plano São Paulo.

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“De forma inteligente, não de forma homogênea”

No início da semana Doria havia informado que, ao contrário do que foi feito até o momento, “a quarentena vai continuar, mas de forma inteligente, não de forma homogênea”.

Ou seja: a partir de agora cada região será avaliada isoladamente para que as medidas sanitárias cabíveis sejam tomadas. Para o jornalista Augusto Nunes, essa decisão chega com atraso:

“É evidente que o Brasil é diversificado demais para que se adotem os mesmos métodos em todos os estados. E também para que um estado estenda a todas as cidades uma solução só. É evidente”, avaliou ele. “Você tem de restringir essa quarentena aos focos da pandemia, aos lugares mais atingidos. Deve restringir também, progressivamente, aos grupos de risco, o que já deveria ter sido feito. E deve liberar para a abertura da pandemia cidades que comprovadamente estão prontas para isso e ansiosas por impedir que se dê a falência econômica”.

Para ele, “estava mais do que na hora de partir para isso e começar a abrir. Porque nós não podemos optar pela quarentena eterna”.

A avaliação de Nunes é baseada nos resultados alcançados por estados como São Paulo que adotou a mesma quarentena para todas as cidades. São Paulo, por exemplo, concentra 22% de todos os casos de COVID-19 registrados no País, além 26% das mortes.

“Se mesmo assim [com as medidas de afastamento social], o número de óbitos continua crescendo, não faz sentido insistir em manter inalterada a fórmula que já dura dois meses. É hora de redesenhar a estratégia de combate à pandemia de coronavírus, antes que ao desastre sanitário se some a falência econômica de São Paulo e do país”, escreveu ele em coluna do R7.

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Colaborador

Redação / Imagem: Reprodução Youtube @Governo do Estado de São Paulo